Pinguço [no boteco Terra]uma dose de cachaçapara nosso máximo esforçooutra dose de cachaçapara esse mínimo saláriooutra dose de cachaçapara debochar dessa desgraçae torresmo batata e lingüiçapara tirar o gosto de suor e sangue da línguae outra dose de cachaçapara tirar o cansaço da carae outra dose de c ...
Pinguço [no boteco Terra]
uma dose de cachaça para nosso máximo esforço
outra dose de cachaça para esse mínimo salário
outra dose de cachaça para debochar dessa desgraça
e torresmo batata e lingüiça para tirar o gosto de suor e sangue da língua
e outra dose de cachaça para tirar o cansaço da cara
e outra dose de cachaça porque mesmo assim viver tem graça
e outra dose de cachaça porque a tristeza vem e não me abala
e outra dose de cachaça pois a esperança vem e me embala
e outra dose de cachaça para nossa força que não se acaba
e outra dose de cachaça para a amizade que aqui não é falsa
e outra dose de cachaça porque aqui não há distancia,aqui se abraça
e outra dose de cachaça porque mesmo na batalha damos risada
e outra dose de cachaça para essa risada que é escudo e espada
& de saidêra uma dose de paz e solidariedade p’ra ‘quele que o outro mata o chame para compartilhar uma garrafa de cachaça .
a janta
Se abr[acem a cem graus celsios assem o corpo] c/ suor e saliva temperados sirva-se na camamesa e come e lambe um ao outro hum...! de noite o amor pode encher o bucho da alma da vida e do dia que se íam na pele e osso da rotina.
BUMBA-POVO-BUMBA
bum! bum! -ba meu povo. no terreiro balasbombasbolsascontas filasfomesdesvios injustiças. Cuidado! não agache!/ levante não corre!/ ande não esconde!/ encontre-se Matracas e zabumbas fazem silêncio, esperam o momento... Zombações são digeridas na tripa do boi.
O boi suporta O povo suporta Dançam, Pois um dia ressurgirá.
RESISTÊNCIA
Embora o medo pelo reinado da morte alguns verbetes gritam incessantemente no dicionário no diafragma E na alma ouçam
Subordinados, A voz os ouvidos os olhos Cheiram catam e lambem o silêncio
ouçam.
Sonhei que a palavra paz [re]pousava no sono da palavra sonho.
SONETO INFECTADO SUPLICANDO SOCORRO
Onde a vacina contra este vírus violento que infectou da alma ao osso da árvore,do ar,da água e do corpo?
Sei que nos hospitais até a Morte, tossindo sangue e pólvora, suplica socorro nestas filasfilasfilas...
sei que se vende tanto e simulando não se sente a violência deste vírus e sei que suportamos gigabytes de crimes,crimes e tristezas Mas, mas dói muito,que espreme e espuma e exausta.
[E pouco sabe-se da dor do outro Vômito,enjôo,febre,fome,impostos]
Vida?vacina?onde?quando?como?
biografia:
Matheus José.Estudante e Poeta Membro Correspondente da Academia Brasileira de Poesia-Casa Raul de Leoni- ,nascido em 1988 na cidade de Ponte Nova/Minas Gerais.Reside atualmente em Petrópolis/Rio de Janeiro. http://apologiapoetica.blogspot.com/