Todos enxergam ninguém vê.Todos enxergam e ninguém vêO choro da morte pela vidaQue engatinhando aindaSofre as conseqüências de um prazerTodos enxergam e ninguém vêA alegria da vida pela morteDe mais um alojado num corpo sem doteVivendo sem nada merecerTodos enxergam e ninguém vêA face de deus ocultaNum mais novo amanhecerPedindo a sua grata ajudaTodos enxergam e ninguém vêA necessidade ...
Todos enxergam ninguém vê.Todos enxergam e ninguém vê
O choro da morte pela vida
Que engatinhando ainda
Sofre as conseqüências de um prazer
Todos enxergam e ninguém vê
A alegria da vida pela morte
De mais um alojado num corpo sem dote
Vivendo sem nada merecer
Todos enxergam e ninguém vê
A face de deus oculta
Num mais novo amanhecer
Pedindo a sua grata ajuda
Todos enxergam e ninguém vê
A necessidade de sermos um
Pra compormos um Te Deum
E provarmos que valeu ser
O que só o nosso espírito é
Com orgulho de toda a fé
Que os olhos da alma crê.
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Olha a PazCom lágrimas nos olhos
E sorriso desconfiado
Olha a paz dos sonhos
Com medo do espantalho
Com uma veste negra
Em luto pela violência
Sua irmã estrangeira
Que vive na desobediência
Olha a paz de salto-alto
Seguindo o caixão da criança
Que deitada ali, brinca de ser o alvo
Da brincadeira dos adultos sem esperança
Todos estão de luto
Pela morte infantil
Que de um modo absurdo
Faz morrer um novo 'Brasil'.
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Ai, que beijo!Ai, que beijo tu me deste
Com essa boca celeste
Que calou meu grito
Numa habilidade mestre
Ai, que beijo eu senti
Com esses lábios doces
Que fechou meus olhos
E vi o laço se unir
A sua pomba branca
E meu silvestre camaleão
Com os lábios umedecidos
Ai, que beijo tocou meu coração
A rua que nos viu
Sente a saudade eterna
Daquele beijo que a iluminou
Ai, que beijo puro de donzela!
biografia:
Cosme Diego Ludéfiocosme.d@oi.com.br