Utopia de um nordestino...Não seria inovação prá nosso povo,Se pairasse por aqui a temperança,Não se teria a presença da vingança,Ouvia-se sempre o grito forte e vigoroso,Do nosso povo pujante, amigo e talentoso,Como sempre pulso firme e decidido,Avançando, porém sempre comedidoApresentando em comum esta constância,Imagine o Brasil ser invadido,Por justiça, caridade, e tolerância.A co ...
Utopia de um nordestino...Não seria inovação prá nosso povo,
Se pairasse por aqui a temperança,
Não se teria a presença da vingança,
Ouvia-se sempre o grito forte e vigoroso,
Do nosso povo pujante, amigo e talentoso,
Como sempre pulso firme e decidido,
Avançando, porém sempre comedido
Apresentando em comum esta constância,
Imagine o Brasil ser invadido,
Por justiça, caridade, e tolerância.
A corrupção com fervor eliminada,
Juntamente com o roubo exilado,
O assalto com o seu fim programado,
A mulher pelo homem bem tratada,
A criança sem mais ser molestada,
Os idosos com futuro garantido,
O excluído andaria destemido,
Isto ocorrendo a partir de sua infância,
Imagine o Brasil ser invadido,
Por justiça, caridade, e tolerância.
A comunidade passaria a oferecer,
O ombro amigo e seguro a cada irmão,
O poeta, a poetisa e o violão,
Vislumbrariam só o amor prá descrever,
As outras artes seguiriam este querer,
Eu que escrevo, ficaria convencido,
De que o amor realmente tinha vencido,
E dado um basta de uma vez na ignorância
Imagine o Brasil ser invadido,
Por justiça, caridade, e tolerância.
A liberdade estaria na bandeira,
Por todos os brasis anunciada,
Junto à fraternidade aclamada,
A igualdade seria a justiceira,
A sinceridade selaria a trincheira,
E todo o povo ficaria convencido,
E o abuso com o próximo extinguido,
Do mundo todo se teria a concordância,
Imagine o Brasil ser invadido,
Por justiça, caridade, e tolerância.
Arimatéia Macêdo - www.arimateia.com
Comidas típicasProcurarei versar nesta contenda,
Sobre as iguarias típicas brasileiras,
Algumas delas são feitas em nossas feiras,
Outras em casa ou até mesmo na fazenda.
Não pouparei elogios a quem merece,
Entretanto, umas eu não quero repetir,
Se por acaso alguém tentar persistir,
Se prepare prá ver o que acontece.
Do Brasil, vários estados percorri,
Das regiões, quatro delas eu visitei,
Moro no Norte, e no Nordeste já habitei,
Das guloseimas de cada um já engoli.
No Tocantins comi a 'Maria Izabel',
Saboreei açafrão com galinhada,
Conheci a belíssima panelada,
Feita de intestino retirando só o fel.
Na Bahia o acarajé é apimentado,
Aproveitei e conheci o vatapá,
O caruru é gostoso prá lascar,
Com o condimento é preciso ter cuidado.
Pernambuco e Ceará são encostados,
O que se ingere é muito parecido,
O bode é o tempero preferido,
Seja assado, cozido ou mal passado.
No Ceará feijão de corda com pequi,
Uma buchada de bode bem cozinhada,
Com a cachaça de engenho destilada,
Nos alambiques da região do Cariri.
Acompanhada de suco de açaí,
Experimentei a maniçoba no Pará,
Baião de dois degustei no Ceará,
No Tocantins mastiguei o murici,
Nos dois estados tem doce de buriti,
Já tomei muito suco de taperebá,
Felizmente nestas terras irei voltar,
Prá contar noutros versos o que comi.
Arimatéia Macêdo - www.arimateia.com
Paz à mulher...O humano imagina...
Difere do sem sentido...
Arquitetar lhe fascina...
Torna-lhe um prometido...
Falando com consciência...
Externando sua prudência...
Usando da sapiência...
No oitavão rebatido.
Amar com inteligência...
Ao homem será devido...
Mulher com onipotência...
Com seu valor e sentido...
O amor será o forte...
Nunca haverá a morte...
Tudo se dará um norte...
No oitavão rebatido.
A mulher será transporte...
Da paz e seu colorido...
A diva parte do corte...
Do afeto desmedido...
O homem com lealdade...
Desejar sem falsidade...
Gostar com sinceridade...
No oitavão rebatido.
Todos com honestidade...
Revelando o sentido...
Fêmea recebe bondade...
Agrado bem merecido...
Agir assim tudo feito...
Deitar-se-ão no seu leito...
Na cama darão um jeito...
No oitavão rebatido.
Carinho e seu efeito...
Um abraço agarrido...
Tudo que é de direito...
A ela será devido...
Em uma atitude sagaz...
Por tudo que ela faz...
Merece tá sempre em paz...
No oitavão rebatido.
Arimatéia Macêdo - www.arimateia.com
biografia:
Arimateia MacedoEu nasci em Aurora, estado do Ceará e me criei no oco do mundo.
Sou médico formado pela Universidade Federal do Ceará. Sou especialista em Saúde da Família pela Escola de Saúde Pública do Ceará.
Sou casado e tenho três filhos. Sou filho de Seu Vigário e de Dona Conceição.
Fui iniciado maçom na Loja Maçônica Cavalheiros Spartanos N. 85, em Juazeiro do Norte, no Ceará.
Sou católico. Devoto do Padre Cícero e de Frei Damião.
Acho bom ouvir Zé Ramalho, Lourinaldo Vitorino, Ivanildo Vilanova, Geraldo Azevedo, Luiz Fidelis, Fagner, Xangai, Juraildes da Cruz, Genézio Tocantins, Vital Farias, Oliveira de Panelas, Moacir Laurentino, Louro Branco, Geraldo Amâncio, os irmãos João, Daudeth e Pedro Bandeira. Sem esquecer Luiz Gonzaga e Coronel Ludugero.
Sou fã de Lampião, Príncipe Ribamar e João Remeche-bucho.
Gosto de vaquejada, forró, viola, e 'furria'.
Adoro comer buchada de bode, sarapatel, batida, baião de dois, angu com peixe frito, carne de bode assada, rapadura e alfinim. Acarajé, pato no tucupi, galinhada com açafrão, e pequi com frango caipira.
Aprecio uma boa cantoria, maneiro-pau, e embolada.
Amo Juazeiro do Norte.
Não sou escritor. Sou um mela papel de tinta de impressora, pois hoje em dia não se usa mais lapiseira nem máquina de escrever Olivetti.
Mas aprecio um bom texto.
Moro em Gurupi, estado do Tocantins.
arimateia@gmail.com