Noite Um codinome FloraEsconde terras secasRios de pedrasLongas estiagensParede de açude ,Cheiro de curralLeite morno da vacaFlora, numa terra queNão vinga uma rosa, Orquídeas presas Em paredes de vidros, Só brota cactos,espinhosPedras angulares, minasAbandonadas, estradasLongas, demoradosPensamentos, mãosSedentas de ternurasE eu a roer as unhasNuma noite em Beirute,Coberta por um transparent ...
Noite Um codinome Flora
Esconde terras secas
Rios de pedras
Longas estiagens
Parede de açude ,
Cheiro de curral
Leite morno da vaca
Flora, numa terra que
Não vinga uma rosa,
Orquídeas presas
Em paredes de vidros,
Só brota cactos,espinhos
Pedras angulares, minas
Abandonadas, estradas
Longas, demorados
Pensamentos, mãos
Sedentas de ternuras
E eu a roer as unhas
Numa noite em Beirute,
Coberta por um transparente
Véu de bailarina.
Menina de rua Uma menina
Magra de sentimentos
Desnutrida de emoções,
Mãos sem destino
Certo,talvez
uma pedra
Uma faca
Uma arma
Uma outra pedra,
Um sorriso que não vinga
Uma morte que lhe advinha
A pergunta número dois
Onde você mora?
Com olhos
Enterrados na escrita
Respondeu poética
Na chegança de Natal.
Conchinhas do mar Conchinhas do mar
Aqui invisíveis na
Palma da minha mão
Mar oceânico á frente,
Espumas brancas e o cheiro
Lembras dele?...
Das algas verdes e marrons ,
eu colhendo estrelas
Na terra, seguindo os
Passos, um barco afronta
Minha retina,
Cabelos soltos, seios á mostra
Num porto a espera
De navios saqueados
Com sonhos.
Tu de listrado e andar
Faceiro, sorriso miúdo
Descobre em minha cintura
O passar dos anos
Mas permanecemos
Adolescentes e prenhe
Dos desejos ,deixando correr
Na veia a loucura
Da juventude que queima
Em nossas coxas.
biografia:
Ana Luiza Burlamaqui da PenhaAssistente Social, atua com crianças e adolescentes em situação de risco,pensadora, mãe, poeta do cotidiano, ganhadora do Prêmio de Poesia Otoniel Menezes edição 2008 em Natal [Rio Grande do NOrte}.
analuiza8@msn.com
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