LÁPISEmcaixado confortávelbailando entre meus dedosgrava marcas no papeleste objeto delgado.Fino lenho preparadocom recheio de grafitetraz a história preservadatorna a arte permanente.A terna função de escribaque assumo intuitiva,não mais me torna cativados sonhos que construí.Seguindo o velho roteirodos sonhos que encorageiSurgiu o esboço vivo,no poema me libertei.Esta pequena varinhaque ...
LÁPISEmcaixado confortável
bailando entre meus dedos
grava marcas no papel
este objeto delgado.
Fino lenho preparado
com recheio de grafite
traz a história preservada
torna a arte permanente.
A terna função de escriba
que assumo intuitiva,
não mais me torna cativa
dos sonhos que construí.
Seguindo o velho roteiro
dos sonhos que encoragei
Surgiu o esboço vivo,
no poema me libertei.
Esta pequena varinha
que carrego como fada
vai desenhando o caminho
risca o lápis minha estrada.
GLADIS DEBLE A POESIAA poesia salta da idéia
e cria vida própria.
Sonda lugares fantásticos,
descreve outras paisagens
Percorre distantes países
pensa novas matrizes
dança e reluz
como grão de poeira
projetado na luz.
Descreve trajetória errante
esmiuça sentimentos alheios,
redescobre lugares
que nunca esteve,inventa matizes.
Abraça todos os povos,
faz acordos com o insólito.
A poesia saltitante itinerante
navega na rede,traduz signos gravados
para o mundo ela escapa...
depois de cansado seu corpo de letras,
enroscada na folha como bicho inocente
adormece no livro protegida na capa.
Gladis Deble PastorilApascentei rebanhos nas encostas
conduzi os animais a boa aguada
trouxe ramos de alecrim e flor do campo.
Compuz versos singelos na caverna
junto as cabras espiando o chuvisqueiro
e a neblina pondo a capa na campina.
A luzir a lanterna nos caminhos
rodopiei audaz,desviando o precipício
onde rolam pedras sózinhas no desfiladeiro.
A voz do bosque atraente me chamando
para um encontro mágico na fonte
com água transparente e oração
margeiam musgos, fungos na vertente
santuário verde onde em versos pastoris
esparramei minha canção.
GLADIS DEBLE GARATUJAS Da grafite silenciosa
surgem figuras reais,
rabisco na santa paz
imagens do inconsciente.
O desenho em fragmentos
surge livre no papel
faz deliciosos os momentos
pensando num tal rapaz.
O fundo dessa gravura
de tal forma é texturado
que parece usar recursos
da velha xilogravura.
Rabiscos que crio hoje
tentando fazer desenhos
fugiram pela tangente.
E a imagem que eu queria
desmanchou-se em garatujas
virou pequena poesia.
Gladis Deble
Biografia
Gladis Cleonice Veloso Deble reside em Bagé,RS. Professora de artes e ativista cultural.
Formada em Educação Artística e Artes Plásticas com Pós-graduação em Arte-educação
pela Urcamp-Universidade da Região da Campanha. Foi presidente da AGA Associação
Gaúcha de Arte-educação de 1987 até 1990. Participou da oficina de Arte dramática do
CENARTE da Urcamp.Realizou projetos para a Secretaria Municipal de Cultura Desporto e
Lazer como o 'Passeio Poético por Bagé' destacando os locais históricos da cidade e sua
rica arquitetura.Promoveu atividades culturais com jovens na comunidade da Colônia Nova.
Cultura alemã e gaúcha e características do povo da fronteira,[Uruguai e Brasil] no município
de Aceguá.Peça de teatro 'Nós Aceguá e o Meio Ambiente'.
Frequentadora de bienais como a de S Paulo,Buenos Aies e Porto Alegre, feiras do livro só
agora peblica seus poemas na Antologia da Poemas a Flor da Pele a ser lançada em Bento
Gonçalves no XVII Congresso Brasileiro de Poesia.
É conselheira do CPERS Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul.
Tem uma página no site;Poemas a flor da pele.ning
e os blogs;www.danacd.blogspot.com www.gladisdeblepoesia.blogspot.com
Gladis Cleonice Veloso Deble -
nikbrandon@hotmail.com