1] Só [Prof Sebah]Meu poema transpiraentre cristais e cactosexpelindo um melancólicoruído de mágoas ;o espaço se diluiudentro do tempo,mas um abismose ergueu entre meus olhos!Clamo por um abraçoum olhar de cumplicidadeestou só entre milhões de sozinhosilhas de túmulos;há um certo fingimento/ caldo de pesadelosabocanhando sonhos. ...
1] Só [Prof Sebah]
Meu poema transpira entre cristais e cactos expelindo um melancólico ruído de mágoas ;
o espaço se diluiu dentro do tempo,mas um abismo se ergueu entre meus olhos!
Clamo por um abraço um olhar de cumplicidade estou só entre milhões de sozinhos ilhas de túmulos; há um certo fingimento/ caldo de pesadelos abocanhando sonhos.
Com está difícil cozinhar um poema,meu Deus ! e permanecer vivo entre negociantes de almas!
2] BANQUETE [Prof.sebah]
Desnudas tua alma e deitas nesta cama de cremosos labirintos míticos, tecida pelas mãos destes olhos métricos;
temperarei teu corpo com molho de tempestades lívidas caldo com nuvens acesas e melodias cítricas;
com pedaços de gemidos aveludados e cálidos;
algumas fatias de mansos abraços, pitadas de cheiro verde e lôdo com lábios achocolatados e céticos.
E quando o sol abrir suas pálpebras mágicas, saciar-te-ei numa bandeja de sussurros rítmicos, num forno de suspiros atávicos;
esculpindo minha língua nas linhas deste templo cáustico, farei do meu café da manhã escultura de espumas líricas banquete de harpas adormecidas e beijos de silêncios sísmicos.
3] Confissões
Vim confessar minha amargura: queria fazer uns versos que epinassem pipas e contassem estrelas;
que servissem de consolo e desfolhassem desesperos; que fossem uma overdose de plumas e ternura aplacassem tua ira e ressucitassem tuas manhãs;
Meu poema,amigo,é rijo e maledicente não canta como sabiás nem tem luminosidade, é aguado e mordaz não tem lírios nem galos anunciando alvorecer.
Perdoa-me por esse poema raquítico,assombrado,acuado, e sem arco-íris, embriagado de solidão e dor que tece o medo,borda agonia e me consome de silêncio,frio e desolação .
biografia:
Sebastião Costa Andrade é professor universitário e poeta,titular das disciplinas de Antropologia Cultural e Sociologia da Comunicação. Mestre em Ciências Sociais e Doutor em Sociologia. Publicou diversos artigos em revistas dentro de sua formação acadêmica . Autor do livro \'O HOMEM E A MULHER NO CANCIONEIRO POPULAR: Um Olhar Antropológio\' - Ed. Manufatura, 2002 e do livro de poemas: \'CÂNTICOS ERÓTICOS E ENTRELAÇADOS\' - Ed. Usinas de Letras, Rio de Janeiro, 2008. Possui ainda mais dois livros[POEMAS] inéditos: \'O AVESSO DAS MIRAGENS\' e \'NERVOS TÍSICOS\' -.