'Ecos do passado'Ele era de demência?Dissidente do fatoDo cemitério do mundoMediadores me conduziam,Pensamentos de racismo flertavam-me...Na fabulosa milícia da culturaRefugiado ao que me cercavaMinha história era impactanteLonge da prisão Do tempo finalDa overdose do amorNa fonte de confiançaDominava o enganoDe reputação de criançaInspirada no tratadoDe ser apenas feliz!Rompeu-se o laço ...
'Ecos do passado'Ele era de demência?
Dissidente do fato
Do cemitério do mundo
Mediadores me conduziam,
Pensamentos de racismo flertavam-me...
Na fabulosa milícia da cultura
Refugiado ao que me cercava
Minha história era impactante
Longe da prisão
Do tempo final
Da overdose do amor
Na fonte de confiança
Dominava o engano
De reputação de criança
Inspirada no tratado
De ser apenas feliz!
Rompeu-se o laço
Nas informações dissidentes
Do calabouço do mundo.
Frio, senil e doente
Da fábrica de vidro.
A cor púrpura me vestiu
Na doce ferida de meu gozo...
Pecaminosa, ateou fogo ao meu peito,
Iluminada pelo desejo
De meu espírito romântico.
Hoje, a silhueta espira meu desejo
Na doce ferida de lutador
Como caçador de toda a sorte
Venço o monstro que habita dentro de mim
No deserto de veneno e morte
Submergiu o inconsciente
Sacudido pela tempestade
Transverberado da sociedade
Esparsa e triste
Escondido na declaração de voto.
Fernando Antonio Troncoso'Mar a dentro'Filhos de Gaia
Foram titãs do mundo azul
Hoje! Pálidas crianças
Sem o amor de mãe
Filhos de regime transitório
Em escalas de equivalência
De coeficientes na transmissão de calor
Onde o mundo físico, vos amortalhou!
Eles, de açúcar e caixão de enterro
Bebem-se insanamente
Bebem-se incessantemente
No êxito intacto da sensação do nada
Ainda reluzem cintilações de Gaia
Onde os cavalinhos e cavalões correm...
Diante do Sol tão claro
Que cega como o brilho da esmeralda
Como flores murchas
Os andróginos que enterram o divino
Tocam pandeiros com a mão
Na exuberância dos sentidos privados de inteligência
Agem como fartos do lirismo namorador
Em vidas de amantes exemplares.
Ah, pungentes bêbados do lirismo dos loucos
Em silêncio gritam: abaixo os puristas!
De dentro desta paisagem erma
Coadjuvantes artistas, tão docemente provincianos
Choram sem o olhar de pai
Dando voltas vadias, onde a poesia morre...
Fernando Antonio Troncoso'Pacto de silêncio I'A imagem era soberba
O nu sorriso do menino
Encantava a donzela...
Mãe de outros!
Sorriu de vidro cerrado
No pacto de silêncio.
Fernando Antonio Troncosobiografia:
Fernando Antonio Troncoso poeta amador, natural de Santos, estado de São Paulo, Brasil. Morador de Praia Grande - SP. Pai de duas filhas e separado. Participei de duas antologias poéticas somente em companhia de alguns poetas amigos. Escrevo para exorcizar meus medos, angústias e amores, retratados em fragmentos através de algumas folhas de papel.
Sonhador de um mundo melhor, tento retratar através de meus escritos, os erros que vejo na humanidade e experiências de minha própria vida.
fernandotroncoso@msn.com