ResistênciaNão me envolvi em amores traiçoeirosNão me curvei perante o homem com a mão levantadaNão sucumbi às lutas de ódios e livresNão me vendi sequer por um momentoNão me picou a cobra venenosa da famaNão me dobrei ante ao poder maviosoMantive imaculado o lado humanoMeu coração ainda resiste e amaNã ...
Resistência
Não me envolvi em amores traiçoeiros Não me curvei perante o homem com a mão levantada Não sucumbi às lutas de ódios e livres Não me vendi sequer por um momento
Não me picou a cobra venenosa da fama Não me dobrei ante ao poder mavioso Mantive imaculado o lado humano Meu coração ainda resiste e ama
Não me aluguei por tal fama A lei da oposição repudiou Abdiquei a bens materiais e luxúrias extravagantes
Minha poesia é um canto livre e solidário Que desconhece lei, submissão e preconceito E só atende às leis da própria arte e do amor.
Doloroso dever
Anuncia por favor Que tal dia numa derradeira hora Eu morri... Que ninguém mais vai me falar Nem ao menos me ouvir. Nada de choros, risos Não quero lamentos,nem questionarão
Avise os amigos mais chegados Aos parentes queridos Mas por favor Coloque um aviso bem diferente Aos companheiros de poesias e provas As amigas íntimas, e parceiras de vinhos
- mas fale de forma justa: \'A poetisa morreu.\'
Diga que não houve causas- mortes Nenhum diagnóstico técnico foi feito Portanto ser natural, sem dramatizar...
Não quero choros, nem risos Apenas muitas cores e batons coloridos Na minha boca que requer um símbolo Diferente, que disfarce qualquer tristeza
A todos que perguntarem a causa Disfarce...ou ria Que apenas não sabe ao certo
Se, no entanto, ao todo for impossível De forma bem discreta Diga que morri de amor ... que estou morta de paixão Assim morrem as poetisas.
Convite
Pode entrar Que a porta está entreaberta O vento a sopra todo momento, embalando Nossa solidão... Que as flores estão floridas e perfumantes
E há entre esse silêncio um acorde em cada amanhecer...
Pode entrar Como entra o ar puro da montanha Chegando na hora justa De espantar a solidão
Pode entrar Que a porta está sempre entreaberta
Na posse galante de esperar Vem provar-me Que a solidão venceu o tempo de espera
Vem entrando como primavera Não importando qual seja a estação
Pode chegar Que sua boca é meu prelúdio da água benzida É teu cio e carne que me faz Ser capaz de nunca deixar-me afogar
Pode chegar Que expulsei a dor e a saudade Arrastei a maldade porta afora Enfeitei os todos os cômodos de flores E plantei o desejo e o perdão
Vem-me mostrar O caminho pro céu Lambuzar-me de mel Encher-me de feitiços
Pode entrar Que na solidão só sei chorar Entra e ocupa todos os espaços Desse meu pobre coração
biografia: Bárbara Perez
Profissão: Enfermagem Trabalhos poéticos - Um livro editado em 2003 pela Academia Calçadense de Letras. Participação em crônicas no site: www.broinha.com.br
Próximos lançamentos poéticos [prováveis]: - Janeiro em São José do Calçado - \'Loba\' - Coletãnea \'POETAS E LOBOS\' por Bárbara Perez, com participações e doações de Poesias e de Escritores e poetas de todo o Brasil.
Trabalhos sendo gerados: - Alma Cigana; - Poesias e Poemas; - O Nômade, histórias, fatos, crônicas criados das minhas andanças nos caminhos ciganos e seu povo abençoado.