A LENDA DE VILA BRANCA[Letra e música de Nestor Kirjner]Vou morar em Vila Branca...Vou morar em Vila Branca... Em Vila Branca, o tempo existe para a vida,e é querida toda mão que acaricia.E se inicia, a cada luz,o dia que seduzsaudade a ser melancolia. Em Vila Branca, o vento toca teus cabelose faz desvelos, faz sorrir a tua amada.E a madrugada faz-se em luzno canto que seduza noite a ser alvor ...
A LENDA DE VILA BRANCA[Letra e música de Nestor Kirjner]Vou morar em Vila Branca...
Vou morar em Vila Branca...
Em Vila Branca, o tempo existe para a vida,
e é querida toda mão que acaricia.
E se inicia, a cada luz,
o dia que seduz
saudade a ser melancolia.
Em Vila Branca, o vento toca teus cabelos
e faz desvelos, faz sorrir a tua amada.
E a madrugada faz-se em luz
no canto que seduz
a noite a ser alvorada.
Vou morar em Vila Branca...
Em Vila Branca, haverá quatro paredes
só para as redes dos amantes mais libertos.
E estará perto de voltar o dia,
certo dia, longe,
que existiu nos tempos.
No tempo, busco a oração de fé na vida,
em que era ouvida a palavra, mais que a força!
E força nunca há de rimar o tempo
com a felicidade
que há em cada momento!
Vou morar em Vila Branca...
Vou morar em Vila Branca...
Biografía:
NESTOR KIRJNER
Currículo artístico-musical . Brasileiro, casado, engenheiro, professor de acordeon, violonista autodidata, compositor, poeta musical e agente cultural.
. Nascido em Santiago do Boqueirão [atual Santiago], no Rio Grande do Sul, no dia 20 de março de 1944.
. Tem, atualmente, 64 anos de idade.
. Reside em Brasília há 35 anos.
. Endereço: SHIS QI 15 conjunto 2 casa 7 Brasília - Distrito Federal – Brasil.
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Trajetória musical
. Professor de música, diplomado como acordeonista no ano de 1959 pela Escola de Música “Cabral de Mello Borges”, de Porto Alegre – RS. Diplomado pela Escola, foi aprovado a seguir no exame do MEC.
. Como acordeonista profissional, foi líder do conjunto de baile “Nestor e seu Conjunto”, no período de 1960 a 1962, atuando basicamente na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
. Cursou a Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, formando-se em Engenharia Elétrica no ano de 1966. Nesse período, devido a problemas de saúde [dores na coluna herdadas de sua atuação como acordeonista de baile], trocou de instrumento, passando do acordeon para o violão. Autodidata, complementou sua formação no novo instrumento com vários professores particulares, entre eles o maestro José Gomes [da banda de Almir Sáter e Diana Pequeno] e os destacados professores instrumentistas Eustáquio Grillo [da Universidade de Brasília] e Raul Santiago [um dos fundadores da Escola de Música de Brasília].
. Já em Brasília, exercendo a Engenharia Elétrica na área de telefonia, dedicou sua veia artística basicamente à atividade de composição, tendo escrito inclusive música para cinema e textos para musicais de teatro. Fundou vários conjuntos alternativos, entre eles o Grupo “Vôo Livre”, patrocinado pela Telebrás, empresa onde trabalhava. Também na Telebrás, foi Diretor do Grupo de Teatro “Sala de Espera”, quando procurou especializar o Grupo na montagem e criação de musicais suplementados por textos poéticos e filosóficos.
. Aposentou-se como engenheiro no ano de 1997, dedicando-se, a partir daí, somente a atividades culturais.
. Como microempresário, dirigiu por dois anos a Academia Kirjner, escola de violão para principiantes, onde procurou implantar um modelo próprio e original no ensino do instrumento.
. Tem dois CDs gravados. O primeiro de cunho profissional, denominado “Sinfonia da Cidade Nova”, foi lançado em 2003. E um Cartão de Natal Sonoro, editado em tiragem restrita, para distribuição gratuita no Natal do ano passado [2007].
Atividades como compositor de letra e música
. Revelou-se compositor precocemente, aos sete anos de idade, compondo principalmente marchas de carnaval e sambas-canções.
. Com o curso de acordeon, passou a compor MPB propriamente dita, de forma mais elaborada. Aos 17 anos, compôs “Canção da Esperança”, que caracteriza o início de uma fase mais madura do então precoce compositor.
. A partir daí, classificou-se em diversos festivais, tendo em vários deles chegado à condição de finalista. Teve duas notas máximas como compositor em carnavais do interior do RS, mas foi em Brasília, onde chegou no ano de 1973, que viria a vencer pela primeira vez um Festival de Música Popular. Em 1975, com a música “Pensamento”, parceria com Lenine Rocha, foi escolhido melhor compositor no hoje histórico Primeiro Encontro Brasiliense de Compositores, promovido pela Rádio Planalto.
. Na fase brasiliense, sem deixar de compor letra e música de suas próprias canções, Nestor Kirjner começou a desenvolver diversas parcerias, tanto fazendo melodias para amigos poetas como fazendo letras para músicos com quem convivia. Uma dessas parcerias deu origem a “Canto-Brasília”, feita sobre uma melodia do compositor Tiãozinho Rodrigues, fundador do também histórico conjunto brasiliense “Squema Seis”. A música foi lançada em 1982 pelo próprio Squema Seis, constituindo-se na primeira tentativa de compositores de Brasília no sentido de popularizar canções de amor à cidade, à maneira de “Cidade Maravilhosa”, de André Filho, que ainda hoje caracteriza a cidade do Rio de Janeiro. O tema do “Canto-Brasília” é bastante popular, de fácil assimilação, e o poema utiliza-se das sete notas musicais, para cantar sete sentimentos sobre a cidade-milagre em que vivemos, concluindo-se com forte refrão, no oitavo movimento da melodia. O projeto de divulgação do “Canto-Brasília” nas escolas de nível médio do Distrito Federal foi aprovado pelo Fundo de Apoio à Arte e à Cultura – FAC e pelo Conselho de Cultura do Distrito Federal no ano de 2001, tendo sido executado ao longo do ano de 2002.
. Nestor Kirjner possui cerca de 80 músicas próprias e cerca de 20 composições em parceria. Entre suas músicas mais conhecidas estão, além das já citadas “Canto-Brasília” e “Pensamento”, o samba de raiz “Minuto Vagabundo”, o irônico e alegre “Forró Brasiliense”, e a “Valsa do Pierrot” [todas compostas com parceiros brasilienses]; e também o “Hino Para o Ano Novo”, a utópica “A Lenda de Vila Branca” e a homenagem que o compositor fez ao Coral que ajudou a fundar, a marcha-rancho “Se o Coral Alegria Passasse por Mim”, estas últimas com letra e música do autor.
. A mais importante realização de Nestor Kirjner como compositor foi a concepção e realização do CD “Sinfonia da Cidade Nova”, lançado em 14 de março de 2003, no Dia Nacional da Poesia, há 5 anos passados. O lançamento aconteceu nos significativos espaços brasilienses do Pátio Brasil e da UnB - Universidade de Brasília. Trabalho de dois anos de duração, entre composição, gravação e lançamento, a “Sinfonia da Cidade Nova” é uma homenagem a Brasília que parte da idéia que moveu Tom Jobim e Vinícius de Morais a compor, em pleno Catetinho, no ano de 1959, a “Sinfonia da Alvorada”, música-tema da inauguração de Brasília. A “Sinfonia da Cidade Nova” pretende ser uma tradução popular dessa importante obra poético-musical. Apoiado pela participação de sete talentosos parceiros, a “Sinfonia da Cidade Nova” está estruturada com um Prólogo e três Movimentos, onde surgem canções épicas ao lado de choro, samba, xóte, forró, marcha-rancho e valsa brasileira, num retrato musical de Brasília que entendemos ser fiel a sua história de convivência e miscigenação. E, na letra do “Samba da Cidade Nova”, música-tema dessa “Sinfonia” popular, Brasília é preconizada utopicamente como a futura “Capital da Paz”.
Outras atividades culturais
. Diretor Musical do Coral Alegria, há 6 anos. Esse Coral, que nasceu na Administração de Brasília, é atualmente patrocinado pela Codeplan.
. Colunista cultural do jornal “Lago Notícias”, com tiragem média de 10.000 exemplares. A coluna “Toques Culturais”, que é publicada desde julho de 1998, completará, em 2008, 10 anos de existência.
. Diretor Cultural da Casa do Poeta Brasileiro. Já foi, por duas vezes, Vice-Presidente da Casa.
. Diretor Cultural da Sociedade Amigos da BDB - Biblioteca Demonstrativa de Brasília. Nessa instituição, é Secretário da Comissão de Seleção do Projeto Bibliomúsica, patrocinado pela BDB, com apoio da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Foi pioneiro desse Projeto, como participante, onde milita há 13 anos.
. Membro da confraria musical “Seresteiros do Cerrado”, cultora de nossa MPB mais tradicional.
Principais comendas e premiações
. Medalha do Centenário de Bernardo Sayão, recebida em solenidade realizada no Catetinho, recebida das mãos de Léa Sayão, filha de Bernardo, e de Ana Cristina Kubitschek, neta do fundador de Brasília.
. Primeiro Encontro Brasiliense de Compositores, promovido pela Rádio Planalto: nota máxima.
. Nota dez do poeta Mário Quintana, num festival de música realizado no Rio Grande do Sul. Foi a única nota dez dada pelo poeta, entre 770 letras concorrentes.
Anexo: letras de músicas
. Foram anexados a este currículo seis poemas musicais, representativos da obra poético-musical de Nestor Kirjner,
E-mail: nestorkirjner@terra.com.br