DesgostoBanheiro sem águaCriança na rua.Chora!O doce podreNa lata imunda.Anda com a mãeSem carinho nenhum,Aperta a moedaPra não perder os sonhos.Sinal fechado Sem verde pra respirar Polui seus olhos,Sem o coração poupar.Tosse, expele frustrações eDesgosto.No viaduto da vida Bebe da águaQue a chuva lhe deu.Das sobras se alimenta,Do c&ea ...
Desgosto
Banheiro sem água Criança na rua. Chora! O doce podre Na lata imunda.
Anda com a mãe Sem carinho nenhum, Aperta a moeda Pra não perder os sonhos.
Sinal fechado Sem verde pra respirar Polui seus olhos, Sem o coração poupar.
Tosse, expele frustrações e Desgosto. No viaduto da vida Bebe da água Que a chuva lhe deu.
Das sobras se alimenta, Do céu faz a cama. Em um canto de lama Deposita suas necessidades.
Em Deus espera um lar No bafo do pai o arrepio Com pele sem água A criança dormiu.
Ao ver a mansão Se deita em miséria Para despertar da agonia.
Ninguém via Ela sonhava. -----------------------
Haverá sonhos
Pode o mundo Desfazer ilusões, Haverá para sempre Sonhos.
Quem sabe perdidos em noites Geladas, Encontrados nas manhãs Ensolaradas.
Assim levanta O amor, Que se deitou Em lençóis perfumados Inalando um único desejo.
Correr na fonte De cristalina pureza Não deixando fugir a paixão Diante da mais pura Beleza.
Pode o mundo Roubar-me o amor, Hei de encontrá-lo Na busca Eterna.
--------------------- Tornei-me Mulher
Durante anos Era eu Um corpo.
Com sentimentos, Imaginações, Incansável,incessante.
Diversas vezes Pensava eu Estar \'amando\' Quanta ilusão!
Com o nascimento Do sol, O amor ia embora. Ficava eu No mesmo corpo Vazio.
Anos de espera Dizia eu: Hei de encontra-lo na busca eterna.
Tornei-me mulher Com o sol Amanheço radiante, Com a lua, Adormeço feliz.
Tu, Quem diria! Estava guardado Prá me fazer feliz.
biografia: Ana Maria Schöenell Czamanski Sou poeta, participei de várias coletâneas, tenho um livro com 120 páginas inédito. Estou escrevendo minha auto biografia com mais de trezentas páginas já. Faço pintura por computador também, e arte digita.