Modelo da Vida'Pelos erros dos outros, o homem sensato corrige os seus'. Oswaldo CruzO sol ainda não havia lançado os seus primeiros raios no horizonte tristonho. Muitas pessoas ainda estavam dormindo, em seus aconchegantes aposentos. Mas lá no início da rua, os feirantes chegavam, carregando ferros, lonas e caixas. E no meio da feira, sentado em uma esteira suja, um velho com barba feita em t ...
Modelo da Vida'Pelos erros dos outros, o homem sensato corrige os seus'.
Oswaldo Cruz
O sol ainda não havia lançado os seus primeiros raios no horizonte tristonho. Muitas pessoas ainda estavam dormindo, em seus aconchegantes aposentos. Mas lá no início da rua, os feirantes chegavam, carregando ferros, lonas e caixas. E no meio da feira, sentado em uma esteira suja, um velho com barba feita em tranças, maltrapilho, vendedor de hortaliças, versejava. Dizia palavras distorcidas, inexatas. Para aqueles que passavam. Em voz alta e com alguns gestos, ele recitava seus versos, mesmo sabendo que nem todos que passavam, paravam para ouví-lo. Ele dizia:
'Em Imperatriz, o sol estorricante naquela tarde sufocante, em uma cama velha deleitavam-se ofegantes, um casal de jovens amantes.
Ele suspirava
Ela gemia
Tudo isso na mais orgástica euforia.
José bolava um baseado, no momento que Maria se vestia.
José riscou o isqueiro.
Maria vestiu a calcinha.
José deu uma baforada.
E Maria disse:
Eu não agüento mais essa vidinha.
Maria era uma beldade.
E muito ambiciosa, queria subir na vida, sair da humildade.
Mesmo assim, teve a infelicidade, além de morar no subúrbio da cidade, conheceu José, seu namorado desde seus quinze anos de idade.
José com seu sorriso amarelado, gabava-se de ser um ótimo empregado.
- Agora, atendo telefone e dou recado.
Maria lhe ouvia.
Mas, um estranho sentimento aos poucos a possuía.
Discordando daquilo que José dizia.
Maria repudiava a atitude de José aceitar aquela pobre condição.
De ser um simples proletário, cachorro fiel do patrão.
José vestia calças jeans, mascava chicletes e gostava de futebol.
Maria gostava um pouco dele, mas o via como uma barreira para a tão sonhada ascensão.
Maria tinha sonhos soberbos, subir nas passarelas, desfilar na França, Alemanha, Milão.
Queria conhecer Nova Iorque, viajar de avião.
Maria não gostava de andar de moto-taxi, e nem de ônibus.
Falava errado como se fosse entendida, imaginava qual seria o gosto do caviar
Enquanto mastigava feijão.
E no lado de fora do barraco, próximo ao portão, José disse à ela no ouvido:
-Te amo de coração.
Abraçaram-se e beijaram-se e cada um seguiu o seu destino, mudando de direção.
Na feira tem de tudo, os mais diversos produtos, roupas, sapatos e até mesmo tecnologia de importação, carrinhos a controle remoto, videogames, CD's importados da china, Estados Unidos, Suécia e do Japão.
A feira é o caminho que a cada dia que passa se encaminha grande parte da população. Desempregados, endividados, advogados e arquitetos, professores e desesperados, que vêem nesse negócio uma solução.
Chamam-lhes de autônomos, larápios, escória da civilização. Mas os vendedores ambulantes persistem. Levantam de madrugada, carregam suas enormes caixas e aventuram nos festejos, aonde dormem mal, em redes e no chão.
Encatembando e descatembando barracas, enfrentando uma existência subumana, na triste labuta, para descolar o pão. Mesmo com tanto sofrimento, há pessoas alegres, que encontram diversão, assim é o Zé, o Mané, o doutor Seixas, o carioca, a Dona Marocas e o Ceará.
E foi por intermédio da feira que Dona Clementina criou Maria. Sem lhe deixar faltar a roupa, o lápis e o caderno para ela aprender o bê-á-bá. Já crescida, Maria achava tudo pobreza, aquela ridículo mundo de submissão. Maria passou do outro lado da feira. Dona Clementina acenou com a mão. Mas logo ficou decepcionada, pois a sua filha virou a cara, e fez que não olhou. Maria tinha vergonha da própria mãe, por ela ser camelô. Chegando em casa Dona Clementina encontrou a filha assistindo a um programa de fofocas e disse: - Contigo não falo mais. Rapariga metida. E ela respondeu: Mamãe, aguarde, serei celebridade, capa de revistas e estarei nas colunas sociais. E Dona Clementina disse: - Filha, mesmo sendo humilde podemos manter a cabeça erguida. Eu só peço a deus e a todos os orixás, filha deixe o orgulho e a ambição desmedida para trás. Para enfim, a sua alma encontrar a verdadeira paz.
Maria não deu ouvidos.
E foi para o seu quarto, feito a serpente de Satanás.
Lá chegou a conclusão:
Aqui nesta merda de cidade não fico mais.
E foi essa a sua decisão.
Arrumou sua trouxa de roupas, para sair de Imperatriz do Maranhão.
Não podia ir de avião, mas devido a formosura de suas pernas, viu que poderia ir na boléia de um caminhão.
-Para onde quer ir moça?
-Quero ir para o Rio de Janeiro, com fé em São Sebastião.
E o caminhoneiro barrigudo disse: - Fique sabendo que não dou carona, mas para você abrirei uma exceção.
-Vamos, você não vai se arrepender, farei tudo que o senhor quiser, é só dizer.
E de posto em posto, e de gozo em gozo, o caminhoneiro despediu-se de Maria, quando chegaram ao Rio de Janeiro.
Maria olhou para o céu e disse:
-Este é o mais belo Estado brasileiro.
Maria estava em uma grande cidade. E visto que não conhecia ninguém, passou por necessidades também. E viu que estava longe a tão sonhada felicidade. Maria nada sabia fazer e se perguntou: o que é que vou comer? Então, Mary, conheceu o Rio de Janeiro. Copacabana, Araruama, Caju e Nova Iguaçu, Praça Mauá e a Ilha de Paquetá, Búzios e Duque de Caxias, e subiu até mesmo no morro da Rocinha, e assim, tirando e colocando a calcinha, conheceu o que queria e o que não queria conhecer, mas descobriu muito bem o que sabia fazer.
Ela fez muitas amizades nesses passeios.
E conheceu Renato Portela, que prometeu a ela tirá-la do anonimato para deslumbrar nas passarelas.
Mary disse que aquilo seria tudo na vida dela.
Mas, o que foi prometido, não foi dito em jantar a luz de velas.
Foi prometido em uma roda de pagode lá no alto da favela.
Mary observou que as coisas haviam mudado. Pelo menos o pó que Renato Portela cheirava, incomodava menos, que a fumaça dos baseados do seu ex-namorado.
Renato Portela era um homem badalado.
Através dele, ela conheceu algumas modelos.
Entre elas a Beatriz, que lhe ensinou a puxar aquele pozinho branco pelo nariz. E os dias foram-se passando. E ela cada vez mais conhecida, glorificou-se no ponto que chegou. Entre políticos, nobreza, na alta roda do whisky, da luxúria e dos banhos de champagnes de cereja.
Mary conheceu a ilusão da ascensão. Mas, persistia na queda.
Talvez para espantar uma possível timidez, tornou-se constante o seu estado de embriaguez. E ela caiu na passarela, diante de um público burguês.
Perdeu a conta das loucuras que fez. Todas por dinheiro, e por estupidez.
E foi pega portando o produto, que reduzia a sua lucidez.
Com Renato Portela, que do tráfico era o rei,
Mary foi presa, e foram para o xadrez.
Na frente de um delagadinho arrogante que ostentava um ridículo bigode e de dois policinhas, ela disse de mancinho: - Não seu doutor, não conheço esse homem. Não sei o que ele fez. O que posso afirmar que ele era apenas um freguês.
-Cala a boca, magrela, vadia, puta, cadela, pois já te viram nos morros andando de carro do ano ao lado de Renato Portela. Da sua boca não quero ouvir mais nada. A não ser, de onde vieram aquelas sete toneladas.
Mary foi espancada.
Presa junto com mulheres da barra pesada. Caída na cela, triste e humilhada, com o resto de sua alma ela pensava, 'Eu não sou nada'.
Por rádio, jornais, internet e televisão, a notícia se espalhava a nível nacional.
'Foi preso Renato Portela, o famoso empresário acusado por tráfico de drogas e rede internacional de prostituição'.
Mas, na verdade, Renato Portela foi rapidamente absolvido.
Tinha muito dinheiro, e a ameaça de abrir o 'bico'.
Deputados, Senadores e juízes se viram encurralados, absolveram-no para manter um suposto 'segredo de Estado'.
E no Maranhão, na feira municipal de Imperatriz, uma mulher correu segurando um jornal, olhou para Dona Clementina e fez um sinal.
-Dona Clementina olhe quem está em todos os jornais...
Era a foto de Maria, e junto com ela, outros marginais.
Os versos do poeta cego de um olho, velho, sujo, feio, louco, magro e capengo, foram apenas palavras soltas, vagando pelo ar. Sem receber ao menos o acalanto dos aplausos.
'Quando você Sonhar em Ser diferente, pense que sonhar com aquilo que você queria Ser é desperdiçar o que você É'.
F. Aldebaran - 1997.KaliMeu segredo profanamente sagrado,
Amada e temida, prazer em vida, fogo e aniquilação.
À distância vejo a tua cor negra que absorve todas as cores,
E quando de mim, está bem perto, dissolve o que não é.
A tua nudez coberta de céu transcende todas as formas.
Teus cabelos se agitam sobre os crânios de teu colar,
E no teu ventre balança o cinto de mãos cortadas,
Daqueles que tiveram seus trabalhos superados.
Toco em tua face e em teus seios lambuzados de sangue,
E os teus gemidos mântricos são entoados pelo ritmo excitante de nossos corpos unidos pelos nossos opostos.
Sem a tua Shakti sou impotente e inerte.
A vida e a morte unidas sob as chamas das velas em castiçais,
Sinto teu hálito de incenso de sândalo,
Esfrego-me no teu suor de óleo de almíscar,
E no teu corpo reconheço a natureza efêmera e imprevisível.
No calor de nossa cripta nupcial, ornada de pétalas de flores e rosas, que ressecadas caem das coroas fúnebres,
Junto das mensagens de saudade deixadas no sétimo dia aos entequeridos, gozamos de prazer suave.
Somente há cinzas e pó de cadáveres ao nosso redor.
Tudo que tende aprisionar está dissolvido.
OM Kali, OM Kali, OM Kali.Meu segredo profanamente sagrado.
Olho no fundo dos teus três olhos,
E vejo o Sol a Lua e o fogo.
E vejo o passado, o presente, e o futuro.
Mas, existe aquilo que deve ser conhecido.
E existe o que jamais poderá ser revelado.
Mas tu não tens vergonha,
Tens o corpo nu, exibindo a tua beleza cruel.
E oculta a tua face sob os véus escuros do silêncio,
E quando mostra a tua língua ardentemente escarlate, que se agita numa voluptuosidade serpentina, consome todas as coisas e aprecia todos os sabores que o mundo diz ser proibido.
A criação e a destruição estão em tuas mãos.
Empunha a espada ensangüentada, e a cabeça da falsa consciência cortada.
E sussurra em meus ouvidos: 'não temas!'.
E me abre os teus portões, quando te peço:
Abre! Abre! Abre!
Abre-me teu portão de liberdade!
Eleva-me no teu furor de fêmea indomável no cio.
OM Kali, OM Kali, OM Kali.
Conceda-me a dádiva da tua flor orvalhada de sangue que arde em fogo brilhante de verdade.
Deleite há no inefável encontro do fim com o início.
E no Vale da Morte, sobre as lousas dos desencarnados,
No nosso leito mortuário, pecado é o que se faz do desejo o contrário.
Incitantemente, teus quadris oscilam e derramam o líquido da tua taça.
Surge o teúrgico equinócio, e a lembrança de todos os finais de tardes,
Em esplendor eterno, traçado sobre nossas cabeças como um arco-íris,
Na casa número treze de São João Batista.
Venha! Venha! Venha!
Negra como a noite, e dance no meu coração,
Onde tudo arde, onde tudo queima.
Dance sacudindo teus cabelos e solte um berro sinistro,
Mostre-me o mundo sem controle.
Um mundo criado e destruído na tua própria dança selvagem.
Eu sou convidado a fazer parte dessa dança, dança frenética de vida e morte.
Esta dança que arrebata meu espírito, e que faz desaguar minha fonte orgásmica de matéria, onde insaciavelmente tu bebes, e te banhas.
OM Kali, OM Kali, OM Kali.
*Dedicado a minha amada Kali.
[Embora permaneça para sempre oculta aos olhos do mundo, pois existe aquilo que deve ser conhecido, e existe o que jamais poderá ser revelado, tu sempre estarás no fundo do meu coração e nas entrelinhas da minha escrita].
F. Aldebaran - 17/07/2006 S. A. G.A minha busca espiritual ocorre no exato momento que Eu começo escrever. Eu Sou aquele bebê de poucos meses e cheio de feridas, o filho do homem e da mulher da noite. Sou aquele que teve a megalomania lavada do Espírito nas águas da fonte de uma praça pública, diante dos olhos curiosos de inúmeros transeuntes.
Sou aquele que usa a escrita para perscrutar a própria existência e o Cosmo. Então, neste ato, ouço a Tua voz de tonalidade andrógina e vejo a Tua face sem gênero. A Tua misericórdia Te faz suave como a pétala de uma rosa, e a Tua força e disciplina se compara a uma espada forjada em ouro e fogo num laboratório alquímico. De Aldebaran, a maior que o Sol, Teu olho de besta selvagem me segue, e me protege de todos os perigos do abismo. Tu és delicadeza. Tu és força. Viajas no barco de Rá, em sua força subindo ao Leste, sobre os céus ao levantar do Sol. Estais com Ahator ao Sul, em beleza e triunfo. Estais junto a Tum em alegria descendo ao Oeste no pôr-do-sol. Estais com Kephra no mais absoluto silêncio, ao Norte, a viajar pelo céu à meia noite do Sol, onde Tahuti está em pé e à proa e Ra-Hoor ao leme. Tu és Vênus, és Marte, és Aldebaran, embora não tenha nenhum nome. Tu és a Luz de Tiphareth que ilumina as minhas letras, que projetam as sombras onde Tu te escondes, entre linhas e parágrafos.
Quão feliz me sinto em ser o Teu Escriba, pois esta glória é que me traz felicidade e me difere deste mundo. Existem vários, no entanto, Eu Sou Um. E nessa múltipla unidade, estabeleço uma conexão amorosa, que espalha chispas de Luz pelo corredor de trevas, por onde caminho até ver esta Luz sublime. E numa grande esfera de Luz dourada, maior e mais incandescente que o Sol, vejo o Teu olho, Eu sinto todo o Teu esplendor, pois Tu és o segredo e o coração do Sol, transbordo luz! Todo o brilho de fogo intenso e escarlate é expelido pelos meus poros. E diante do Teu olho, jaz a pequena Terra, que perenemente gira, sem sair do lugar, recebendo esta Luz que é todo Amor. E a Tua luz que é a minha Luz, que é a nossa Luz, chega igualmente a todos, sem importar-se com as fronteiras, com as cores, ou com as classes e religiões. Tu és o bálsamo dos doentes de corpo e dos doentes de alma. Tu és a minha donzela prostituída a esperar-me sobre a cama coberta por finos lençóis cor de prata. Tu és a minha Mãe Meretriz. Tu és a anciã dos tempos imemoráveis. Sobre mim, curvas todo o Teu corpo estrelado, tempestuosa e indomada, como as idéias e planos antes de serem equilibrados pela realidade de meus signos lingüísticos. Tu és a minha página em branco, meu campo não semeado. E na Tua vergonha está escondido o meu potencial vigorosamente encarnado e latente. Eu Te vejo como uma menina de cabelos prateados correndo livremente à beira do rio Tocantins sob a Lua Nova. Tu és virgem, eternamente não penetrada, não pertence a ninguém, exceto a Ti mesma. No Teu esplendor de Mãe, e de Meretriz, realiza todos os meus aspectos de criatividade, abrindo os braços, exibindo Teus seios rijos e abundantes, e o Teu ventre, que desabrocha em Vida. Meu prazer na união Contigo é a força que sustenta a minha existência. Sinto o poder em Teu próprio prazer, no orgasmo vermelho de sangue. E assim, mesmo estando Eu envolto pelo Teu céu escuro, encontro apoio quando seguro em Tua mão enrugada, de uma anciã que ultrapassou a menopausa, e que clama pelo suave beijo da morte. E todas as coisas devem terminar a fim de suprir os seus inícios. Meus grãos são plantados em leiras cujas formas são de linhas em páginas, as quais deverão ser ceifadas em seu devido tempo. A imaculada folha em branco é possuída pela minha letra fértil, escrita no pergaminho das Eras, diante do meu espelho astral. As vidas se alimentarão da minha morte, e esta morte conduzirá à vida. E nesse conhecimento, encontra-se a Sabedoria, onde reconheço em Ti o meu próprio poder para terminar, para perder e ganhar, para destruir aquilo que está estagnado e decadente.
Após todos os excessos cometidos que levara a humanidade a questionar suas regras de convivência e relacionamento, Tu surges em mim, como a grande mudança, neste Novo Æon, nesta reflexão cuja conclusão é a realização da Verdadeira Vontade. Aquela que traz a mais completa Liberdade, que me faz contemplar os desejos ardentes e a respeitá-los, e nada, absolutamente nada, consegue deter estas gotas do oceano de minha Vontade, que é a Tua Vontade, que repousa no céu estrelado, além das milhões de estrelas luminosas, onde Tu surges voraz como um Leão de fogo que ruge e forte como um Touro de pedra, emanando a luz que brota do Teu olho e que desce até minha cabeça, e essa luz que vai descendo, inunda todo o meu coração. Então, vejo que Tu és Eu mesmo, e Eu mesmo Sou Tu, e a minha própria visão era o muro que impedia a nossa União. Portanto, não vejo-Te mais, pois agora, Sou Um Contigo.
Francisco Aldebaran - 17/04/2006 e.v.
biografia:
Francisco AldebaranAntes que se faça algum juízo a respeito desta personalidade, é importante observar a diferença de Dois que são Um. O Francisco Júnior pode-se dizer que é o prisioneiro deste cativeiro material. Nasceu no Rio de Janeiro no dia 26 de maio de 1980. É o filho da Glória, da Sra. Maria da Glória Fonseca dos Santos [paraibana, ex-doméstica e vendedora ambulante], foi ela quem despertou o seu interesse pela leitura, através de estudos bíblicos e constantemente o presenteando com discos de contos infantis, livros, e revistas em quadrinhos. E, posteriormente, em Imperatriz/MA, na escola pública estadual Amaral Raposo, onde cursou o ensino fundamental e médio, conheceu o seu primeiro Mestre, o professor de Língua Portuguesa e Literatura, chamado Raimundo Pinheiro. Este foi o seu maior incentivador, e foi quem lhe apresentou grandes autores, como Homero, Platão, Machado de Assis, João da Cruz e Sousa, Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos, Clarice Lispector, Autran Dourado, e muitos outros. Contudo, Srila Vyasadeva, a Bíblia, e as obras de Aleister Crowley lhe marcaram profundamente.
Nesta mesma escola, fez grandes amizades com vários professores, em especial, com o professor Carlos Alves Viana, o 'Filósofo do Psicodelismo', que muito contribuiu para a elaboração da presente obra. Embora tenha feito alguns poemas, como o 'Piloto de Disco Voador', quando ainda tinha apenas doze anos, ele mesmo afirma que foi um pescador poeta e cantador de Imperatriz/MA, chamado Zeca Tocantins, que lhe despertou o interesse de se dedicar à escrita, ao lhe presentear com um de seus livros, intitulado Gotas de Sol. O seu pai é o Sr. Pedro Hanorato dos Santos [cearense, apelidado de Carioca, pedreiro, marceneiro, dono de bar e vendedor ambulante], cuja maior lição que lhe ensinou foi 'o respeito e a dedicação ao trabalho'. Francisco Júnior chegou a lecionar língua inglesa, muito contra a sua vontade, como professor substituto contratado pelo município, mas desistiu do magistério. Trabalhou na Ouvidoria Geral do Município por alguns meses, e depois, trabalhou como recepcionista de hotel. Tem quatro irmãos, mas conhece apenas um, por parte de pai biológico, ou seja, são filhos do Sr. Francisco P. da Silva, conhecido como Chico Boinha, mestre cuca e boêmio das noites cariocas. Seu irmão, o Felipe Sousa, é cientista social. Francisco Júnior conheceu Zélia aos quinze anos de idade, um amor profanamente sagrado, e após inumeráveis idas e vindas, se casaram no dia 19 de dezembro de 2006. Atualmente, ele é o responsável pai de família, um excelente servidor público do Poder Judiciário do Maranhão. Formou-se em Letras pela Universidade do Estado do Maranhão. Foi o criador da seção Manifestação Cultural de um jornal de Imperatriz/MA, que circula também nos Estados do Pará e Tocantins, graças ao apoio do Sr. Capijuba e de um escritor chamado Livaldo Fregona. Publicou na internet, em 2006, dois e-livros, O Poder da Vontade e Mensagem a uma Leitora Depressiva, pouco tempo depois, os retirou da rede por considerá-los de má qualidade.
Já o escritor F. Aldebaran, pode-se dizer que foi aquele bebê de poucos meses e cheio de feridas, que nos braços de sua desconhecida mãe biológica foi batizado nas águas da fonte de uma praça pública, diante dos olhos de inúmeros transeuntes. É um verdadeiro Pagão, firmado no Sol, na Lua e nas Estrelas, livre do cativeiro material, é o próprio Ser. Embora envolto pelo manto do mistério, ele é o pai da Radharani Alves Aldebaran, que é a melhor forma de conhecê-lo através da matéria, além é claro, de seus escritos.
Zélia [Esposa] às 20:30h.
Imperatriz/MA - 17/05/2009.
f.aldebaran@hotmail.com