Por quem os sinos dobram?Por quem os sinos dobram?Por uma justiça inoperanteque não protege o cidadãopor uma nação sem governantesque faz da democraciauma grande decepção.Os direitos esquecidosa justiça se faz cegao ser humano empobrecee o sino anunciaao som da ave-mariaque morreu um cidadãocom os direitos violadosnão teve a compaixãona fila do hospitalpois apanhou de um ladrãoque foi ...
Por quem os sinos dobram?
Por quem os sinos dobram?
Por uma justiça inoperante
que não protege o cidadão
por uma nação sem governantes
que faz da democracia
uma grande decepção.
Os direitos esquecidos
a justiça se faz cega
o ser humano empobrece
e o sino anuncia
ao som da ave-maria
que morreu um cidadão
com os direitos violados
não teve a compaixão
na fila do hospital
pois apanhou de um ladrão
que foi pego roubando
pra sua filha o pão.
E a justiça o que fez?
e a política uma vez
falou em cidadania
pregou a democracia
esqueceu sua lição
escreveu a matemática
esquecendo o povão.
Alguém gritou:
A justiça
morreu de morte matada
a danada já foi tarde
o grito das minorias
enterraram com a esperança.
FATIMA MOTADesenhando
Um risco no papel
Uma nuvem no céu
Uma árvore na floresta
Uma pipa voa ao léu.
Desenhando o arco-íris
Pondo as cores onde quero
Invento meus personagens
Nada pra mim é mistério.
O macaquinho saltita
O João-de-barro trabalha
Passarinho faz seu ninho
Papagaio também fala.
As nuvens que viram mar
Tem um peixinho a nadar
Flores perfumam o ar
As árvores a balançar.
Coelhos, onças, pardais
Cotovias a cantar
Uma raposa se esconde
Para a galinha pegar.
Coloridos pelo giz
Onça, tigre, elefante
Que no papel ganha vida
Com sua tromba gigante.
Olha a encrenca do elefante
Resolve se refrescar
Faz chuveirinho com a tromba
E começa a espirrar.
O esguicho do elefante
É um espirro gigante
Que o papel vai molhar
E a minha bicharada
Logo vai apagar.
18/01/2008
FATIMA MOTADIVAGANDOQuando o desejo de abraçar-te
estiver saciado
A isso chamarei de UTOPIA.
Quando deitar-me em teu regaço
e adormecer no teu braço
tornar-se realidade
A isso chamarei de SONHO.
Quando a tua imagem
tornar-se vívida
e confundir-se com o meu abraço
A isso chamarei de MAGIA.
Se a saudade me faz companheira
e meus olhos choram uma lágrima de despedida
A isso eu chamei REALIDADE.
FMott@- 2001biografia:
MARIA DE FATIMA MOTA MORAES EU [poético]Às vezes não permaneço, passo
outras tropeço e fracasso
mas nunca passo em branco
deixo meu rastro em tudo que faço.
Escrevo por prazer
leio para conhecer
viajo para entender
trabalho para sobreviver
ganho por merecer.
Família e amigos para amar
alguns para segredar
outros para conversar
muitos para passear.
Sou poeta e arteira
não deixo em branco eu faço
nas entrelinhas escrevo
minha história onde passo.
EU [físico] MARIA DE FATIMA MOTA MORAES LOPES, escritora, poetisa, artista plástica, professora.
Nasci em Fortaleza- CE, em 16 de maio de 1957. Muito cedo vim morar no Rio Grande do Norte. Apodiense de coração [ onde passei minha adolescência], Natalense por adoção [ onde construí minha vida adulta]. Sou professora por vocação, ensino crianças que são a minha grande paixão. Especialista em Gestão Escolar pela UNP-RN, Graduada em Artes Plásticas - UFRN, Bacharel em Serviço Social - UFRN. Projetos: publicar os livros ainda sob a forma de rascunhos no PC. Atualmente publico meus textos nos seguintes endereços:
www.recantodasletras.com.br
www.usinasdaspalavras.com
http://fatimarteira.blogspot.com
fa.arteira@hotmail.com