MANHÃNão acho novidade alguma ser manhãtantas já vi nascersol muitas vezesvi atrás de maresde morrosde riosde serrotesde açudese que diferença fazum poeta amanhecido na cidade?A POESIA E O MUNDOO mundo tem uma poesia do tamanho deleSão seus céus com suas nuvens carregadasSeu ar ofegante e sua atmosfera de várias camadasSuas florestas, desertos, sertões, lagoas, córregosMares, rios, ser ...
MANHÃNão acho novidade alguma ser manhã
tantas já vi nascer
sol muitas vezes
vi atrás de mares
de morros
de rios
de serrotes
de açudes
e que diferença faz
um poeta amanhecido na cidade?
A POESIA E O MUNDOO mundo tem uma poesia do tamanho dele
São seus céus com suas nuvens carregadas
Seu ar ofegante e sua atmosfera de várias camadas
Suas florestas, desertos, sertões, lagoas, córregos
Mares, rios, serras e montanhas.
Seus povos com suas histórias e civilizações
Os animais domésticos e os selvagens
As guerras que trouxeram mudanças
às vezes para a liberdade de um povo
e outras por simples ganância do homem.
Em todos os tempos do universo existiu poesia
Seja na hora da criação do mundo
Seja na hora da morte
Porque sempre uma estrela brilhou
E brilhará no universo.
CANTO DA GRAÚNAOntem fui à feira
trouxe uma lembrança de você
vi um cego tocando fole
fui a um bar tomei um gole
na cachaça lembrei sua graça
Comprei um espanador
para espanar minha dor
comprei um chapéu
para cobrir meu fel
comprei uma sandália
pra caminhar entre as dálias
e uma graúna
na esperança que seu canto
nos una.
biografia:
Francisco Gustavo Medeiros LuzNasci em meio as letras e os papéis. Brinquei com letras de chumbo e daí comecei a minha poesia, ainda na infância. Vejo na poesia o único caminho real para a libertação do ser humano, porque ninguém ensina ao poeta onde ele deve ir. Ele percebe no vento, a verdadeira estrada da verdade. Tenho vários livros publicados, e sou criador da Editora Queima-Bucha, que completou 22 anos de existência. A poesia é minhas cachaça.
queimabucha@hotmail.com