A questão não é a busca de um significadoNão existem significados prontos em lojas de utilidadesComo querem nos convencer os marqueteiros e as suas putasCada ser humano tem de tirar o próprio sumo de dentro de siO que importa de fato é ... ?!... importa de fato ...... qual é o significado que vamos dar as nossas vidasNós somos poeira de estrelasMatéria insípida agrupada em moléculas Anj ...
A questão não é a busca de um significado
Não existem significados prontos em lojas de utilidades
Como querem nos convencer os marqueteiros e as suas putas
Cada ser humano tem de tirar o próprio sumo de dentro de si
O que importa de fato é ... ?!
... importa de fato ...
... qual é o significado que vamos dar as nossas vidas
Nós somos poeira de estrelas
Matéria insípida agrupada em moléculas
Anjos de asas arrancadas por demônios e vampiros
Que buscam sepultar o próprio universo
E não admitir que é por pura vaidade
Que não aceitam o quanto são ignorantes
Em relação a sua própria existência
Nós somos a poeira
A anti-matéria negra do universo
Que por fim atingiu o pensamento
As custas de bilhões de anos de transmutações
E indagamos feito ocos de pau
Qual será a nossa serventia
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O homem acordou
Numa manhã de sábado
Para caminhar na orla de sua ilha
E de súbito levantou
Sentou-se de viés na cama
Ainda escutava a música de seus sonhos
Quando um silêncio o percorreu
Refletiu um pouco sobre a sua vida
Passaram-se 32 anos como num jato de luz
Percebeu que era inútil passar em revista
Aos erros cometidos
Descobriu que o seu caminho ainda tinha fôlego
Não!! Não tornara-se um medíocre
Ao longo destes 1/3 de século
Prestes a alcançar a idade de cristo
O ano era 2007... imaginem!!!
A raça humana ainda existia sobre a terra
Pesar de que o homem intuía
Do jeito que as coisas iam
Algo precisava ser transformado
Escutou o seu coração
E vislumbrou admirado
Que corria em suas veias
Uma sinfonia vermelha
Ouviu calado o seu silêncio
E percebeu o quanto
Era infinito por dentro
Remoeu as suas idéias
E visualizou a sua matéria
Enfim atingira o pensamento
Sentiu-se apaixonado pela vida
Mas notou que o dinossauro
Ainda estava lá
E de lá talvez nunca saísse
E aguardava paciente
O desenrolar de sua história
Tomou seu café da manhã
Agradeceu algumas vezes o milagre da vida
Agradeceu sua morada
A sua família
O seu alimento
Deu um beijo na testa de sua mãe
Uma mulher machucada pela vida
E frágil como uma criança
Olhou de soslaio o sol
Cujos raios
Ininterruptamente traziam luz para nossas vidas
E encheu-se de um significado
Assim como os seus olhos marejados de lágrimas
A sua vida era uma missão
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colônias na superfície de Gaia
Organismos que iluminam
As fendas abissais dos oceanos
Planctídeos que compõe
A sopa atlântica da vida
Melodia pacífica das correntes
Segue índica ao ártico-antártico
Fosforescências noturnas
Luzes ígneas
Titânicas
Que acendem-se em Gaia
Nas noites sem estrelas
E nas luas cheias
Fazem-na brilhar inda mais
Do meu observatório mental
Obedecendo minhas filogenéticas ritmações
Seguindo minhas biopsicossocias pulsações
Sinto-me interconectado
Auto-organizado
Subjazo-me holisticamente fincado
Nas malhas fantásticas
Deste organismo azul
Viajando a uma velocidade constante
Dentro das escuridões celestes
Em busca de um significáre
Iluminado pelo sol
Pelas estrelas
Pela lua
E pela vida
Que pulsa
Neste belíssimo microponto azul
Que gira ininterruptamente em órbita circular
Obedecendo as leis cósmicas do universo
illumináre
biografia:
Andrey MozzerSou filho de dois mineiros de Resplendor. Eu por minha vez, acabei nascendo no meio de um caminho, em Araguaina, no dia 10 de julho, no então estado do Goiás, atual Tocantins. Com menos de um ano de idade fui para Itaituba no Pará, cidade querida, onde passei minha infância e juventude, no coração da selva amazônica, margem esquerda do rio Tapajós. Sinto-me um cidadão no mundo.
Aos 16 anos, consumido por uma paixão, escrevi o meu primeiro poema digno de nota, 'À Bela Mulher de Nome Psicopata', e gostei. Não parei mais de escrever.
Aos dezenove anos iniciei minha viagem para Vitória, com passagem só de ida, a bordo de um teco-teco. Ao chegar aqui conheci as delícias capixabas, pelas quais me apaixonei.
Após algumas adversidades, iniciei-me no curso de Psicologia, e aguardo ansiosamente o momento de festejar, após a formatura, as minhas bodas.
almozzer@gmail.com