O Capitão JerônimoSou rude como as embarcaçõesE velho feito às conchas do marTrajado pelo sangue dos peixesNão agrado as sedosas francesasJá dizia minha falecida madrastaNão sou digno nem de prostitutasTalvez monstros me bolinassemSe eu resolvesse tomar um banhoNavego através de águas perigosasComandando marujos gananciososInteressados em paixões mundanasE afogados em canecas destiladas ...
O Capitão Jerônimo
Sou rude como as embarcações E velho feito às conchas do mar Trajado pelo sangue dos peixes Não agrado as sedosas francesas
Já dizia minha falecida madrasta Não sou digno nem de prostitutas Talvez monstros me bolinassem Se eu resolvesse tomar um banho
Navego através de águas perigosas Comandando marujos gananciosos Interessados em paixões mundanas E afogados em canecas destiladas
Não tenho moradia perfumosa Muito menos olho de mármore Viajo pela estrada dos tubarões Matando almirantes por diversão
No verso do diário de bordo Risquei as coordenadas de Lis Ilha onde encontrei “a vulgar” Em lasciva nudez pecaminosa
Com lábios de frutos marinhos E seios ondulados de caravelas Surgiu a cruz da minha luxúria