VOZESAbstrações tortuosas, calçam chão de minha'alma,Travam subversões estripantes ao egoEgressando ao longo, flora de meu esmero,A desconflituosa morada da calma.Um constante inrraciocínio da lógicaDiscrepa a realidade em atos,Cavando junto aos seres verminados,Sepultura blindada, na medida de minha forma.São as cartas dadas pelos erros,Sangue sorvido, por vampiro dos errados desejos,O na ...
VOZESAbstrações tortuosas, calçam chão de minha'alma,
Travam subversões estripantes ao ego
Egressando ao longo, flora de meu esmero,
A desconflituosa morada da calma.
Um constante inrraciocínio da lógica
Discrepa a realidade em atos,
Cavando junto aos seres verminados,
Sepultura blindada, na medida de minha forma.
São as cartas dadas pelos erros,
Sangue sorvido, por vampiro dos errados desejos,
O nada, prêmio de consolação.
Rangidos, chamados, reluto em responder,
Não são desse plano, nesse plano está o meu ser,
Cansa a paciência, mas confundo a alienação.
16/09/2008 - 00:40 H_____________________________
A FOLHA EM BRANCOTenho uma folha em branco
Pergunta tempo todo o que tenho para o estampo...
Ela algo quer para desandar,
Quer voar para o horizonte,
Pena não saber que em minha fonte
O poeta secou e nada mais vai grafita.
Tem o mar com sua harmonia
Os pássaros com as melodias,
Mas tem o meu desgosto do momento
Tudo pode em ti uma frase se tornar
Mas agora nada quero aspirar
Para em teu semblante não minutar o meu tormento.
Se quiseres dou-lhe liberdade,
A jogo do alto do edifício!
Põe-se a encontrar alguém nessa cidade.
Não chores porém a minha falta,
Se um bardo réu lhe der uma volta.
Não venha também a me incriminar
Fazendo-me sentir mais atrocidades,
Mesmo sabendo ser verdade
De alguma forma poderia eu te desenhar.
'Vou-me embora pra pasárgada...'
Talvez lá o rei meu amigo e camarada
Dei-me algo para sentir,
Se volto, achando? Eu não sei,
Mas lhe afirmo de certo o que farei,
Voltando não mais vou te ferir.
Se acaso com o tempo seu branco desbotar,
E não lhe reconhecer quando te fitar,
Se jogue da mesa com o sopro do vento
Pois de limpeza meu coração vai viver,
E vendo-a no chão vou te recolher
E escrever em ti coisas boas de nosso tempo.
22/07/2008 - 22:07 H_____________________________
MEU ENCANTO, MINHA FILHAQuão aquisitivo esse doce olhar,
Guia palavras de tom expressivo,
Sapatinho prateado, tem o rosa no vestido
Cabelo castanho com as pontas a encaracolar.
Essa é minha princesa de olhos cor de mel
Ora Cinderela, ora Rapunzel.
Embarco num mundo mágico feito lebre
Sou dueto para 'Amigos do peito',
Asso no forninho, franguinho de brinquedo,
Viro príncipe, ela Branca de Neve,
Pulo amarelinha ao jeito dela,
Explico como Peter Pan viu Wendy da janela.
É amor puro que apaixona,
Faz burro brabo, tal esse eu, ir a lona.
Deus é bom, muito bom, magnífico
Presentear-me essa linda menina,
Que fala papaizinho e não há quem não sinta
O jeito bobo e majestoso em que fico.
Moby Dick, perdi as contas de quantas vezes li
Nos meus braços, carinho até dormir,
Que câimbra no braço? Não me importa!
A princesa em conforto está,
Acordando vai ao parque balanga
Depois papa tudo, pode assim ver a Fiona.
Tua inteligência menina me fascina,
Já és princesa, se tornará uma dama,
Floresça que o mundo já se encanta
Com seus passos ingênuos de bailarina.
Te amo filha, guarde isso sempre
Vou apoiar-lhe na vida fielmente.
27/08/2008 - 13:09 Hbiografia:
Raphael Antunes Bastos26 anos, policial, pai de uma menina.
rantunes2010@hotmail.comnull