Virgem do pátioVocê que vive tão sozinhaNunca sorri, sempre tão friaNinguém te visita?Virgem que não choraOlhos de vidro,estagnados esolitários.Vê além, percebe a alma.Nem flores, nem velas.Dona do pátio de pedras,Laço azul na cinturaResidindo na gruta.Interceda por mim.Amém!!MenosprezoVocê esquece que eu esqueço.Daí reponde o esquecido.fala comigo depois que adormeço,e não quer q ...
Virgem do pátioVocê que vive tão sozinha
Nunca sorri, sempre tão fria
Ninguém te visita?
Virgem que não chora
Olhos de vidro,
estagnados e
solitários.
Vê além, percebe a alma.
Nem flores, nem velas.
Dona do pátio de pedras,
Laço azul na cintura
Residindo na gruta.
Interceda por mim.
Amém!!
MenosprezoVocê esquece que eu esqueço.
Daí reponde o esquecido.
fala comigo depois que adormeço,
e não quer que eu fique aborrecido.
Sabes que por você tenho apreço.
Tuas culpas tenho absolvido,
mas, por favor, esqueça meu endereço.
Pode deixar que não fico ressentido.
Não quero ter você como meu tropeço,
para não te amar, devia ter me benzido!
Magnólia sibilanteO silêncio é verde como as asas da fada.
Acalma e refresca.
As vezes é como a magnólia,
rosa e perfumada.
O silêncio me encanta e me assusta.
Remete ao coração o que passou,
ele desfila em minha alma
com seu manto branco e azul.
Um azul macio e frio.
Sibila como o vento noturno.
Soturno devora,
Desliza e bordejando pela noite.
biografia:
Leonardo Barros MedeirosNasci e moro em Petrópolis - Rio de Janeiro. Sou estudante de Letras.
leonardoletras@gmail.com