Saudades de minha terraminha querida Pombal,onde nasci e me criei,sinto muitas saudades de tudo que lá deixei.Das correntezas do rio,da areia morna da praiae das madrugadas de frio.saudades da choupana velha,das suas paredes de taipada velha panela de barrodo fogareiro de lenhadas festas de vaqueijadados cantos dos tropeiros cantados na madrugada.saudades dos meus pais que já se enco ...
Saudades de minha terra
minha querida Pombal,
onde nasci e me criei,
sinto muitas saudades de tudo que lá deixei.
Das correntezas do rio,
da areia morna da praia
e das madrugadas de frio.
saudades da choupana velha,
das suas paredes de taipa
da velha panela de barro
do fogareiro de lenha
das festas de vaqueijada
dos cantos dos tropeiros
cantados na madrugada.
saudades dos meus pais
que já se encontram velhinhos
das amigas de outrora
e do pé de laranjeira
daquela ávore fruteira
que exalava um bom perfume
de que me recordo tanto.
sol ramalho
Sou garoto sertanejo
Sou garoto sertanejo
não aprendi a iscrever
minha leitura é muito pouca
mais, aprendi a viver.
Quando eu tinha seis anos
adorava jogar bola
mais, meu pai me levou pra roça/ e nunca fui a escola.
me insinou a roçá mato
a prantá a catá fejão
a roçá com a inchada
e cudá da prantação.
quan ia lá pra feira
me chamavam de caipira
só pruquê eu num sabia
cunvesar cás minina
muitas vez fui confundido
até mermo cum vagabundo
só pruque a minha unha
estava cheia de istrumo
tinha vontade de ser
um poeta ou um cantor
ou fazer as vontade de minha mãe/ de um dia ser dotor.
um dia fui uma festa
de são joão ou de São Pedro
participei de um leilão
feito pelo gira-mundo.
arrematei uma viola
e tamem uma gaita veia
vortei la pra a roça
todo inchado de alegria.
minha mãe citadinha,
vendo aquela traias veias
foi logo dizendo: Fio!
Deus me livre, o que é isso?
Mãe! já que num fui dotor
fui apenas lavrador
agora quero ser andarino
e aprender a ser cantor
minha mãe arregalou os zoi
excramou pro céu e falou:
oh! senhô dos oprimidos
mostra a ele o teu valor.
sei que não sou poeta
nem tamém compositô
agradeço apena a Deus
as coisa que meus pais me ensinou.
sol ramalho
Carta para Mãe
Oi mãe,
Hoje é seu dia!
Parabéns!
Acordei cedo,
Ontem à noite, pensei bastante em você!
Não consegui nem dormir.
Sabe mãe, a distancia e a saudade, faz com que cada dia eu te ame mais.
Penso em tudo que já sofreu por mim...
Mãe sinto seu cheiro tão próximo de mim, que às vezes me espanto.
Mãe! Você está aí?
Elevo os meus pensamentos ao grau mais elevado do meu âmago. E lá encontro você.
Deito no seu colo,
Choro! Choro de saudades.
Sabe mãe esses meus pensamentos são tão profundos que chego até a sentir seus dedos afagando os meus cabelos.
Choro! Choro de saudades e até durmo.
No meio do meu sono, meus pensamentos despertam.
Volto à realidade, deixo cair uma lágrima.
Essa lágrima é de saudades.
Saudades de tu mãezinha, que está dentro do meu coração, mas, tão longe do meu alcance, da minha visão.
Estou com muita saudade de você mãezinha.
Amo-te!
Sol Ramalho
biografia:
Sol Ramalho
Sou paraibana, nasci em Pombal na Paraíba, filha de pai comerciante e mãe poeta.
casei aos 22 anos, tive 3 filhos sendo 2 homens e 1 mulher,estou até hoje casada, fiz magistério onde segui carreira, formei em Letras, sou especializada em inteligência, multifocalsociologia e educação.
sou escritora e poeta, moro a 21 anos em Planaltina de Goiás, onde considero-me filha.Leciono a disciplina de Língua Portuguesa no ensino médio
solramalhopoet@hotmail.com