FILHOS DE QUEM?Por Raul LongoVarsóvia ou Gaza?- Gueto! Raça superior ou Povo Escolhido?- Nazista! Judeu ou Palestino?- Semita! Câmara de gás ou míssil?- Genocídio! George Bush ou Ariel Sharon?- Adolf Hitler! Alá ou Jeová?- Do mesmo parto,da mesma dorde uma só mãenum só rancor. - A mesma história,a mesma história,a mesma história: Extermínio!Nosotros - Héroes?Si, Señora...Los tenem ...
FILHOS DE QUEM?Por Raul Longo
Varsóvia ou Gaza?
- Gueto!
Raça superior ou Povo Escolhido?
- Nazista!
Judeu ou Palestino?
- Semita!
Câmara de gás ou míssil?
- Genocídio!
George Bush ou Ariel Sharon?
- Adolf Hitler!
Alá ou Jeová?
- Do mesmo parto,
da mesma dor
de uma só mãe
num só rancor.
- A mesma história,
a mesma história,
a mesma história:
Extermínio!
Nosotros - Héroes?
Si, Señora...
Los tenemos.
Muchos.
Los hay entre los hombres
y las mujeres.
Entre los viejos, los jóvenes...
Y hasta los niños!
Donde están?
En el ancho
de la pampa,
o en el hondo
de las minas.
En el angosto
de las favelas,
y en sucio de las
oficinas.
Están arriba
de las cordilleras,
en el abandono
de las tranvías.
Abajo de las marquesinas,
al rocío de las calles.
A margen de las carreteras.
- Mártires?Por supuesto
que sí!
Tantos que sucumben
a cada día
por las drogas,
en las cunetas
del olvido.
Si mueren de hambre
en los pastos.
De los hormigones
calidos.
A cada día,
si no les matan
el sentido perdido,
en ellos se pierden
las balas de la policía.
- Ejércitos?Esto sí,
no lo tenemos...
Lo tiene
nuestros enemigos.
Aquellos que nos pagan
tan solo para marchar,
a trabajar.
Pero, fija-te
Señora!
Hacen sus regimientos
con los de nuestra gente.
El malo es que los hacen
con los más estúpidos y cobardes,
aquellos que hasta de si
se ponen ausente.
- Comandantes?Muchísimos!
Y de los mejores
que hay!
No oíste decir
del negro de Palmares?
El Zumbi?
De Sandino y José Martí?
Villa, Zapata y tantos otros bolívares
que entre esta gente tan rara,
hasta poco acá estuvo
el comandante Guevara.
- Porque no nos alcanza
la vitorea,
si tantos somos nosotros,
y tanta nuestra historia?
Perdona que le diga,
Señora,
pero desde los tiempos
de los faraones,
de los mandarines,
los samurais japoneses,
o la nobleza europea,
estuviste vosotros:
La clase media!Vosotros y vuestros consumismos,
vosotros y vuestra comodidad.
Vosotros y sus modismos,
vosotras y su individualidad.
Por esto,
si,
Señora!
Por Raul Longo
QUERO MAIS É
CRISE Que nos criterize
contra a abuso da concentração
da demanda,
provocando a quebra
da população de Ruanda.
Uma crise nominal
a todo portador da condição
humana.
Acima do bem e do mal
da crença cristã, hebraica
ou muçulmana.
Quero o crack,
o crash
que derrube a arrogância
e aumente o percentual
da ação social,
rendendo debêntures aos sem futuro
do sul do mundo.
Quero um investimento preferencial
no mercado sem risco
da saúde e da escola.
Não quero esmola!
Mas a devolução do poder de aquisição usurpado ao assalariado.
Quero uma crise que reparta alimento por cada continente!
Quero a crise que desmascare a hipocrisia do ausente,
e ensine que toda fome é de responsabilidade daquele que come.
Quero o rateio da porcentagem do fisco.
O confisco da agiotagem e a falência múltipla dos órgãos do avaro.
Não peço nada raro!
Apenas uma crise ordinária,
que nos liberte de ruas
e muros que limitam mercados
e definem guetos da globalização
de uma mesma miséria.
Não se engane:
na escolha entre a bolsa e a vida,
está Wall Street.
Resgate o assaltante e mate o especulador!
Quero o mundo!
Quero ser branco no Harlem
e centro-americano no Taj Mahal.
Quero tudo igual!Desejo ser espanhol
e australiano.
Desejo ser tão cubano,
quanto qualquer texano.
Quero uma crise que nos solidarize
para que se abdique dos excessos
sobre a escassez de muitos.
Muito é mito.
É o pouco que resta
para o fim da festa.
E não sobrará ninguém: anfitriões, convidados ou serviçal!
Ninguém!Nem mesmo um só consumidor...
Nenhum beduíno para desligar o último aquecedor!
Nem um único esquimó a fechar a porta do congelador!
Desejo a crise antes que o mundo acabe!
A nós todos
quero ainda esta oportunidade para que se aprenda,
de Bagdá ao Suriname,
a sermos tuaregues, somalis
ou ianomâmis.
De Pretória à Quixadá,
de Novgorod à Nova Iorque:
o mesmo mongol, japonês,
ou boliviano.
Para isso, desejo que no próximo ano
a crise mundial
seja o início da recessão do egoísmo
e o resgate do humanismo.
Com toda sinceridade, desejo aos meus amigos uma longa e aguda crise que devolva aquilo que os desejos de muito dinheiro no bolso roubaram ao longo dos anos desta empulhação a que chamamos sistema. Roubaram, sem dar nem vender pra ninguém.
biografia:
Raul LongoPublicações: 'Filhos de Olorum - Contos e Cantos de Candomblé' Cooeditor/Curitiba - 1980
'A Cabeça de Pinochet' - Metrópolis/São Paulo - 1985
Premiações: 1979 - Concurso Nacional de Literatura Unibanco
1983 - Prêmio Miguel de Cervantes
1990 - Concurso de Contos do Paraná
pousopoesia@ig.com.br