A Festa das ÁguasL. GonzagaAs grandes cheias do pantanal, trás sempre uma quantidade imensa de plantas aquáticas, que se movimentam e se organizam em suas comunidades, formando os seus núcleos, para a grande caminhada em busca das ilhas flutuantes.Entretanto, nem todos os núcleos conseguem chegar com suas comunidades aos rios, considerando as longas distancias que tem a percorrer e sem força ...
A Festa das ÁguasL. GonzagaAs grandes cheias do pantanal, trás sempre uma quantidade imensa de plantas aquáticas, que se movimentam e se organizam em suas comunidades, formando os seus núcleos, para a grande caminhada em busca das ilhas flutuantes.
Entretanto, nem todos os núcleos conseguem chegar com suas comunidades aos rios, considerando as longas distancias que tem a percorrer e sem força mal conseguem chegar nas lagoas ou nos pequenos corichos, que lamentavelmente nada oferece e não leva a lugar algum.
Mas, é festa... é festa das águas... é a grande cheia do pantanal, e todas as plantas devem comemorar os seus momentos de alegria junto as suas comunidades, enquanto o sol não chega com o seu calor abrasador, semeando a seca nas mais distantes planícies na tenáz de todas as covardias. Mas, a vida segue...
Quanto a mim, que tudo assisti... entrei no meu barco e tomei o rumo de um rio em busca de novas venturas, sendo inclusive recepcionando por uma grande concentração de 'camalotes' com todos os seus núcleos organizados, aguardando apenas o momento certo para adentrarem nos verdadeiros caminhos do rio, agora na condição de Ilhas flutuantes ou [baceiro].
Como vemos amigos: foi a partir desse momento, é que vim entender a importância dos núcleos na formação das ilhas ora comentadas.
Daí... depois de viajar por cinco dias e cinco noites, todos os componentes da Ilha, [baceiro] receberam autorização para encostar ao lado de um barranco arenoso que tinha a nossa esquerda...
A noite era de lua... e a lua parecia cantar uma canção de acalanto para todas as planta que compunham a nossa maravilhosa Ilha.
E para felicidade dos 'camalotes', o dia amanhecia soprando uma brisa fresca para as águas barrentas do rio, repleta de novas Ilhas na mais feliz de todas as caminhadas.
Porém, o que mais me impressionou nesse espetáculo, foi um pequena folhinha isso mesmo, uma pequena folhinha que muito apressada, seguia em grande correria cumprimentado a todos...
- Bom dia!... eu não poso parar bom dia... quero encontrar minha mãe que está bem mais adiante, tchu!...
Entretanto, depois da saudação da pequena folhinha, a nossa Ilha, [baceiro] recebeu ordens para partir, e assim foi feito... até porque, todos tinham pressa para a grande chegada.
E depois de viajar por mais duas horas todos notaram que a Ilha estava tomando outro rumo seguindo em direção a uma enceada a nossa direita e ali ficando por mis três dias, gerando com isso uma grande discórdia entre os líderes comunitários, e um total desequilíbrio tomava conta da Ilha [bace], sendo a mesma abandonada e dissolvida pelos núcleos saindo cada qual com suas comunidades desmanchando-se por completo aquela organização.
Por esta razão, é que em certa época do ano, os camalotes se espalham pelos caminhos dos rios procurando a sonhada organização que os leve a tão esperada festa das águas nas Ilhas das esperanças.
biografia:
Luiz GONZAGA SILVAJornalisa
Poeta
Escrtitor
Compositor
Músico
lgonzagasilva@hotmail.com