A NamoradaComo uma flor nas montanhasO amor nasceu em meu coraçãoSua alma simples, meiga e carinhosaEntorpeceu meu ser com toda volúpia Fiquei alucinado e completamente encantadoCom essa paixão ensandecidaQue primeiro me tirou o chãoE depois me atirou em suas mãosAgora você rega o meu desejoAo doce flambar do fogo da paixãoCom a mesma do&ccedi ...
A Namorada
Como uma flor nas montanhas O amor nasceu em meu coração Sua alma simples, meiga e carinhosa Entorpeceu meu ser com toda volúpia Fiquei alucinado e completamente encantado Com essa paixão ensandecida Que primeiro me tirou o chão E depois me atirou em suas mãos Agora você rega o meu desejo Ao doce flambar do fogo da paixão Com a mesma doçura Com que vivemos esta ardente loucura
André Prado
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Tributo a Neruda
Em minhas desdenhadas mãos aqui escrevo, Os versos dedicados ao mais nobre dos poetas Com uma vida furtiva a jorrar poesias Melodias soaram aos ouvidos da Terra Com metáforas a encantar os mais belos corações Uma sensibilidade ímpar e a alma desgarrada Fez com que outras vidas viajassem pela ilha negra Grandioso amante do Chile, Demonstrou todo amor pelo mundo Das cerejas brotaram a primavera Com vinte poemas de amor Agora ouço uma canção desesperada Seu amor pelos pássaros, Uma vida repleta de amores Um toque sutil e as mais belas pedras preciosas Fez com que a humanidade Apreciasse as mais lindas letras já escritas Assim como se degusta o melhor vinho Envelhecido ao sabor de beijos e da melodia Fez com que meus pensamentos percorressem mundos perdidos E somente a sua alma poética até o momento Foi capaz de alcançar ou traduzir Tudo aquilo que os corações mais sensíveis não sabem expressar Com sua sensibilidade a flor da pele, Suas mãos marcaram com sangue indolor as mais belas poesias Nasceu, cresceu e morreu... Mas antes de tudo, Encantou, amou e viveu! Agora o seu legado permanece para sempre Imortalizado por toda a eternidade Que Deus abençoe e guarde o seu grandioso espírito de poeta Pois de tanto ler e reler seus poemas de amor Também \'confesso he vivido\'
André Prado
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Simplesmente Você
Como uma flor do campo, Com simplicidade adentrastes o meu coração Teu sorriso maroto, teus lábios rosados Fizeram-me sonhar com dias melhores Mas eis que não sei se tu me amas Não sei se me queres como te quero Diante de uma pradaria, Vejo-te correndo em minha direção Teu belo corpo faz-me sonhar delirantemente Ocasião em que a volúpia toma conta de todo meu ser Tenho medo que partas para uma viagem sem fim Que me abandones neste mundo selvagem Onde diariamente tenho convivido com lobos Ah... Se eu soubesse um pouco mais sobre tua pessoa! Não ficaria eu a vagar tal qual estrela solitária Meu brilho só ilumina quando estás perto de mim Mas já não sei de nada, Não sei de mim, tampouco de ti e por onde andas Sinto meu coração aflorar em carne viva Outrora, sinto minhas energias esvaindo-se lentamente Já dizia o nobre poeta: \'morre lentamente quem não ama!\' Entretanto, eu ainda te amo com uma divina força propulsora De toda forma, este amor sente-se perdido e solitário Sonhando com o dia que eu possa ter-te em meus braços
André Prado
biografia:
André Prado Nascido no ano de 1970 na cidade de Londrina-PR. Entre outras atividades é professor do ensino superior, poeta e escritor. Desenvolve as suas atividades principais na Universidade de São Paulo - USP campus Lorena. Autor do romance Alcatéia e Terra Brasilis. Recebedor de prêmios literários em concursos nacionais e internacionais resultando em várias antologias literárias publicadas. Teve a poesia Tributo a Neruda contemplada no concurso promovido pela Chilean Cultural Association of Camberra Inc. na Austrália, uma homenagem prestada ao centenário do nascimento do poeta Pablo Neruda [100 Años 1904-2004]. Em novembro de 2005 em uma cerimônia realizada no Terraço Itália na cidade de São Paulo tornou-se acadêmico e imortal. Em 2006 foi premiado pela Litteris Editora na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.