FORMAÇÃO OU DESFORMAÇÃO DE PROFESSORES.Numa reunião pedagógicaNuma palestra demagógicaTivemos um “bobo” a gracejarEra só rir sem parar. Disse o referido palhaço:“se vocês fizerem o que faço,Se amarem o que fazem,Igualmente irão prosperarem”. Para conter os risos ele manda,A “galera” olhar a bomba,A dizerem ai,ai,ai, ou ui, ui, ui [...]Sem perceber esta se diminui. Este “t ...
FORMAÇÃO OU DESFORMAÇÃO DE PROFESSORES.Numa reunião pedagógica
Numa palestra demagógica
Tivemos um “bobo” a gracejar
Era só rir sem parar.
Disse o referido palhaço:
“se vocês fizerem o que faço,
Se amarem o que fazem,
Igualmente irão prosperarem”.
Para conter os risos ele manda,
A “galera” olhar a bomba,
A dizerem ai,ai,ai, ou ui, ui, ui [...]
Sem perceber esta se diminui.
Este “tolo” trouxe a solução,
Tudo é questão de motivação,
Pobre só vai ficar ou restar,
Quem seu trabalho não amar.
Quem neste “ser” acreditar
Tudo poderá realizar,
Seus problemas irá resolver,
Nova vida vai viver.
Sentimentos aflorou
Euforias provocou
Lágrimas rolaram
Sorrisos contagiaram.
O “palhaço” era bom
Não desafinou no tom
Se merece 3.000 reais a hora?
Paguem-no sem demora!
O pior que toda essa babaquice
No capitalismo persiste
Mudam-se os cômicos
Homens permanecem anônimos.
Este “fantoche” do capital
Pensa ser um “SER SOBRENATURAL”
Rebolou, “TRAVESTIS IMITOU”,
Até a bunda da diretora representou.
Com gestos frenéticos, eloqüentes,
Ele nos fez parecer dementes,
A serventia da bunda a nos demonstrou
Nisto á muitos agradou.
Trabalhou estímulo-resposta
Para cada certa resposta,
Bombons ele concedia
Tudo era “Só alegria”.
O “empresário do riso” passou a “DAR”
Um belo receituário alimentar,
Para quem quiser emagrecer
E, então, saúde poder ter.
O interessante disso tudo
E que o “ingênuo” era “gordinho”,
Explicava para seres com estudo
O segredo de ficar magrinho.
Quem ganhou com esta “TOLICE”?
Quem ganha com esta “CRENDICE”?
Se o palhaço pode até 6.000 reais ganhar,
Outro por meio dele esta muito mais a lucrar.
O “acrobático” prometeu voltar,
Se achou o máximo e quer continuar,
Da nossa miséria debochar, zombar,
Ele é quem ganha para nos enganar.
Absurdo que alguém tenha gostado
Das idiotices que se tem escutado:
“BASTA VOCE ACREDITAR E TUDO VAI MELHORAR
E SER INDIVIDUALISTA SEM COM OS OUTROS SE IMPORTAR”.
A diferença entre o professor
E este “mímico” ator,
É que em uma hora ele esta a faturar
O que nem um mês o professor vai ganhar.
Sua palestra foi montada,
Via internet, que palhaçada,
Mas, com um rebolado envolvente,
Arrancou olhares surpreendentes.
E se o “CIRCO” deixou a desejar,
O “PAO” não podia faltar.
Tivemos frutas para o manjar,
E um apetitoso bolo para degustar.
Este teatro esteve a dizer,
Que dias piores se poderão ver
Quando a educação busca melhorar
Com um “MELIANTE” a iludibriar.
Se a classe pensante “ESTA DANÇANTE”
Presenteando um ser ilariante,
Como exigir da população,
O valor da conscientização.
“VAMOS LA PROFESSOR
VOCE PRECISA ACREDITAR
PARA LIVRAR-SE DE SUA DOR
SEU TRABALHO DEVE AMAR”.
“INDIRETAMENTE” teve-se o afirmar,
Que os professores eram fracassados.
Muitos nem pararam pra pensar,
No quanto foram enganados.
Disto tudo a lição:
No mundo da capitalização,
O que importa é o acumular dinheiro,
Nem que seja de “MODERNO-PISTOLEIRO”
Há se houvessem mais desses mágicos,
Que dão a receita do sucesso,
Nosso mundo não seria trágico
O riso, a alegria, um manifesto. [Será?]
Como estão “PROLETARIZADOS” os docentes,
“POBRES MAGISTRADOS”, estão doentes.
Agora um “LOUCO” vem responsabilizar
Os “MESTRES” pelo seu não acreditar.
Quando se faz necessário,
Para o problema da educação resolver,
A fala de um “PAPAGAIO”
É que dias piores estão a aparecer.
A palestra do “AMIGO INTERNAUTA”
Instalou nos professores a contradição,
Estavam a rir do palhaço ou da pauta?
Ou será que riam da própria condição?
Os que não participaram deste “Espetáculo de hipocrisia”,
Levaram falta e perderam de constatar a anomalia:
“A EDUCAÇAO ESTA EM CRISE E A SANGRAR
COM “MERCENARIOS” A LUDIBRIAR E COM ISSO ENRICAR”.
A população esta cada vez mais
Carente de reflexão. [SEPULCRAIS]
“URUBUS” se aproveitam de nossa miséria,
A educação-crítica não é levada á séria.
Enquanto necessário se faz,
Contratar uma estrela,
A educação subjaz.
É REVOLUCIONÁRIO RECEBÊ-LA.
O “homem comunicação”
Veio para aumentar a motivação,
Com seus rebolados eloqüentes,
Deixou professoras contentes.
Agora sim, temos motivos,
Tudo enfim, vai melhorar,
Vamos baixar “E-MAILS DA NET-SEDUTIVOS”
E palestras pra ficar ricos também “VAMOS DAR”.
Mas antes é preciso ter,
De um deputado um parecer,
Deste patrão “SER UM CAPACHO”
Fazer dos outros “CARA DE TACHO”.
Alegremo-nos, um “mágico” trouxe a solução
Para quem busca feliz ser:
O “EGOISMO” é suprema condição
Individualisticamente se deve viver.
O malabarista incentivou a concorrência
Todos devem disputar para serem os MELHORES,
Com esse “BAM-BAM-BAM” veio á conivência.
De quem vive mais espinhos que as flores.
Absurdo, ridículo, é uma ignomia,
Nunca se escutou tanta baixaria.
O pouco que se pode aproveitar,
Na “INTERNET” se cansou de OLHAR.
Disse ele que vai cursar,
Mais uma especialização,
Sua “Palestra” então vai custar.
Perto de 6.000 reais, que extorsão!
Ele avisou que vai voltar
Para os professores ensinar:
Como o dinheiro economizar,
Mas como, se primeiro é preciso ganhar?
A conclusão é plausível,
Que quanto mais idiotice se fala,
Ou mais se faz “PARECER UM MALA”
O público se conquista, incabível?
Disto tudo a certeza,
A ignorância pôs-se “SOBRE A MESA”;
Todos estivemos a olhar,
Talvez por isso o tanto gargalhar.
Muitos riram para não chorar,
Do “FANTOCHE” a nos instigar,
“ECONOMIA DOMESTICA” vamos receber,
Pois, nem isso sabemos fazer.
Este é o tipo de formação
Que ao professor é “OFERECIDO”,
Um festival, “SHOW DE ENGANAÇAO”,
O comediante sai “ENGRANDECIDO”.
Com um banquete e finalizou,
Bolo, torta e frutas, nada faltou.
O “POVO” todo se regozijou,
A “MASSA” se fartou e se dispersou.
O INCLUIR PARA EXCLUIRInicialmente se chamou a atenção
Para as possibilidades de visão,
De um tema igual a este apresentar,
Tudo depende de onde se quer falar.
Falar de inclusão
É sempre um desafio
Frente a tanta exclusão
Revela a “curva do rio”.
Discursos feitos no ar
Em nada vão adiantar
A realidade deve ser pensada
A partir da vida encarnada.
Porque muitas pessoas, seres
Vivem na marginalidade
Sem acesso aos prazeres
Sofrem com a mediocridade.
A ideologia capitalista os penaliza,
Responsabiliza e isto os fragiliza.
No mundo desigual, meritocracia
É sinônimo de demagogia.
Á inclusão vem à vida “resolver”
Dos sem emprego, sem escola...
Mas tudo que esta a fazer
É a estes “sem”, dar esmola.
Ora, se numa competição
Uns vão a pé e outros de avião
Absurdo exigir do perdedor
Que aplauda o vencedor.
Aderimos o discurso da inclusão
Que sem a prática fica “oco”
Pois, longe de sua realização
Excluídos só “levam coco”
Com o discurso ideológico, a prática,
Numa sociedade do fazer, estática:
Todos são movidos a “correr atrás”
Neste jogo ninguém tem paz.
IN-CLUIR é colocar para dentro
EX-CLUIR é colocar para fora
O capitalismo é o parâmetro
Sua lógica exclui toda hora.
Este poema busca revelar o mal
Que existe num mundo desigual:
A lei esta continuamente a prender
Negros, pobres estão a sofrer.
Não há igualdade
Quando na sociedade
Duas escolas se têm
Diferencia-se os seres também.
No passado pessoas deficientes
Sobretudo, se de famílias carentes
Eram lançadas no precipício
Consideradas como um malefício.
Com o desenvolvimento histórico
Sobreveio um fato notórico.
Mascarou-se esta realidade
Com o apoio da cristandade.
A partir dos anos trinta
O Estado volta intervir
Direitos sociais, pinta
Para o capital persistir.
Agora na atualidade
Vivemos reformas, na desumanidade,
Direitos são retirados, dos trabalhadores,
Com discursos encantadores, libertadores.
Hoje o “cidadão” se encontra,
Sem direitos, se desmonta.
“Claramente”, a ética não permite matar
Ironicamente, o povo esta a sangrar.
Ser “cidadão” nada garante
Direitos estão cada vez mais distantes.
No entanto, somente através da união,
Cambiaremos esta situação.
Outrora “seres deficientes”
Trancafiados, “eram ausentes”.
O “problema inclusão” era particular
Cada família tinha que se virar.
Mas, aos deficientes se afirmou,
E direitos a “eles” se “doou”,
Se isto não se concretizar
Esta mentira vai se revelar.
A sociedade criou este problema
E por isso ela terá de resolver
Ela é pai e mãe deste dilema
A isto é chamada a responder.
Resolver o problema da inclusão
É resolver o problema da capitalização
Quem domina sabe que nada vai resolver
E, beneficiado, continua a todos entreter.
O princípio comunhão, comunista
Parte de cada um em sua possibilidade
Respeitando a diversidade, singularidade
Verdadeira solução, princípio humanista.
Somente a união dos trabalhadores
Romperá com os opressores
Esta é uma condição
Se queremos a transformação.
Por trás destes discursos
Inclusão ou exclusão
Reina a dominação
Não existe “in-exclusos”
Se todos fazemos parte
Da totalidade social
Este “discurso é uma arte”
Que a todos faz mal.
O que deve ser alterado
É o capital inalterado
Problemas sempre vai haver
Enquanto o capital for poder.
Poemas de uma menina
Que se chama Mariana.
Mariana um belo dia
Com toda sua simpatia
Colocou-se a pensar
Na vida que esta a girar.
No seu mundo interior
Onde ninguém é senhor
Ela pôs-se a refletir
Sobre o que estava a sentir
Queria ela fazer
Todas pessoas entender
Que a união da família
Trás pra criança alegria.
Para atingir este objetivo
Mariana de modo definitivo
Começou a poetizar
E, assim, se comunicar:
Os pais para as crianças, angelicais,
Nas suas infâncias, fundamentais.
Todas querem ver os pais juntinhos
E serem tratadas com “carinhos”.
Muitas crianças só adoecem
Quando os pais desaparecem.
Elas precisam ser amadas
Em qualquer das suas “caminhadas”.
O mundo individualista
Derivado do sistema capitalista
Esqueceu esta grande lição
Que criança precisa de atenção.
Precisa de amizade
De momentos pra sonhar
Quem entende esta verdade
As crianças estão a ajudar.
Criança gosta de correr
Pular, amar, gritar [...] viver.
Este direito de se desenvolver
Todo “pequeno” está a merecer.
Criança não é um boneco
Um qualquer “coisa”, um treco.
Deve ganhar um “peteleco”
Quem não respeita este “ser moleco”.
Uma infância bem vivida
Deve ser garantida
Se amada vai amar
A experiência esta a mostrar.
Biografia:
Helio Clemente Fernandes Sou um cascavelense
Do Estado paranaense
Deste Brasil Varonil
De encantos mil.
Trabalho noite e dia
De moto-taxis, correria
Quem quiser me conhecer
Será um grande prazer.
Agora tenho que ir
E fico então a pedir
Comente os meus poemas
Saberão dos meus dilemas.
h_clefer@hotmail.com