ACREDITEAcredite no amorcomo uma adaga cravada no peitodilacerante a cegara tudo revelaracredite no amorpois não há nada nem ninguém capazde detê-lo, quando ele se apossavem tomando conta, fazendo de contaquando ele brinca, atordoa, aprontaAcredite no amorpois que não há mais nada a se acreditartudo que veio é vãotudo que vem esta aos seus pése dele nada escondea ele tudo se curvaAcredite ...
ACREDITEAcredite no amor
como uma adaga cravada no peito
dilacerante a cegar
a tudo revelar
acredite no amor
pois não há nada nem ninguém capaz
de detê-lo, quando ele se apossa
vem tomando conta, fazendo de conta
quando ele brinca, atordoa, apronta
Acredite no amor
pois que não há mais nada a se acreditar
tudo que veio é vão
tudo que vem esta aos seus pés
e dele nada esconde
a ele tudo se curva
Acredite no amor!
Estado concreto - mundo abstrato
abraço inesperado da vida
pra ser vivida! Cada gota. Cada soluço
Acredite no amor!!
Pois sem ele
não há primavera que floresça
não há pôr do sol que convença
Meu amor! Acredite no amor!!!
Sábio conselheiro
Sem ele, eu e você somos apenas
Vontade, desejo, esperança e medo
Acredite, meu amor! Acredite no amor
Se não souber como fazê-lo
Dê a mão que te ensino
Vamos juntos a segui-lo
Dele não duvide em nada
Ele já conhece de cor a estrada
Acredite no meu amor
Acredite, meu amor!
A ROSAFiquei com pena da rosa no jardim
De beleza efêmera
Fiquei com pena de vê-la despetalar
Por isso a colhi
A colhi e a dei a você
Pobre rosa de beleza efêmera
Perto da sua beleza eterna
Ficou mais pobre ainda
Ela até se esforçou
Alinhou as pétalas
Buscou no seu perfume inspiração
E tentou chegou a seus pés
Pobre rosa, mal sabe ela que nem a natureza chega a seus pés
Que dirá uma pobre rosa
Mas ao recebê-la, você sorriu tão lindamente
Que a rosa se tornou a sua beleza
Cumpriu o seu propósito
Afinal o propósito da rosa não é ser bela
E despertar a beleza em quem a recebe....
QUIMERAPensei que você saberia
Que amar não é flor que desabrocha
É raiz que se finca sob o sol perene
Alimente a raiz e verá que a flor cresce
Mas a flor só envaidece
O amor - esse sim embrutece
Pensei que você saberia
Que amar não é o tiro certeiro
O olho no alvo
A ânsia do dedo no gatilho
É a bala perdida
De vulto sorrateiro
Desavisada
Tão incerta quanto a dor de quem passa
Não sou eu quem escolho a bala perdida
Nem sou capaz da atalhá-la
Só alimento a raiz, pensando na flor
Despegado de mim, deixo a bala me acertar
Deixo a flor nascer, abrir e murchar.
biografia:
Helmar Fernandes, músico, aspirante a poeta, trabalha com pessoas, mas muito mais que ajudá-las, procura conhecê-las. Ama a natureza, respira os peixes e os pássaros. Pensa em um mundo livre - das prisões visíveis e das veladas...
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