EXISTÊNCIA Ary PeçanhaVale mais a vidaquando a existência escreveas linhas da história.Nem um rabisco saberáque a dor foi maisque as palavrase sempre há restriçõesnas palavrassempre são mordaçasos gestosA única mão ilesamovimenta a escritae se a mente permiterestritaacalma-se a dorpois, a folha se limita SOBRE AS &Aa ...
EXISTÊNCIA Ary Peçanha
Vale mais a vida quando a existência escreve as linhas da história.
Nem um rabisco saberá que a dor foi mais que as palavras
e sempre há restrições nas palavras sempre são mordaças os gestos
A única mão ilesa movimenta a escrita e se a mente permite restrita acalma-se a dor pois, a folha se limita
SOBRE AS ÁGUAS DO RIO ITAPEMIRIM Ary Peçanha
Vejo o clarão da luzes sobre as águas do rio Itapemirim elas avisam que a noite chegou. Multicoloridas, fundem-se em meu olhar e sua história. A música vem entrando baixinho o som desemboco do seu leito no mar recolhendo as andorinhas minha saudade e barranco caindo sobre meus pés. Por hora confundem tempo e saudade e um único desejo aflora... ver-te claro na luz da lua bem lá... Cheia transbordando alegria e flor é uma sensação de ser inteiro em sua de de cá uma parte de mim que ficou no seu leito e adormeceu com a infância a outra parte vive aos tombos da cidade conflitando com a solidão Quando me banhei de você era como aceitar o lume da minha alma e me doar aos teus desvios e brincar, brincar, brincar. O tempo passa você passa você não passa.
Cadeira de balanço Ary Peçanha
Eu sou aquela cadeira de balanço velha que despertou sou o barulho que range a porta de entrada que queria ser a porta que gira no mesmo lugar e minhas dobradiças enferrujaram a porta travou entreaberta e você não entrou. sou assim mesmo uma hora chegando a outro indo embora partindo veloz feito tufão que me balançou se me ponho n\'uma balança pesa mais a tristeza que a alegria é como a cadeira de balanço esquecida na sala do avô. Lembro de amendoeiras caída ao chão são coisas da infância que sucumbem à dor do meu coração sou pedaço de barranco da estrada na contra mão sentei para ver vendado a paisagem azul.
Biografía: Ary Peçanha PROFISSÃO- MÉDICO-CLINÍCO GERAL E CARDIOLOLISTA DATA DE NASCIMENTO-11/08/1964