Saudades do esquecidoOh tempo que passou...Se já existisse o videocassetePara imagens que o ser gravouDentro de si no canal sete Oh tempo que passou...Quantas infinitas vezesPerco porque não rebobinouAs dos lindos cavalos monteses? Oh tempo que chegou...Como é triste e avarentoSó tragédias e desalento Oh tempo que chegou...Passa por sobre o filmeO anjo que ali voou Livro Uma preciosidade sin ...
Saudades do esquecidoOh tempo que passou...
Se já existisse o videocassete
Para imagens que o ser gravou
Dentro de si no canal sete
Oh tempo que passou...
Quantas infinitas vezes
Perco porque não rebobinou
As dos lindos cavalos monteses?
Oh tempo que chegou...
Como é triste e avarento
Só tragédias e desalento
Oh tempo que chegou...
Passa por sobre o filme
O anjo que ali voou
Livro Uma preciosidade sintética
A comunhão do abstrato com o concreto
Material de valor raro
Exige grande esforço
Uma bonita prova da diferença
Possibilitada pelas circunvoluções cerebrais extras
Do ser humano ante os demais seres
A eternidade Na grande dependência
De um ponto de referência
Reina a intendência
Da visão infinita
Porém dados objetivos
Delimitam o amparo
Angustiam a estirpe
Dotivam um sonho raro
Viver eternamente
Desprezo ao decorrente
Dos limites mundanos
Viagem quão abrangente!
Sexo Carne enxarcada de brilho
Sedas luas percorrendo o trilho
Somas nuas a banhar no rio
Deleite cósmico pelo qual sorrio
Nada, tudo, galvaniza o desvario
Lama, lamba, ama-lhe
Cama, samba, bamba-lhe
Suando viajante de terso brio
Como um rio
Nasce, cresce, reparte-se
E morre...
Um caminho estreitoMuitos comportamentos há no meio
Personalidades diversas
De quantas fontes surge a Lei?
Há margens de erro dispersas
Só um louco faria aquilo
Soltaria o cerne de seu ser mais íntimo
Sob tantas garras de crocodilo
Não sobraria nem um fio de cabelo ínfimo
Porém o impinge a honra da integridade
Expor-se a todos males tribais
Abster-se do tolo apego à unidade
Para sobreviver a estes instintos canibais
Medo: eficaz prevençãoTão jovem e já com o físico comprometido
Por balas de pistola no peito
Devido a desavenças guerris
Nada a fazer além de esperar
A cruel e certa morte avançar
Morre por uma douta causa
Só não possui o consentimento
Para participar de seu conteúdo
Resta rezar...
...para tal guerra não começar
Ponto de vista Do alto se vê que forte
É a compulsão a se maltratar
Troque de lado e admire o porte
Da natureza sob o altar
E as águas fluem com destreza
Seguindo o próprio fado
Assim não cansam tal beleza
Revoltando-se de mal grado
Porém todo terreno esbange um lago
Cujas águas renunciam à correnteza
Mostrando qual um outro lado
Por detrás de toda certeza
Violência Violando a essência do ser que aprende
Importunando a si próprio por longos anos
Alimentando toda a carência subjacente
Talvez obrando um desvio raquidiano
Eis uma face humana natural
Nem Hitler, Sadd ou Nietzsche...
Ante teorias qual do fetiche
...
Sábio elefanteUma tromba de elefante
Invade alheia privacidade
Grande bala de canhão triunfante
Explode-lhe a cabeça com intensidade
Ainda vale um vintém sua pele
Ou seu couro volumoso
Só não há quem considere
Seu ato qualquer crime doloso
Tem memória, inteligência
Tem bondade natural
Só não tem humana consciência
Que abale sua calma pré-mortal
E haverá um dia...Quantos anos tem o menino? Doze.
Nessa idade eu já trabalhava por meu pão.
A senhora morreu. Qual a idade? 96. Já era tempo.
E quanto aos anos bissextos e os meses por se nascer Prematuro?
Coitado! Nasceu dia 29 de fevereiro.
Passivo de coito todos somos. Mas essa data...
Há tempo para tudo. Mas para tudo, qual o tempo?
Gênese Qual será o limite de qualquer desvio no grande Dharma Natural?
Qual será a medida da influência humana no desenvolvimento universal?
Transcendendo sistemas solares e galáxias
Sob grandesplendomagnífica inteligência
As cristalizações materiais dispersam-se
Harmoniosamente originam então
O grandioso universo mental
Energia prânica em abundância
Movimentando espécies e monumentos
Mantendo a Justa Lei
Mesmo que em submissão
De certos espíritos à grande ilusão
Individual De chofre pisca calafrios
Percorrem a alma mineira
Ridiculassusta primos e tios
Ecoa tud bem, sorrateira
Santo esporte, remédio-mor
Golpes poéticos da marcial arte
Expande energia ao redor
Massageia a estima até Marte
Nem se pretende fazer
A todos em tudo
Qualquer pouco compreender
Moda comportamental – um absurdo
Juízo da raziaCom o estridor do Toque de Recolher ensaiado
Atacando a sobriedade cotidiana da grei
Aprisiona qualquer liberdade de movimento vão
Incitando toda a gente a ficar preocupada
Qual esperança furta-se incólume
Funestos atos de abjetos néscios fuinhas
Frígido núncio a premer as campainhas
Foi na reide que expirou
- nova póstume
Botão, apertou, que importa?
Beto, Cris, Cláudio, Neco, surgis
Peço ao céu, só esta vez, abre a porta
Desventura insólitaVinda ao belo e ar e sidra
Contígua ao amarelo na descida
Esparsa forma adormecida
Pesa o peito de siá Cida
Invade em doesto a tersa tertúlia
Iníquo inhame de cocção D. Júlia
Como cicuta age tal fel feito
Sem aval, azar de enextirpável jeito
Aniquila bem e zen, um zás
Inerte físico o céu lhe traz
Tania MontandonRondel:
Papai Noel,Esperei por todo um ano
Pra ter direito a meu pedido
Não quero muito não
Apenas um beijo cândido
Que inspire dois corações
Ao ar livre saltitando
Esperei por todo um ano
Pra ter direito a meu pedido
Duas almas em sintonia
Cantando, sorrindo, vibrando
Uma nova chama de alegria
Esperei por todo um ano
Concreto e PalavrasAs trilhas passam ligeiras
Mal as posso vislumbrar
São como estrelas passageiras
De referência, um outro lugar
Caminho, parada, apressada.
Rumo paralelo ao destino,
Intento tomar no vagar,
Distanciando-me do mal desatino
Estou presa nas correntes da mente,
Que impede o mundo - pois este não a compreende -
De girar em seu tempo e espaço.
Contudo, prossigo, crente
Carregando alguma qualquer cruz dolente
Pra esperar, contente, uma fonte de paz.
ProfaneuEu, eu, eu, só, eu...
Por quê?
Pra quê?
Como posso ser?!
Nasci
Cresci
Sofri
Morri
Do excesso
D’eus
Décès, *
Sô deus
*morte em francês biografia:
Tania MontandonNasci em Uberaba, aos cinco anos de idade mudei com minha família para Ipatinga porque meu pai foi transferido no trabalho. Três anos e meio depois, mudamos pra Uberlândia, onde vivemos até ele se aposentar. Em 1994, mudamos para Belo Horizonte, onde moro ainda com meus pais. Ao terminar o terceiro colegial, fiz intercâmbio na Nova Zelândia e fiquei lá por sete meses e tive que voltar por motivo de saúde. Sempre pratiquei esportes: na juventude, dediquei-me muitos anos ao tênis competitivo, colecionava troféus. Quando voltei do intercâmbio, comecei a perder o interesse pelo tênis e fiquei fascinada com tudo sobre a mente, a linguagem e comecei a ler tudo que conseguia acessar. Fiz Psicologia na FUMEC. Adoro a psicologia teórica, a filosofia, a literatura e línguas - formei-me em inglês e em francês avançado, tenho o FCE de inglês e DELF e DALF de francês. Possuo esquizoafetividade, o que dificulta bastante - para as coisas mais banais preciso fazer muito mais esforço do que qualquer outra pessoa. Então não dei certo nos empregos em empresas. Mas a arte passou a ser minha vida, minha alegria, parte de mim, da minha alma e do meu coração. Em 2005, publiquei meu primeiro livro de poesia 'Viagem ao Léu' pela editora Armazém de Idéias, com ajuda da família e produção independente.
no4949@gmail.com