Indecência LíricaPor entre flores e dores eu navegueiEngendrando flâmulas na imaginaçãoApagadas pelo frio de uma paixãoNascidas nos lares e ares que visitei.Mas tu, argênteo seio de porcelanaRubros lábios de um fogo ardenteTu és a chama da cama indecenteVersos de prazer que meu corpo declama.E na cama não há dama mais perfei ...
Indecência Lírica
Por entre flores e dores eu naveguei Engendrando flâmulas na imaginação Apagadas pelo frio de uma paixão Nascidas nos lares e ares que visitei.
Mas tu, argênteo seio de porcelana Rubros lábios de um fogo ardente Tu és a chama da cama indecente Versos de prazer que meu corpo declama.
E na cama não há dama mais perfeita Langorosa rosa de corpo selvagem Nua compraz-me, descoberta a paisagem Enrijeço-me ainda na espreita.
És tu estro lírico sem falso pudor Prelúdio de uma vida de esplendor.
Flor das primaveras
Tanta beleza reluzia Daqueles olhos que eu tanto quisera Aquela rosa que docemente me sorria Transparecia de beleza, no carmim da face dela.
Ah! Maldito e incontrolável coração Depois de aquele dia Aquele sorriso que me sorria Fez da minha mente, minha prisão.
Me deste esperança e receio Aquela linda rosa me olhando Flor que respirei, que amei sonhando, Tem saudade de mim, que eu te pranteio!
Minha pequena, se tu puderas Sorrir-me um sorriso de salvação Vem ser a flor das primaveras Que nascem em meu coração.
Dá vida em teu alento à minha vida, Não me deixe ser uma lembrança esquecida Tu que atingiu no meu ser mais profundo Une nos lábios meus minha alma à tua! Sob o brilho do teu olhar e o frescor desta lua, Eu quero ao pé de ti, sentir o mundo.
Mágoa
Por um jardim de flores murchas eu andei E com minhas lágrimas eu pude regar Todas as mil dores do meu triste pesar Todos labores que por amores clamei.
E foi essa triste natureza morta Que ornamentou da alma toda paisagem Seca de beleza, triste estiagem Que meu melancólico peito comporta.
Mágoa, a mãe da dor, também responsável Por todas cores que assumiu meu jardim E pela tristeza hoje suportável.
Foram as lágrimas que caíram de mim Que aguaram rosas de forma amável Colocando na tristeza um belo fim.
biografia: Sobre o Autor Yuri Rodrigues Braz, nascido em Ceres [Goiás] em novembro de 1986, foi para Anápolis [Goiás] ainda com 6 meses de idade. Com mais de uma centena de poemas escritos e com poemas e contos publicados em 4 livros, já foi publicado em: Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos números 52 e 53, Contos Selecionados de Novos Autores Brasileiros Edição Especial 2009 e \'Os mais belos Poemas de Amor\' Edição 2009.