1.Na liberdade dos meus pensamentosNa liberdade dos meus pensamentosVou até vocêVou ao passadoVou ao futuroOu, Vou além...Na liberdade dos meus pensamentosVôo rasante sobre o marVisito os guetos, as favelas e as sarjetasEscrevo palavras de amorNa liberdade dos meus pensamentosRealizo meus desejos dispersos pelos cantosAndo sobre as cidades poluídasPreparo o melhor cozido pela melhor receitaEn ...
1.
Na liberdade dos meus pensamentosNa liberdade dos meus pensamentos
Vou até você
Vou ao passado
Vou ao futuro
Ou, Vou além...
Na liberdade dos meus pensamentos
Vôo rasante sobre o mar
Visito os guetos, as favelas e as sarjetas
Escrevo palavras de amor
Na liberdade dos meus pensamentos
Realizo meus desejos dispersos pelos cantos
Ando sobre as cidades poluídas
Preparo o melhor cozido pela melhor receita
Enterro a espada na barriga dos inimigos do Rei
Na liberdade dos meus pensamentos
Me limpo das vaidades na clausura do medo
Corro pela avenida acima da velocidade
Adentro aos lares queridos
Molho meus pés nas corredeiras
Ouço as músicas do meu coração
Na liberdade dos meus pensamentos
Choro a falta dos amados
Crio a magia do obeso à magreza esquelética
Ando pelos campos floridos, pelas montanhas azuis
Caminho na noite escondido pelas sombras
E das sombras me escondo no caminho da morte
Na liberdade dos meus pensamentos
Retrato meus amores num presente contemplativo
Deixo a saudade me dominar
E o futuro imaginar
E lamento as faltas e, lamento as sobras.
Na liberdade dos meus pensamentos
Olho as carnificinas e limpo o sangue com minha camisa
Escorro pelas veias o líquido sujo e loucamente entorpeço a própria vida que nunca terei
Na liberdade dos meus pensamentos
Liberto a pátria, a cidadania, a educação, a dignidade e o respeito
Da ignorância, do atraso e das vaidades
Beijo teus lábios e acaricio teus cabelos
Lanço inimigos ao fogo e falsos amigos ao mar
Na liberdade dos meus pensamentos
Minha alegria se contradiz na amargura dos inocentes
Recolho os indigentes à minha casa e lhes ofereço comida
Agasalho o sol, a chuva, o vento e as marés.
Salvo o mundo e me recolho a mim mesmo
Sinto-me um herói sonâmbulo que ao acordar não
Acredita que matou seu melhor amigo.
2.
BorboletasBaterias as tuas asas sobre os meus sonhos?
Olharias curiosa onde eles nascem?
Restos de pensamentos em fuga...
Buscam nos sonhos lugares para descansar
Onde poderia me esconder de mim mesmo?
Livres meus pesadelos se tornariam pássaros negros
Empoleirados nos telhados cantariam a noite
Tirariam o sono dos inocentes
Ainda aprecio a graciosidade do teu vôo silencioso
Suas asas usarei para voltar ao sono e dormir
3.
Um Grande País pequenoPaís maldito, dos malditos cafajestes
Dos imbecis corruptos que levam o seu para o bolso
E os Seus para o Inferno
Dos Aloprados que escrevem o que querem
E dos Leprosos que lêem e espalham
País que idolatra as Castas vazias
Das Mentes impuras e peçonhentas
País de um Povo Puro que se lambuza
Na volúpia das Mentiras noveladas
Que deixam morrer as Folhas das Figueiras
E pisam na barriga das Grávidas
Lamentando o choro das Crianças Mortas
País que se protege do Mundo lá fora
Pisoteando a Terra, Poluindo o Céu e o Mar
Que eleva sua Cultura às Alturas
Mas do Chão não se vê, o que se Afunda na Cova
Dos grandes que noticiam, manipulam, estremecem e Contagiam
Da Dengue à Morte Infantil
Do Índio Inocente e interesseiro à soja e, do Branco o arroz,
Do Povo que grita e geme e, que chora a Miséria
Mas Aplaude o Discurso, as Palavras vazias, sem nada alguém Realizar
País inescrupuloso Doador, que cede partes de seu Pulmão
Ao Mundo dia a dia, até o dia em que Agonizar e Nauseabundo,
Pedir ao Mundo por clemência, pelo amor de Deus, um pouco de Ar
Do Leito esplêndido Transformamos as cores deste Brasil varonil
Do Azul infinito ao Cinza das Lápides entre tijolos de 4 furos
País das Poesias, das Crônicas, dos Versos, das frases de Efeito
Do Teatro falado e televisado, das Musicas Angelicais e Bestiais
Aqui sobra o Amor, o Tesão, o Carinho e a Afeição,
Aqui reina a Democracia onde somos Livres para Chorar
Mas não conseguimos Amar sem Odiar
A Identidade de um País são seus Filhos
Se crescidos na Ignorância, dela Sobreviverão
Se crescidos na Falsidade e na Corrupção
Venderão suas Entranhas ao preço de um tostão
E viverão Mendigando um pedaço de pão.
Um País deve pensar pelos Filhos do Mundo, enquanto Mundo
Não Importa o Tempo que seja o Hoje, o Amanhã ou o Depois
biografia:
Robertson Luiz BuseCheguei ao mundo chorando, no dia 21 de junho de 1.958, em Joinville, SC. Tentaram me reconfortar, mas só parei de chorar quando me devolveram para minha mãe. Então sorri, o mundo não era tão ruim assim...
Em todos esses anos, da infância, à puberdade e à maturidade [?], observei o mundo de Deus e dos homens. O que Um fez e os outros...
Estudei o primário, o ginasial e o colegial em Escola Pública de boa qualidade. Fiz Faculdade de Letras.
Aprendi que a liberdade está dentro de nós e que o mundo nos cobra pelos valores que cada um dá a si mesmo.
Nos primórdios, o homem lutava pela sua sobrevivência física. Hoje luta pela sobrevivência dos seus sentimentos.
A contemplação, o êxtase, a luta, o devaneio, apreciar uma boa música, ler bons livros, caminhar, pescar, curtir a natureza, são momentos que transformam e acrescentam aos meus dias...
robertsonbuse@hotmail.com