Amantes...Caminhava no teu olharAs mãos espalmadas, pôsto ventreMe faziam rugir vertentes,De sonhos espalhados, distantesE presentes...Qual sonhos que se sonhaEm alamedas luzes, que se fazem postasPresenças latentes, eus errantesQue se buscam e sentem...Pausa urge o momentoQue se vela o verbo intenso,E das mudas bocas se faz presoO mais pesado eu, liberto em pêlo...E do encanto que se quebraNa ...
Amantes...Caminhava no teu olhar
As mãos espalmadas, pôsto ventre
Me faziam rugir vertentes,
De sonhos espalhados, distantes
E presentes...
Qual sonhos que se sonha
Em alamedas luzes, que se fazem postas
Presenças latentes, eus errantes
Que se buscam e sentem...
Pausa urge o momento
Que se vela o verbo intenso,
E das mudas bocas se faz preso
O mais pesado eu, liberto em pêlo...
E do encanto que se quebra
Na lucidez prática do dia,
Adormece em estupidez a noite
Libertando os sonhos reprimidos...
E d'um só golpe
Desfere a flecha guerreira,
Que alçada do cume ao monte
Traça o arco dos amantes,
Eternos na essência
Libertos no verbo intenso...
As pedras ao caminho...
Caminhaste numa margem
E não enxergavas a outra,
E te mostraram a outra margem
E a que caminhastes antes, perdeu-se...
Aquele nó desfez-se, e te lançastes ao rio
E na outra margem que te mostraram
Também caminhastes, e nessa margem
Os passos se perderam...
Mas o rio continua a desbravar as duas margens
Ele não para, ora em furia, ora em calmaria,
E teu pranto juntou-se aos leitos
A contribuir com novos desafios...
Os rios correm, as pedras rolam
Algumas insistentes ficam ao caminho, incomodam
Às vezes cânhamos a nos abrir feridas
Outras, às vezes a nos mostrar saídas...
E as pedras tem seu enigma, sólidas
Fechadas, robustas, herméticas... complicadas
Sem saídas, são o que são
Pedras constituídas...
Só que elas se esquecem
Que aquela água que lhes bate, que acaricia
As molda de verdade
Em todos os segundos do dia...
Então vejamos, as margens, as pedras
O que seriam?
Não sei...
Mas te negaram ser água que sacia...
Então!!!??? O que fazer???
Talvez nada... talvez tudo...
Talvez tivesses sido pedra
Aos olhos de quem não te conhecia...
E aí...os muros se moldam
Os egoísmos solidificam,
A esperança morre...
E o amor? Onde fica?
Não fica...
É efêmero, é eterno
É o que se leva
É o quinhão da vida...
De mãe para filhos...
Conheço você a poucos anos e
Aprendi de primeira a reconhecer
cada lágrima e sorrisos,
O que cada balbuciar queria pedir...
Ensinei-lhe a andar
e comecei a caminhar,
Dei-lhe comida na bôca
e começei a me alimentar,
Vigiei seu sono e APRENDI A ORAR...
Você cresceu,
mas o anos só passaram para mim
Para cada dúvida uma resposta
que não fizesse ninguém sofrer...
Em cada ída um jeito diferente de voltar...Conheço você a alguns anos e
Aprendí de primeira a reconhecer cada olhar,
E o que cada silêncio queria perguntar...
Ensinei-lhe os certos da vida
segundo meus erros,
Falei-lhe de amor sem ter um exemplo para dar
Vigiei seu sono e aprendí a sonhar...
Os anos passaram
e só você cresceu...
Eu fiquei um pouco em cada fase sua
E reviví todas as minhas idades...
Aí descobrí que viver é ida
Que não se deve voltar...
Não vigio mais seu sono
Mas conheço você há muitos anos, mais 9 meses...
Amo você...
biografia:
Roberto GirardAuto didata.
Gestor de Tecnologias
Técnico de Patentes
Assessor em Propriedade Intelectual
roberto@rrgirard.com.br