Sede de NadaA noite senti bastante incômodo,girava na cama,sentia uma força estranha,que me tirava o sono!Num sonho breve eu gritava,um pesadelo de sede mortalcom a garganta aflita de um animalpensando que era só sede de nada!Acordei na ânsia,na sede de algo,pensei em álcoolmas lembrei de min\'infância!Uma sede me crescianuma vontade incalculável,e mui ...
Sede de Nada
A noite senti bastante incômodo, girava na cama, sentia uma força estranha, que me tirava o sono!
Num sonho breve eu gritava, um pesadelo de sede mortal com a garganta aflita de um animal pensando que era só sede de nada!
Acordei na ânsia, na sede de algo, pensei em álcool mas lembrei de min\'infância!
Uma sede me crescia numa vontade incalculável, e muito mais que indomável minha lucidez se esvanecia!
Era somente sede aumentada, vontade de vida explosiva e de mocidades perdidas, não era sede de nada!
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SOLILÓQUIO DE UM CONFUSO
NO CALABOUÇO DA DÚVIDA PELEJO SÓ... SÓ? PREZO, PROSTRADO E IMERSO EU NÃO AVANÇO EU NÃO AGUENTO EU NADA ALCANÇO
A ESCURIDÃO QUE ME INEBRIA NÃO ME PERMITE RAZÃO, CIÊNCIA OU MANDINGA A ESCURIDÃO SÓ ME DOMINA!
SEM DIÁLOGO, SEM PAPO, SEM AFIRMAÇÃO... ASSIM ESTOU NESSA INÉRCIA QUE ME IRRITA. MUITO MAIS POR ME DOMINAR DO QUE POR ME PRENDER, ESSA DÚVIDA ME ESCUREÇE AS VISTAS!
NESSA DÚVIDA, NESSE CALABOUÇO, ESTAMOS TODOS MAS NÃO NOS VEMOS... ASSIM, UNIDOS EGOISTICAMENTE SOFREMOS ROTOS ESSES MODERNOS TEMPOS!
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CERTEZA INCONSTANTE
Inadvertida conversa solitária que não virou diálogo Ou mesmo plêiade dialógica emocional desalimentada Amor que não gerou frutos, paixão que só foi batalha Inabalável certeza trêmula que não me deu atalho
Nosso caldo de feijão não engrossou temperado Nosso filho não virou leitor Você que não nos quis e não mais me procurou.... preocupou!
Não houve família que nos impedisse Não houve bela história de superação Somente fomos um curto atrito Que foi atrito mais não esquentou coração
A realidade foi por ti construída Houve aí intencionalidades Tentei ser alí pré-reflexivo Mas tudo que fiz, alí, só resultou em SAUDADES!
biografia: Rafael Lobo
inciou com seus poemas em 2001, mas nunca publicou nada... ainda!