Delicata De nada me serviria te olharSe em mim não existissem reflexosDe tudo que em mim te habitasNa grande aventura do quererMe basta poder te entenderNão me fales de amores impossíveisQue deles sei bem conhecerEm perdas que me valeram O ganho maior da vidaDe tão longe fizeste pertoO que ainda posso sentirComo fogo de ardente desejoSaber que posso deitarReceber teus lábios nos meusE de olho ...
Delicata De nada me serviria te olhar
Se em mim não existissem reflexos
De tudo que em mim te habitas
Na grande aventura do querer
Me basta poder te entender
Não me fales de amores impossíveis
Que deles sei bem conhecer
Em perdas que me valeram
O ganho maior da vida
De tão longe fizeste perto
O que ainda posso sentir
Como fogo de ardente desejo
Saber que posso deitar
Receber teus lábios nos meus
E de olhos ainda fechados
Saber que você chegou!
Jaak Bosmans
6-1-2008____________________________
No encontro de nós doisNo encontro de nós dois
Despi-me das armaduras e me revesti de desapegos
Não te queria.Pra que te ter?
No encontro de nós dois era importante que continuássemos dois
Não encontramos pedaços perdidos de nós
Encontramos inteiros que podemos amar.
No encontro de nós dois
Abriu-se uma fenda na paisagem daquele por de sol
Não te queria em despedidas nem mesmo em reencontros
Cada amanhecer me pertencia e eu te oferecia em bandejas,
Ainda na cama, os primeiros raios da luz.
No encontro de nós dois
Teve lua ,teares de estrelas ,e convite pra ser feliz.
Beijos com um só riso ,e me aconcheguei logo, em quase nada.
E que era tudo.
Me desfiz em lágrimas ,e colhi-as nas mãos,
Só pra jogar pro alto e vê-las se transformando em brilhos.
No encontro de nós dois
Grandes cavalos alados e pequenas gotas de vento
Transformavam cada palavra em vestimentas de ternura.
Foi assim,que se deu: em mágicas, aventuras, e sonhos
O encontro de nós dois.
Jaak Bosmans ---------------------------
Último cantoTe procurava em finais de arco-íris
Percorrendo estradas de puras nuvens
Corria através de túneis sem fim
Voava por sobre desertos e oásis
Em bosques, florestas e matas te buscava
Nas montanhas, em ecos te gritava
Num lago em sol a se por
Chorei quando te vi
Eras cisne e me chamavas.
Num esforço real, irreal e surreal
Me transformei em cisne pra te abraçar!
E como cisne, apenas cantei.
[Ouro Preto-MG 01/12/2007]
Jaak Bosmans biografia:
Arthur Jaak Wilfrid BosmansNascido em Belo Horizonte, curso de cinema na Bélgica, Publicitário com várias premiações, cursou Belas Artes na Guignard, 7 anos de estudo de música clássica [piano], escreve desde 1972, com um um intervalo de mais de 30 anos parado, retornando em 2005. Ex professor de cinema e literatura na Universidade e criador em 2002 do Poemagem,criador do curso de Cinema e literatura na sala de aula no curso de especialização com a Drª em literatura, Kenia de Almeida!
jaakbosmans@yahoo.com.br