INDEPENDÊNCIA OU MORTEUnidade Mínima Distintiva no SistemaIndependência ou morte para os fracosIndependência para os sábios ou morteA flâmula no seu peito se acendeQuando olha displicente a vitrinaSabe ou não sabe a decisão que enfimDependa de uma simples decisão que lhe definaQuimicamente dependente de uma históriaCoerç&atil ...
INDEPENDÊNCIA OU MORTE Unidade Mínima Distintiva no Sistema
Independência ou morte para os fracos Independência para os sábios ou morte A flâmula no seu peito se acende Quando olha displicente a vitrina Sabe ou não sabe a decisão que enfim Dependa de uma simples decisão que lhe defina
Quimicamente dependente de uma história Coerção que envolve e dá-lhe o elo Para o céu e para a terra com horizontes Onde as escolhas são feitas para o bem viver De quem se cansa diuturnamente Por morrer da conseqüência cansativa da dependência
Independência ou morte para os poemas Independência para os gemidos ou morte À consciência calada e surda aos murmúrios Obscuros pelas eruditas palavras transcritas nos poemas Que já não discorrem sobre a dor da morte Nem tão somente do prazer da vida Não narra o odor das flores, sequer a cor das feridas
Independência ou morte para os dependentes Independência para os dependentes ou morte Independência ou morte à independência Independência é morte da dependência A independência independe da dependência O dependente depende da independência Para ser dependente e morte
ECCE HOMO
O papel é dispersão A TV dispersa A política é controle O político varre O natal é disperso As mães são inquietas O shopping é descontração A escola controla O mundo desperta O samba anima De depressão se dispersa A droga limita O capital aniquila A existência dispersa
UNAUTHORIZED I
Se todas as pessoas existem Suas consciências inexistem Num habitat cíclico e dual
Numa transposição fajuta Monocórdia e dúbia elevação Porque as pessoas existem
E se todas as pessoas existem Por que correm contra a multidão? Por que atentam contra elas?
UNAUTHORIZED II
Caminham percebidos pelas calçadas A espera de serem despercebidos Num centro unitário irrelevante
Perdem o tempo à espreita de pilastes Donde param automóveis pro futuro De ontem, anteontem, mês passado...
Estão apressados para caminho nenhum Ter dinheiro no bolso, prazer sem esforço Abdicar gostos: sentir solidão ao dormir
biografia: Túlio Henrique Pereira é historiador formado pela Universidade Estadual de Goiás [UEG], escritor desde os 15 anos de idade, fez da poesia a sua forma de expressão literária mais recorrente. Brasileiro, nasceu na cidade de Itumbiara, no interior do Estado de Goiás e reside atualmente na Bahia onde segue com sua pesquisa acadêmica na linha da História da Arte e identidade humana no CNPq a partir do GRUDIOCORPO - Grupo de Estudos sobre o Discurso e Corpo. Publicou seu primeiro livro de poemas \'O observador do mundo finito\' em 2008, pela Scortecci Editora, com o apoio da Casa Pai Joaquim de Aruanda, através do escritor paraibano Zeilton Feitosa. No primeiro semestre do mesmo ano teve dois contos e um poema publicados na coletânea portuguesa [Portugal] Amante das Leituras 2008.
Acompanhem a carreira do escritor a partir de seu Blog: tulioh.blogspot.com.