Viandante AlmaVai, viandante alma, passageira dessa aragemNo teu vôo, audacioso, pelo caminho infinitoPlanta a semente – amor – chove na estiagemSê jardineira de consciências com pensar restrito.Vai viandante alma, luta nessa eterna busca,Pergunta a Wilde, Kafka, quais foram seus anseios.O humano ser é frágil, mutável. Quando brilha, ofusca,Não distingue o outro. Perde-se, cega aos deva ...
Viandante AlmaVai, viandante alma, passageira dessa aragem
No teu vôo, audacioso, pelo caminho infinito
Planta a semente – amor – chove na estiagem
Sê jardineira de consciências com pensar restrito.
Vai viandante alma, luta nessa eterna busca,
Pergunta a Wilde, Kafka, quais foram seus anseios.
O humano ser é frágil, mutável. Quando brilha, ofusca,
Não distingue o outro. Perde-se, cega aos devaneios.
És senhora dos ventos, dos enigmas, das águas,
Cantarola a vida, senhora do tempo, senhora do ar.
O amor em enxurrada deságua, viandante alma.
Une pontes, acorda a paz, senhora do sonhar.
Viaja viandante transparência, assim é o teu jeito.
Conversa com Vivaldi, Tchaikowsky, Khayyám
Pergunta dessas incertezas, das dores do peito,
Da força interior que anima – essa energia sã.
Desde a alvorada ao anoitecer, alma viandante,
Deixa um rastro de brisa, leve, na tua passagem.
Pelos tempos vários busca o espírito errante
E crava-lhe no peito o amor, feito tatuagem.
Luciene Freitas, Vitória, 19-08-2006.Queria Ser como a água:
na visão, a transparência do mundo;
sem muralhas que a impeça
de expandir-se.
Pra quê os limites?
Formalidades,
banalidades!
Descer por estreitos rios
buscando respostas
nas encostas.
De prata ser o fio
que escorrega na pedra;
saciar a sede que medra
do teu corpo e
suavemente,
amavelmente,
desaguar em ti.
5.º Lugar no Concurso Poesias de Amor. Varginha / MG. 25-03- 2002.
Luciene Freitas,
Vitória de Santo Antão, 19-08-2000.Cântico ao SolQuando o sol desponta, nascendo para o dia, canto.
Dissipam-se desditas, enfileiradas sombras vão sumindo.
Apresento-me ao mundo de braços abertos. Rindo
ao ver desabrochar a inocência, sem rumor de pranto.
Quando o sol brilha sobre o céu azul, tal qual um manto
de luz dourada, desdobrando em claridade o firmamento.
Corro em alamedas de flores multicores, ó encantamento
e o pensamento acompanha a aurora no manifesto santo.
Quando o sol esclarece as trevas me alegro tanto,
passo à limpo o caminhar, bendigo os dons que recebi,
de joelhos agradeço, enternecida, os dias que vivi
e novas estradas percorro em busca de encanto.
Quando o sol no horizonte desce, eu já não me espanto.
Sem o anoitecer não há o novo dia. Tudo é tão breve.
O amanhecer é abraço de esperança, beijo de brisa leve,
translação de almas caminhantes da luz, em canto.
2.º lugar no Concurso Literário Josepha Máximo Ferreira. UBE – PE. Recife, 07-06- 2006.
Luciene Freitas
Recife,18-06-2005Biografía:
Luciene Freitas É pernambucana e tem publicados os seguintes livros: Explosão [poesias]; A Dança da Vida [parábolas e contos]; Mil Flores [poesias]. Encenado no Teatro do SESC em 2004; O Sorriso e o Olhar [parábolas, contos e crônicas]; Meu Caminho, textos para reflexão; Uma Guerreira no Tempo, [pesquisa]. O resgate de uma época – 1903-1950; a vida e a obra da escritora Martha de Hollanda, primeira eleitora pernambucana. Premiado pela Academia Pernambucana de Letras, em janeiro de 2005; Viagem dos Saltimbancos Escritores pelos Recantos do Nordeste, [cordel]; Mergulho Profundo, 264 pensamentos filosóficos, de momentos vários. Brincando Só e Brincando de Faz de Conta, Vol. I e II da série No Ritmo da Rima. Uma viagem por um mundo colorido por crianças, onde a poesia faz a história; O Espelho do Tempo, romance de pura emoção. O consciente e o inconsciente são revirados nas fraquezas humanas. A personagem, Salomé, faz uma caminhada pelo tempo com o desejo de replantar a semente da criação e mudar o mundo; Sob a Ótica das Meninas, 42 contos de um tempo determinado. A inocência e a astúcia leva os leitores a se envolver, rir ou emocionar-se.
Tem trabalhos publicados em jornais e revistas do Brasil, Portugal e Argentina. Participações em várias antologias. Conta com alguns prêmios literários.
Pertence ao quadro de sócios da União Brasileira de Escritores [UBE– PE]; União Brasileira de Trovadores [UBT– PE]; Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, Vitória – PE; Academia de Letras e Artes do Nordeste [ALANE]; Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciências da Vitória de Santo Antão; Grupo Literário Celina de Holanda. Membro correspondente da Academia Irajaense de Letras e Artes [AILA] Irajá / RJ e Academia de Letras de Itapoá / SC.
Vitória de Santo Antão, 12 de janeiro de 2008.
malufreigon2@yahoo.com.br