BAR DE TOINZINMulher vou pro bar de ToinzinVou tocar tamborim;Não briga comigo assim;Não sou maracujá de gaveta,Sou amigo de GazetaEu tenho que sair,Mulher o bar também é seu,tem o Pingo que é um museuCantoria com Zaqueu;Lá,nem todo mundo é compromissadoSai um petisco, um cebolado;Tem churrasco rastreado;Vigiado pelo NoelMulher tu larga do me ...
BAR DE TOINZIN
Mulher vou pro bar de Toinzin Vou tocar tamborim; Não briga comigo assim; Não sou maracujá de gaveta, Sou amigo de Gazeta Eu tenho que sair, Mulher o bar também é seu, tem o Pingo que é um museu Cantoria com Zaqueu; Lá,nem todo mundo é compromissado Sai um petisco, um cebolado; Tem churrasco rastreado; Vigiado pelo Noel Mulher tu larga do meu pé; Pois lá não tem outra mulher; Só cachaça e samba no pé; Lá não tem nem um mensalão, Só Irineu no violão; Boco Moco na confusão; Mulher vou terminar esta canção, Nego Nel chegou para apertar a minha mão.
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Sonho marinho
Eu perdido na noite negra Meus olhos brilhando no farol; O barco vai e o vômito vem, Não sei qual peixe fisgou Minha isca gástrica? O barco continua e o sono vem As ondas chicoteiam o seu casco, E os meus cavalos brancos Navegam nas praias escuras; Alimentando sonhos e navegando Rumo as praias ibéricas, A noite se vai como criança Abraçando a lua e as estrelas E faz valer a batalha que os Homens travam na terra Por sonhos lutas e lendas.
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POEMA DE VERÃO
Para escrever este poema de verão Não viajei para o sertão; Escrevi na neve do Himalaia Para fugir desta gandaia, Não usei haxixe Só farofa de maxixe; Também ganhei de um soldado alemão Um velho jipe de guerra Para invadir a Inglaterra; Lá encontrei Saramago de caneta na mão Pedindo para eu jogar fora meu lápis de carvão; Mim presenteou com uma caneta Que pertencia ao grande Dom Sebastião Embarcamos num trem até Paris Onde ele ia palestrar num famoso museu Eu sabia que ele ia demorar; Então fiquei num bistrô para meu poema De verão terminar Saramago pra Lisboa foi embora E eu acordei na mesa de um boteco Com este poema de verão na mão Esperando chegar o inverno E as fogueiras de São João.
biografia: Urias Arifa Caetité Nasci em Planalto Bahia no dia 11 de julho de 1969; não tenho livros publicado.participei da coletanea de cordel denominada \'A Mosca\' de Paulo Maciel da cidade de Central Bahia,junto com varios poetas;só agora com a net que comecei a despertar com amagia da poesia.