VITORIOSAHoje quando eu abri minha janeladeparei-me com uma formosa cenadesabrochando, uma flor tão singelamostrou-me que viver vale a penaVendavais e tempestades enfrentouO seu talo por pouco não se partiuNoites de frio, calor intenso passouTudo isso e a singela flor não desistiuHoje quando eu abri minha janelae vislumbrei a cena tão maravilhosacom aquela flor singela, tão mimosaPercebi que ...
VITORIOSAHoje quando eu abri minha janela
deparei-me com uma formosa cena
desabrochando, uma flor tão singela
mostrou-me que viver vale a pena
Vendavais e tempestades enfrentou
O seu talo por pouco não se partiu
Noites de frio, calor intenso passou
Tudo isso e a singela flor não desistiu
Hoje quando eu abri minha janela
e vislumbrei a cena tão maravilhosa
com aquela flor singela, tão mimosa
Percebi que viver é uma eterna labuta
muito esforço, muito suor; dura labuta
para se sair dela como uma vitoriosa
[Lena Ferreira]
SERENA MULHERSerena, sim...Mulher!
Mas não mirar-me-ei no exemplo
daquelas mulheres de Atenas...
Aquelas tais que, passíveis, aguardavam
Os maridos retornarem da guerra, aos pedaços
Lavava-lhes as feridas expostas, secando
Cada parte com suas melenas e perfumavam
Com o mais puro nardo os seus corpos viris
Que mais tarde, serviriam de portos inseguros
Às Afrodites personificadas em serviçais
Sirena, sim!
Mas não permitirei que no meu mar
Navegue uns barcos sem rumo certeiro
Sem leme, sem proa, e casco avariado, não!
Em mim, navegarão tantos os quantos forem precisos
E eu entre tantos escolherei o mais que preciso
Não para aplacar minhas precisas indecisões
É que descobri que me basto e mesmo em queda,
Voarei com asas próprias, posto que são meus braços nus
E mesmo que corra o risco de afogamento iminente
No Mar Icário de meu destino, quem comigo quiser navegar ou voar ou sonhar
Deve comungar o mesmo sentimento...Serena, sim...Mulher!
[Lena Ferreira]VÃONo vão
entre o ósculo
e o amplexo
existe um mar
tempestuoso
com nuvens
que denunciam
o que não tem nexo
No vão
entre o ósculo
e o amplexo
existe um poço
profundo
capaz de engolir
o mundo
No vão
entre o ósculo
e o amplexo
No vão
entre o ósculo
e o amplexo
entre o ósculo
e o amplexo
Vão...
[Lena Ferreira] Biografía:
Marilene Ferreira de Oliveira, assina suas poesias como Lena Ferreira, carioca, nascida em 08/07/68,
Mora no bairro de Piedade, no Rio de Janeiro, RJ.
Começou a escrever como catarse para aliviar o cansaço da alma.
a sua própria em 16 de maio de 2009, pequena ainda SERENISSIMA mas
aconchegante recanto de troca poética.
Preza a harmonia e sinceridade e é viciada em rimas, embora também
verse nos livres, onde dizem ser mais eficiente..
Participou da Antologia da Poemas flor da pele vai participar a convite em Agosto de uma Antologia da editora Literis
Poetas da rede...através de concurso.
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/lenacosta
www.serenissima-lenaferreira.blogspot.com
serenissimarilene@gmail.com