VIDATo revendo minha vida e meus conceitosReduzindo minha lida e os preconceitosDiminuindo toda a comida e meu despeitoRepensando sua partida e o meu respeitoAndando devagar e casualmenteRespirando o ar, deixo livre a menteTentando amar de maneira inocenteBuscando pensar de um jeito coerenteJogando fora os medos e alargando frestasTamborilando os dedos em ritmo de festasCompartilhando segredos, ap ...
VIDA
To revendo minha vida e meus conceitos
Reduzindo minha lida e os preconceitos
Diminuindo toda a comida e meu despeito
Repensando sua partida e o meu respeito
Andando devagar e casualmente
Respirando o ar, deixo livre a mente
Tentando amar de maneira inocente
Buscando pensar de um jeito coerente
Jogando fora os medos e alargando frestas
Tamborilando os dedos em ritmo de festas
Compartilhando segredos, aparando arestas
Acordando mais cedo ou dormindo mais tarde
Lambendo o dedo quando doce ou quando arde
Refazendo meu enredo, esqueço que fui covarde
Patrícia Rech
AMORES [IM]PERFEITOS
Todos buscam um amor perfeito
Para preencher o vazio do peito
Ignoram, porém, que não exista
Amor que descarte a conquista
Todos possuem algum defeito
Inexiste a absoluta perfeição
Por isso, com todo o respeito
Ouçamos a voz do coração
Se amor não passa de conceito
Deve-se, então, se resignar
Que cada um ama do seu jeito
E quando esse sentimento brotar
Que se carregue consigo ao leito
O que, de fato, signifique AMAR!
Patrícia Rech
LASCÍVIA
Eu quero te aspirar para dentro de mim
Na busca desenfreada que não tem fim
Cobiço provar dos teus beijos tal doçura
Lábios pérfidos, cuja peçonha é tão pura
M℮tade demônio, outra é um querubim
Perdido em qualquer canto, triste confim
Nunca cessa meu anseio ou acaba procura
O teu amor é a cura que vence a amargura
Só sua entrega é que põe fim a essa loucura
Arrebatada por este lindo sorriso de marfim
Capaz de iluminar a minha face tão obscura
O ósculo, feito oásis, é que hidrata a secura
Da boca ressecada,tão ávida pela tua, enfim
Chuva em solo árido,enche a alma de ternura
Patrícia Rech
DECIFRA-ME OU TE DEVORO
Decifra-me ou te devoro
Por favor, eu te imploro
Diga-me quem eu sou
E eu dir-te-ei quem és
Sou incógnita, enigma
Toda, da cabeça aos pés
Esse é o meu estigma
Meio oblíqua, sou viés
Sou uma de todas
Sou todas em uma
Assumo as engodas
Sem culpa nenhuma
Sou rocha indestrutível
Não ouse tentar transpor
Sou criação indefectível
Feita de ódio e de amor
E também sou cristal frágil
Posso quebrar, posso partir
Mas com meu potencial ágil
Se tentar pisar, vou te ferir!
Patrícia Rech
Biografia:
Patrícia Rech de Oliveira é Graduada em Letras - Licenciatura Plena e Pós-Graduanda em Pedagogia Gestora. Professora de Língua Portuguesa e Literatura, Coordenadora de Biblioteca Pública. Foi Colunista de Jornal. Já participou de Seletivas de Contos, Poesias e Crônicas - Antologias Poéticas – todos publicados pela CBJE [Câmara Brasileira de Jovens Escritores]. Teve um de seus trabalhos ilustrando a capa da Revista Virtual Veredas e teve poemas publicados em Mural dos Escritores, Recanto das Letras, Garganta da Serpente, Fala Brasil, Beco dos Poetas e Site de Artistas Gaúchos Consagrados. Mesmo vivendo em meio aos livros, no universo das letras, somente agora se encorajou a desengavetar seus escritos e dar asas à imaginação. \'Mais do que um prazer, escrever é uma necessidade de exteriorizar minha criatividade e interagir com o público leitor. Amo o que faço e, com certeza, pretendo deixar marcas através de minhas palavras. Além disso, partindo de minha busca, tenho a intenção de incentivar mais escritores, cujos talentos também estejam engavetados.\'
patriciarech01@gmail.com