O Poeta e a NoiteO poeta e a noite juntos sempre andaram. Ela, deusa plena e inveterada, dos versos sofridos do poeta alimentava-se. Em troca, dava-lhe sempre novas inspirações, mostrando novas aventuras regadas a novos jogos de amores.O poeta, sem pestanejar, a seus vícios entregava-se, total era a sua loucura e seus devaneios em noites atribuladas, regadas de rosas misturadas com o doce amarg ...
O Poeta e a NoiteO poeta e a noite juntos sempre andaram. Ela, deusa plena e inveterada, dos versos sofridos do poeta alimentava-se. Em troca, dava-lhe sempre novas inspirações, mostrando novas aventuras regadas a novos jogos de amores.
O poeta, sem pestanejar, a seus vícios entregava-se, total era a sua loucura e seus devaneios em noites atribuladas, regadas de rosas misturadas com o doce amargo vinho.
A sua poesia e a noite se amaram intensamente, madrugada afora, fundindo-se em um só ser. Ao raiar do dia, o poeta novamente acorda com o doce amargo vinho em seus lábios, olha para o lado e vê próximos às taças, os espinhos que sobraram das rosas que a noite deixara. Seus poemas ele pega, começa a folheá-los com uma raiva incontida, rasga-os e vai à janela admirar o sol. Em seguida, o poeta volta para o que sobrou dos poemas destruídos, começando a reescrevê-los.
O dia passa, surge a noite com outro convite, mais um bar, muitas bebidas. A noite tinhosa traz novamente outras rosas cercadas de muitos espinhos. O poeta tenta resistir, pega suas coisas e sai. Olha para o céu, a noite apenas para ele sorri; outra parada, novos vinhos. Observando em outro bar o vai-e-vem constante de corpos em busca do prazer noturno, sem pestanejar reescreve neles a sua poesia. O poeta deixa de lado seus valores e pudores e bebe do seu doce amargo veneno. A noite novamente parte, após saciar-se dos seus versos.
No raiar do dia, o poeta acorda e da noite passada vê apenas as sobras do seu vinho manchando os lençóis, mas com um leve sorriso no rosto olha para o lado da cama: não só vê os espinhos que a noite sempre deixara, mas sim uma rosa que com amor a noite ali fizera brotar e para o poeta deixara.
Alma DesnudaEscrevo meus desejos,
Invado-a com meus anseios
Como um louco varrido.
Quero ser mais que um homem
Maldito!
Penetro-a sem pestanejar
O meu sexo quer mais que sua carne,
Implora a sua poesia desnuda.
Exijo de você mais do que quer me dar
Quero o que tem mais de sórdido e profano,
Quero blasfêmias
Sem barreiras, sem limites.
Escutar seus verdadeiros urros e gemidos
Não! Não se abra apenas para mim novamente!
Não quero apenas possuí-la
E ter um mero gozo sem prazer
Para mim é prazer sem excitação!
A sua carne é mais que preciosa
Sem medo, não mais a invado,
Apenas a observo e digo:
Vista sua roupa, mulher,
Olhe-se no espelho
E desnude a sua alma...
ImperfeitoMulher!Não ouso a ti pedir para entender minhas loucuras
Apenas enxugue as lagrimas das amarguras , fuja das regras
e leia-me sem medo.
Sou ser poeta ,escritor.
Mulher!Não sou um louco igual a todos
sou translouco, pois figuro em dois mundos paralelos visto por poucos.
O veneno que lhe sirvo é literário e mais forte.
Não sou tolo !Sim só um doido, imperfeito, por ti, aqui posto.
Mostro, sem medo, em livro aberto, como Nelson , as crônicas de minha vida
Sem vergonha de provar nada a ninguém ou explicar.
Embelezo a sua vida com poesias do meu verdadeiro amar.
Assumo, sem medo, sem vergonha, como Fernando Pessoa
Ser um reles fingidor.
Mas também sou ser humano que entre mundos divaga e de amor por ti enlouqueci.
Como Augusto não sou Anjo, mas não nego ser as vezes um maldito inexplicável.
Sim, eu sei...Sou pra você isso ou aquilo por muitos lido ou visto
Regado a teor bucólico alcoólico ou imperfeições literárias
Mulher, não ligo, vou a ti sem receio,
pois aprendi com o mestre Vinícius que
a maior solidão é a do ser que não ama!
E se não queres ler ainda os meus defeitos
Dou a ti, sem vergonha, o amor
De minhas poesias e meus textos imperfeitos.
biografia:
Carlos Eduardo Rodrigues Bonito Escrevo desde os 15 anos, recentemente fui convidado para fazer parte da Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande onde ocupo o cargo de relações públicas. Minha primeira obra publicada saiu em uma antologia com o nome de Diversos a poesia se chama Andarilho do Destino pela editora Andross.
Participei em uma outra antologia com o nome de Amar é Tão Bom pela editora litteris a poesia se chama Viciado em Amar, um concurso pela loja Rosa Cruz Santos AMORC ficando em 4º lugar com a poesia cujo tema era primavera, meu ultimo concurso foi pela Editora Guemanise ficando em uma boa colocação tendo direito a uma publicação em uma de suas antologias. Minhas ultimas publicações foram: Antologia P.O.E.M.A.S pela Editora D.Mattos ,Antologia Coração do Poeta organizada pelo jornalista Marcelo .Meu primeiro romance saiu agora em parceria com uma escritora de Jaú chama-se Vidas Noturnas um romance erótico que foi lançado em junho e esta tendo uma boa aceitação no meio literário sendo ate vendido para fora do Brasil e com adaptação para peças e curta metragens.Estou agora no momento dedicando-me a meu livro novo e escrevendo em uma coluna no jornal Folha da Baixada e divulgando meus texto no Recanto das Letras e Beco dos Poetas .
apocles@hotmail.com