O abraçoPai, In memoriumAntes que desse o 1º passo Perdi-me no espaçoQuando ia à sua direção.De mãos calejadas, sofridas...Acende um cigarroE já se percebe tantas pontas lançadas ao chão.Parou-me o coração de bater.O 1º passo em sua direçãoFicou suspenso no ar.Observava de longe sua figura ,não tão miúda,Fora alto, esguio na juventude.A pouca curvatura percebidaNem sequer demonst ...
O abraçoPai, In memorium
Antes que desse o 1º passo
Perdi-me no espaço
Quando ia à sua direção.
De mãos calejadas, sofridas...
Acende um cigarro
E já se percebe tantas pontas lançadas ao chão.
Parou-me o coração de bater.
O 1º passo em sua direção
Ficou suspenso no ar.
Observava de longe sua figura ,não tão miúda,
Fora alto, esguio na juventude.
A pouca curvatura percebida
Nem sequer demonstrava
Tantas feridas no ombro a carregar.
Quis falar...
Mas seu silêncio....Constrangeu-me
E interrompeu-me todo o argumento.
Ficamos mudos, olhos nos olhos...
O tempo apagara o brilho
Notava-se a desesperança.
Quis abraçá-lo,
Mas senti-me rejeitada
Ao perceber que abaixara o olhar
Passos perdido no ar..
Sem abraços
Você se foi
Para nunca mais voltar.
Os poemas que douOs poemas que te dou
escrevi nos meus momentos mais puros
feito pergaminhos guardo-os em gavetas perfumadas
Os poemas que dou
escrevi desnudando minha alma
abrindo as portas de meu coração
os poemas que dou
escrevi em momento de puro êxtase
por isso cada recordação é preciosa
Esses poemas
escrevi enquanto dormias ao meu lado
e podia sentir a tua respiração
Ah!!os poemas que te dou
são teus, somente teus
e não importa que já não estejas mais ao meu lado
Não meu amor, a felicidade que vivi é para sempre minha
amor verdadeiro não morre
vive nas recordações
e acalenta as noites de solidão
E quando outros amores aportam em nosso cais
Novos poemas nascem...mas iguais.
Nunca mais...
Não te quero ausente de mimNão te quero ausente de mim
fico perdida em passos trôpegos
declino de minhas decisões
não te quero longe
preciso de tuas mãos
para fortalecer meu caminhar
uso a luz de teus olhos como
lamparinas a me iluminar
Não te quero ausente de mim
busco em cada atalho teu sorriso
navego em mares revolto
quando estás distante, me sinto frágil
perco a direção, sem teu coração
bússola para a minha direção
Não te quero ausente de mim
preciso do calor
que somente teu abraço
consegue dar aos meus braços cansados
preciso de teu suspiro, pois dele tiro meu ar
não te quero longe, preciso de ti para continuar
a me sentir viva como no primeiro dia que te olhei
quando te recebi em meus braços pela primeira vez.
Então, filho, não te afaste,
não te quero ausente de mim
pois sei que necessito de teu amor
Sou eu quem precisa de ti
biografia:
Denize Vieira Mota, Jornalista, Poeta, Coordenadora Cultural. Membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras. Dois livros lançandos: A Força do amor' 2003 - 'Miscelânea' - 2006. Participação em diversas antologias. Prêmio Expressão Cultural 2008 pela Coordenadoria Regional de Cultura da Zona Oeste do Rio de Janeiro; MOÇÃO de aplausos pela revista Day By Night. Organiza e coordena concursos de poesia sempre voltados para campanha social. A grande final do concurso 2008 será na ABL e a campanha é 'natal das famílias de rua'. Lema de vida ' A união sempre faz a diferença' e 'obstáculos desafia a capacidade de cada um no jogo da via'
Denize Vieira Mota
30/11/2008
Não consegui mandar a foto
coordenacao@abracisocial.org.br