me sinto tão só, perdido no abismo de mim mesmo.vejo as letras que tentam traduzir o sentimento em palavras,em vão.vejo o reflexo de uma alma que tenta se encontrar,mas se perde a cada olhar.sinto a fome de não sei o quêdesejo de desencontrarme somem os versos na hora que mais preciso,não rimo verbos, sou timido.penso no momento tenso e arremeto sem conspirar,rimo os verbos na falta de rima, ...
me sinto tão só, perdido no abismo de mim mesmo.
vejo as letras que tentam traduzir o sentimento em palavras,
em vão.
vejo o reflexo de uma alma que tenta se encontrar,
mas se perde a cada olhar.
sinto a fome de não sei o quê
desejo de desencontrar
me somem os versos na hora que mais preciso,
não rimo verbos, sou timido.
penso no momento tenso e arremeto sem conspirar,
rimo os verbos na falta de rima, na falta do que rimar,
o verbo chato que flui solto e tenta reto me encurvar
o tempo todo que penso peno, sozinho e solto, como a bailar.
nasci só e só morrerei.
as penas duras de dias magros levei.
e lavei o rosto na lagrima doce da dama salgada por quem me apaixonei,
e as palavras correm como os cavalos cegos,
e a vida molda e se molda em egos,
e o poeta rima os verbos,
e a vida não passa de ecos...
e a vida não passa de ecos...
e a vida não passa de egos...
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cada segundo um sentimento, dificil não cair na rotina
a melhor saida é o casamento, fazer do tempo minha menina
nos olhos turvos de neblina, na mão esquerda o tormento,
a paciência é gasolina, combustível de cada momento.
na brisa suave me calo, o falar desperta agonia,
por essas e outras que não falo, quem me quer ouvir em romaria?
o silêncio mestre alivia, a dor do peso sobre o calo,
ver a tão procurada alegria, suave e macia pelo ralo.
a vida inteira procurando, um sentido ou um caminho
o tempo todo encontrando, permaneço cego e sozinho
mas sempre dou um jeitinho, sigo escrevendo e amando,
e vou vivendo mansinho, amo e escrevo cada as voltas desse moinho.
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Eu não sou uma pessoa normal, mas quem o é?
anos se passam e a certeza do fim iminente se agita
na mente doente que desacredita e mente
na pele suada que não sente,
desacredita a arte que escreve e geme,
no sonho louco de um ato perene,
eterniza o momento, sentimento
biografia:
Rafael Campos BretasBrasileiro, nascido em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, Rafael Campos Bretas tem 21 anos, cursa jornalismo em uma faculdade particular e reside em Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro. É um apaixonado por literatura e poesia. Ama toda manifestação artística e principalmente as mulheres como arte, afinal, elas são inicio, meio e fim.
bretasrafael@gmail.com