Vento viajanteUm rio, caminho aberto, Margem,um porto aliciante,Um barco trêmulo e espertoDo vento viajante.Barquinho leva contigoO que sobra no alforjeDas tristezasCerzidas em tantos anseiosE, em troca, devolve-me.A serenidade que sobraNa fluidez de tuas velas,Onde tudo se faz leve.Vê-se que a saudadeSegue o risco onde ondula tua sombraE te segue por onde te sopra o vento,Despertando molhadas m ...
Vento viajanteUm rio, caminho aberto,
Margem,um porto aliciante,
Um barco trêmulo e esperto
Do vento viajante.
Barquinho leva contigo
O que sobra no alforje
Das tristezas
Cerzidas em tantos anseios
E, em troca, devolve-me.
A serenidade que sobra
Na fluidez de tuas velas,
Onde tudo se faz leve.
Vê-se que a saudade
Segue o risco onde ondula tua sombra
E te segue por onde te sopra o vento,
Despertando molhadas manhãs,
Levando tardes
Por intermináveis passeios,
Embalando noites,
Abrindo devaneios
Em caminhos crispados.
FluirRir, rir, rir,
Até o pranto surpreender o riso,
De repente.
Cair, cair, cair
A lágrima, de olhos rasos de espanto,
Quando a discórdia,
Surpreender a patética simbiose
De líquens
Embaralhando segredos
E trocando vivências.
Ruir, ruir, ruir
O riso por desencanto
E desabar
Puir, puir, puir.
A renda bordada pelo tempo
De um desabafo contido
E num pranto reconhecido
Fluir, fluir, fluir.
Quem dera O que devo falar,
Que devo esquecer,
Que devo ocultar,
Como devo viver
E não atordoar-me à toa?
Os labirintos do pensamento
Ocultam saídas, que
Nem de leve, imagino
tem a pressa dos ventos
E o desembaraço das cascatas,
Apontam rumos com a certeza
Dos crédulos e dos simples...
Não ouso atordoar-me à toa.
Quem dera
Esquecer as vicissitudes
E viver como se apresenta a vida!
Aturdida, só se for com vinho
Embriagada, quem dera de amor
Perdida nos braços de alguém,
Sussurrando todos os segredos
Sem nenhum ocultar.
Até os doces pecados criam asas...
biografia:
Dulcinéa Aguiar Cavalcante , cearense de Cedro , é formada em pedagogia pela
UERN em Mossoró.Membro ativo do clube de leitura 'As Traças' ,sediado em Fortaleza-CE..Em 2002, publicou o livro de poesias intitulada 'As Quatro Estações'e está partindo para um segundo livro A Poltrona Azul, diz que, escrever continua sendo um grande alento. Participou com seus poemas em três Antologias. É membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Mossoró onde mora e mantem suas atividades de escritora . Tem sete filhos, dez netos e neles a grande motivção.
II. Poemas:
Fluir
Vento Viajante
Quem dera
III Dados Pessoais:
Nome: Dulcinéa Aguiar Cavalcante e Silva
Endereço: Rua : D. Francisca R. dos Santos, 11
Bairro: Nova Betânia
CEP: 59607-475
Mossoró/RN
Endereço eletrônico:
dulcecore@yahoo.com.br