A N D A R I L H O S mariza nonohaysegue, nesse despertar tão lento,porque ir é o artificio de transitar,atravessar os anos, como, se na verdade,não estivéssemos passando...an-dan-do. . . o tempo reconduz a imagem do que se perdeu...as pernas rotas , os pés cansados,rosto molhado,das caminhadas tão passageirasacumuladas a vida inteira can-tan-dosegue a rua, transpõe a esquinabusca o seu sonh ...
A N D A R I L H O S mariza nonohaysegue, nesse despertar tão lento,
porque ir é o artificio de transitar,
atravessar os anos,
como, se na verdade,
não estivéssemos passando...
an-dan-do. . .
o tempo reconduz a imagem do que se perdeu...
as pernas rotas , os pés cansados,
rosto molhado,
das caminhadas tão passageiras
acumuladas a vida inteira
can-tan-do
segue a rua, transpõe a esquina
busca o seu sonho: - a liberdade!
esta verdade tudo ilumina!
ESBOÇOM.NonohayDesenho querer no espaço
Num raio de luz que entrou
Me aninho neste compasso
Que a vida conjugou.
O grito de tuas razões,
Moldou um sorriso ameno
Enchendo a sala da vida
Da alegria do ser pleno.
Me deito nesta lembrança,
Renasço dentro de ti,
És um nascer de esperança,
No texto que redigi.
Interpreto esta chegada,
Marcada pelo destino
Como a estrela dourada,
Que guiou o peregrino.
Deste luz à minha vida,
Foste remanso e regaço,
Te busquei amparo e guarida,
E descansei em teu braço.
Hoje te torno distante,
No meu novo encimesmar
Pois não te quero aos pedaços,
E sei que não vais me amar.
MeninoMariza Nonohay
Lua cheia nacarada
Corpo inerte, peregrino,
Dorme e sonha, na calçada,
A ilusão de um menino.
A cama que o acalenta,
É o meio-fio da calçada,
Na túrgida madrugada
Onde tenta se aninhar,
Com o jornal matutino,
Agora seu cobertor,
Não ameniza a dor,
Da fome a lhe despertar.
O medo, o frio e a incerteza,
Do menino solitário
Navegam seus pesadelos
No refúgio temporário...
E, quando dorme o menino,
Espreita a felicidade
Num canto desta cidade,
Onde queria morar.
Tece sonhos rotineiros,
Ser bombeiro, boy., artista,
Ou alegre motorista
Nas linhas da capital
Nestas horas, um sorriso
Brinca no rosto do infante,
Mas, logo alí adiante,
Ele terá que acordar
Chega o dia, pois a noite
Já fez tarde sua entrega,
Protelando o amanhecer
E a dor de quem a carrega
Dia virá certamente,
Onde a luz da manhã raiada
Transportará para a vida
O teu sonho de calçada
E tu, então homem-feito,
Darás carinho e amor,
A quem, sequer tem um leito,
Para esquecer sua dor.
Mariza Nonohaybiografia:
Mariza Nonohay Nascida em Bento Gonçalves, aos 17 anos vim para Porto Alegre para estudar e trabalhar. Formei-me em Ciências Sociais e Jurídicas pela Faculdade Riiter dos Reis. Paralelamente sempre pintei tendo feito 23 exposições entre acrílico, aquarela e óleo.em 1984 recebí Menção Honrosa do Instituto Internacional da Poesia e, em 1985, o segundo prêmio da Academia Literária Feminina. Em 1990,presidente da Associação Pintores artistas, 1992,do Sindicato dos Artistas-SINDIARTE;1998 -Instrutora do Tribunal de Ética e Disciplina da OABRS. e Diretora Cultural da Escola Superior de Advocacia-ESA/RS.e da Comissão do exame da OABRS;De 2000 até 2006 trabalhei com grupos de auto-ajuda, onde ainda permaneço. Em 2007 fui convidade para fundar o Departamento Cultural-Artístico da OABRS. Depois de um largo período volto a escrever poesias e expor novamente.
m.nonohay@gmail.com