ColetivoNão sou. Somospoetas do mundo.E assim vivoO coletivoMais profundo!Não quero.QueremosO verso além-fronteira.À palavrade boa lavraNão há barreira!Não vou.Vamos!E marcha homogênea!Nas estradas,De mãos dadas,Data vênia!Seja o mundopequeno,à nossa voz!Porque não fui euquem renasceu:fomos nós!***************************Quase PoesiaEu,quando escrevo este verso,não sou poeta,sou quas ...
ColetivoNão sou.
Somos
poetas do mundo.
E assim vivo
O coletivo
Mais profundo!
Não quero.
Queremos
O verso além-fronteira.
À palavra
de boa lavra
Não há barreira!
Não vou.
Vamos!
E marcha homogênea!
Nas estradas,
De mãos dadas,
Data vênia!
Seja o mundo
pequeno,
à nossa voz!
Porque não fui eu
quem renasceu:
fomos nós!
***************************
Quase PoesiaEu,
quando escrevo este verso,
não sou poeta,
sou quase!
Meu verso,
quando o escrevo,
não é Poesia,
é m℮tade!
Poesia,
toda, completa
e quando se encontram
- e se casam -
o meu e o teu sentimentos!
Escrevendo,
construo a ponte.
Lendo,
tu passas por ela.
Poesia somos nós dois!
**************************
MulherMulher,
meu verso, solitário, te procura.
carente, ardente, sensitivo.
E nessa busca,
com espanto, com ternura,
descobre, de repente, que está vivo!...
Mulher,
meu verso te encontra, docemente,
um presente para a alma inquieta.
E nesse encontro,
estão vivos, finalmente,
o meu verso... e o teu poeta!...
Mulher,
meu verso, embevecido, te agradece,
pois que teu nome agora é 'Alegria'
De ser, neste momento, um ser que cresce.
E se não fosse por ti,
eu não seria!...
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biografia:
Luiz Carlos Lemos [ Compadre Lemos ] é mineiro de Teófilo Otoni, nasceu a 14 de janeiro de 1954 - está com 54 anos, hoje - e desde os nove anos de idade descobriu sua paixão pela Literatura de Cordel.
Esta descoberta se deu, segundo ele, quando 'Seu Geraldo Capoteiro', - Geraldo Lemos dos Santos, seu pai - deu-lhe de presente o folheto 'Brosogó, Militão e o Diabo' de Patativa do Assaré.
De sua mãe, Dona Joanita Pereira dos Santos - Dona Nita -, ele herdou o gosto pela Música Popular e pela Poesia, de uma maneira geral.
Em 1.975 o Compadre Lemos ingressou no Banco do Brasil, onde trabalhou até se aposentar, em 2.005, por motivos relacionados à saúde.
Hoje ele reside em Juiz de Fora - Minas Gerais, com a família, esposa e duas filhas.
O Compadre Lemos escreve contos, poemas e Folhetos de Cordel 'desde sempre', como ele mesmo diz. É autor dos seguintes trabalhos:
Patativa do Assaré, a Voz Que Ainda Canta o Sertão, [Cordel]
Minha Mulé - O Depoimento de um Marido Apaixonado, [Cordel]
Novos Tempos - O Cordel na Internet, [Cordel]
A Casa de Zé Limeira, [Cordel]
O Orgulho de Ser Negro, [Cordel]
O Livro do Primeiro Festiverso [ Cordel, em conjunto com mais 31 poetas ],
O Dia da Caça - [ contos ]
Nhá Lua - [ contos ]
Vocação - A Saga de Sivirinin [ contos ]
Quase Poesia - Poemas,
Translúcida Treva - Poemas
O Fim do Fim - Poemas
Recomeços - Poemas
Além disso, publica trabalhos [ repentes ] diariamente na Internet, em todas as Comunidades de Literatura de Cordel.
Sendo um batalhador na defesa desse Gênero Literário, presta serviços gratuitos a Comunidades e ajuda poetas iniciantes, com extrema boa vontade.
Que Deus o conserve assim, para a nossa alegria e o bem da Literatura de Cordel.
Texto de AGP
agepe33@oi.com.brluzcar@oi.com.br