QUEM EU SOU Às vezes sou como o vento,violento.Outra vezes, leve brisaque ameniza... Não se iluda quem não vêa forma inteira.Um composto por três corpos,que harmoniza... Eu me faço muitas vezescomo quero.Mimetizo-me, de acordocom o momento... Sou o doce que agradatanta gente.Absinto, para algunssou agressivo... Sou o amor, mas tomo formade paixão.Sou ...
QUEM EU SOU
Às vezes sou como o vento,
violento.
Outra vezes, leve brisa
que ameniza...
Não se iluda quem não vê
a forma inteira.
Um composto por três corpos,
que harmoniza...
Eu me faço muitas vezes
como quero.
Mimetizo-me, de acordo
com o momento...
Sou o doce que agrada
tanta gente.
Absinto, para alguns
sou agressivo...
Sou o amor, mas tomo forma
de paixão.
Sou o carrasco, porém tenho
compaixão...
Eu não me iludo com aquilo
que vejo.
Com a Maya, muitas vezes
traiçoeira...
Muitas vezes sou a própria
tolerância.
Outras vezes, até vem a
ignorância...
Sou três corpos habitando
um espaço.
Apresento-me nesta forma como,
vêem...
Certas vezes eu me faço
invisível.
Pois não posso aparecer
para ninguém...
Sou assim e desta forma
eu me vejo.
Só agrado quando é o meu
desejo...
Sou a mentira que agrada
muita gente.
Outras vezes, uma verdade
insolente...
Sou assim, é dessa forma
que eu grito.
Eu necessito evoluir, como
espírito...
09-01-08- VEM
MUNDO DA HIPOCRISIA
No grito lancinante escutado,
vejo crianças serem chacinadas,
corpos nus incompletos e mutilados.
E nos palácios, todos ornados e floridos,
os mandantes das chacinas cometidas,
em banquetes, ignoram essa ferida.
Até a imprensa comemora, no festim,
prêmios ganhos com tremenda crueldade,
mas escondem-se por sua publicidade.
Hipocrisia... ela finge-se de inocente,
só mostra o que quer o seu mandante,
para um povo insensível e ignorante.
Quando ouço esses gritos lancinantes,
corpos nus, ensangüentados, aos pedaços,
vejo os mandantes em sorrisos e abraços.
Ah! imprensa, onde está,
por que se esconde,
por que usa de dois pesos e duas medidas ?
É hipócrita,
quando cala e se ausenta,
está vendida, os Governos a sustenta.
13-02-08-VEM
COMO O VENTO
Quero ser como o vento que por tudo passa, preenchendo espaços, acalentando a vida e também a morte, em qualquer lugar e ninguém o vê.
Quero ser como o vento de sutil leveza, que encrespa as ondas e enverga os álamos que carrega as águas e ninguém o vê.
Quero ser como o vento que apaga a vela, que atiça o fogo, que levanta a terra, erodindo tudo e ninguém o vê.
Quero ser como o vento, sutil como a alma, suave como um carinho e rude como o tornado que destrói as casas que protege o homem, perpassando tudo e ninguém o vê.
Quero ser como o vento, igual leve brisa, carregando o frio, penetrando fundo nas escuras locas, derrubando as ocas em qualquer lugar e ninguém o vê.
Quero ser como o vento que transporta a vida e também a morte, através do aroma ou do odor forte, penetrando em tudo e ninguém o vê.
Quero ser como o vento, o primeiro alento, imprimindo a vida na transformação, preenchendo os órgãos da respiração; todo o mundo sente, mas ninguém o vê.
Enfim, este modo de ser sutil, suave, voraz e rude, invisível, presente em tudo, sob todas as formas em qualquer lugar; assim, quero ser como o vento que preenche tudo e ninguém o vê.
23/10/02-VEM
BIOGRAFIA:
Vanderleis Estácio Maia: Nasci em Luiz Gomes/RN, em 1945. Morei em São Paulo, Goiânia e agora resido em Imperatriz - Ma, desde 2007. Comecei a escrever em 1965. Em 2005 publiquei o primeiro conto através da OAB/DF, depois de classificar-me num concurso da categoria. Participei de concurso de poesia, onde fui classificado em segundo lugar. Sou advogado, poeta, escritor e grande estudioso de filosofia espiritualista, já participei de diversas atividades de cunho espiritualista. Sou membro efetivo da Sociedade Brasileira de Eubiose. Já tenho outros textos e livros publicados. Minha obra visa atingir aqueles que andam à procura de SÍ e do SER.Tenho outros textos publicados em:
vemmaia@gmail.com