Beijo AusenteNas cortinas do tempo, bordei minhas quimerasTemplário de sonhos, foste tu, que arquiteteiObservei-te ao longe, já de outras e outras erasSorvendo as essências daquele beijo que não deiNa medievalidade da existência, enclausurei-meNos antros de fantasmais e impenetráveis castelosOh, Deus!Como não afoitei do cavaleiro achegar-me?Hodierno estado, são as acabrunhas dos meus anelo ...
Beijo AusenteNas cortinas do tempo, bordei minhas quimeras
Templário de sonhos, foste tu, que arquitetei
Observei-te ao longe, já de outras e outras eras
Sorvendo as essências daquele beijo que não dei
Na medievalidade da existência, enclausurei-me
Nos antros de fantasmais e impenetráveis castelos
Oh, Deus!Como não afoitei do cavaleiro achegar-me?
Hodierno estado, são as acabrunhas dos meus anelos!
Símplice plantinha, na estrada, observei tua passagem
E preservei no âmago do meu ser, tua figura heróica
Beijei-te, em filigranas de sonhos, mas sem coragem
Nunca proferi sequer eu te amo, na paisagem bucólica...
Bailaram as sazões, os meses, os anos... Novas estações
Maquiei-me de rugas, encaneceram as minhas melenas
Anego ainda em meu ser oscilo ausente... Tantas ilusões
Rascunhei uma biografia em sonhos!Esperei como Helenas!
Denise SevergniniRomanescaOh!Amado dos mantos em negrumes espectrais!
Dedilho-te em evanescentes filigranas auspiciosas.
Lassidão absorta a tua... Evoco Posseidon nos abissais.
Rogando-lhe tua anátema destas hordas prestigiosas!
Numa abóbada celeste guarnecida de meus fadários
Esquadrinho-te como pulcra figura do bem fantasmal
Não nego amar-te... Pouco de ti apreendo nos hinários
De meu lied conspícuo, entoada a ti no cortejo sepulcral
Nulo ósculo, inexistente amplexo... Somente falácias.
Eternal viuvez de um femíneo íntimo deslumbrado!
Eu: Romântica nas expectativas, dolente nas tuas inércias!
Cavaleiro das plangentes azinhagas, tu és desalmado!
Tombo no vácuo noturno... E o plenilúnio tão denso
Vocifera toda crucificação no feminil cerne sacrificado
Altivo cavalariano, declina do negro corcel e propenso
Oblata amor a esta dama detentora de imo extasiado!
Denise SevergniniBandida LuaOh Selene, andarilha das noites cruas
Nas alcatifas da minha quimera vives
E a conspurcas de maneiras espúrias
Breu ativa-se nas biografias breves...
Tua maldade pulcra legifera teses
Mal resolutas, ambíguas, letíferas
Que perpetrar se abismas meus deslizes?
Lapso de era!Falhas infrutíferas...
Impeço tua extensão e, então, adejo
Em cenóbios mediévicos, permaneço
Avejão de Arthur oscula-me sem pejo
Não padeço!Venero afetuoso gracejo
Nos orbes de Cíntia, retrocedo a vicejar
Luminar sem fanal, que almejas de mim?
Alvitre do desengano confina-te ao mar!
Almejo meu sorriso em lábio carmesim...
Denise Severgninibiografia:
Denise Severgnini
BIOGRAFIA POÉTICA Nasci menina, sapeca desde pequena
Numa cidade, época serena, Porto Alegre
Numa manhã de março, aos dezenove do mês
Ao meu pai, causei embaraço,ele esperava menino
Enganei o destino, guria e poetisa, eu nasci
Nos pagos do meu Rio Grande, cresci, estudei
Já mocinha, na UFRGS, em Biologia, eu me formei
Hoje, com muito orgulho, professora, eu sou
E desempenho, com amor, a profissão, que Deus
Felizmente, me presenteou
Nas encruzilhadas da vida, encontrei o amor
Na figura de alguém que amigo sempre foi
Meu querido,marido Márcio,companheiro
Para seja lá o que for
Pouco mais tenho a dizer
A paixão dos meus dias é poesias escrever
Denise Severgnini Novo Hamburgo/RSdenisesevergnini@sinos.net