DE FLOR EM FLORAcordei hoje com vontade de sorrirAcordei hoje com vontade de amarAcordei hoje com vontade de ser florAcordei hoje com vontade de viverAcordei hoje com vontade de ser felizAcordei hoje com vontade de ser beija-florE voar de flor em flor.Beijar a rosa por ser a rainha das floresBeijar o lírio por representar a PAZBeijar o amor-perfeito por lembrar vocêBeijar o ar que respiro por le ...
DE FLOR EM FLORAcordei hoje com vontade de sorrir
Acordei hoje com vontade de amar
Acordei hoje com vontade de ser flor
Acordei hoje com vontade de viver
Acordei hoje com vontade de ser feliz
Acordei hoje com vontade de ser beija-flor
E voar de flor em flor.
Beijar a rosa por ser a rainha das flores
Beijar o lírio por representar a PAZ
Beijar o amor-perfeito por lembrar você
Beijar o ar que respiro por lembrar você
Beijar o Sol que me aquece por lembrar você
Beijar a chuva que encharca a terra
Beijar minhas lágrimas que encharcam minh’alma
E lavam a dor da saudade de você...
FIM DE TARDECéu nublado, esmaecido, cinzento
Acomodo minhas emoções, fecho os olhos
E visito meu interior.
Quero encontrar o sol, sentir seu calor
Quero me inundar de luz
Abrir as portas do coração
Viver desejos escondidos
Mas, oh! surpresa
Minha casa está cinzenta como o céu
Nublada de lágrimas de saudade
E esmaecida, sem cor
O sol foi embora e levou seu calor
Coração apertado, segredos contidos
Perdí meu amor...
Fecho minha casa
Não sei mais quem sou...
SENTIDO DA VIDADeus meu
Quero te fazer uma pergunta:
Por que sou agraciada com teu amor
Em forma de uma casa, cama
E comida quente?
Por que tenho amores
Que me mantêm no prumo
Com seu amor?
Por que faço pouco e ganho tanto?
Que fiz para merecer Tua graça
Se nasci igual ao meu irmão pedinte?
Nascemos, ambos, de um momento de amor
Ou de um momento de ódio, não importa...
Mas nascemos de um homem e de uma mulher
Que juntaram espermatozóides e óvulos
Num instante de entrega sexual
Amorosa ou não...
E, morreremos do mesmo jeito
Exalando o último suspiro
Seja numa cama limpa
Cercado de amor e oração
Ou num chão fétido
Prenhe de ódio e revolta...
E o espaço entre o nascimento e a morte?
Como explicar os caminhos tão diversos
Por vezes, tão dolorosamente marcados
De filhos teus?
Deus meu
Dizem que a vida é luz, eu sei...
Dizem que a morte é escuridão, não sei...
Só quero que me respondas
Onde estás quando a desgraça se abate sobre alguém?
Certamente, não estás sorrindo
Serias um hipócrita
Pois pregas a compaixão...
Onde estás
Quando vidas são ceifadas pela fúria da Natureza?
Certamente, não estás sorrindo
Serias um déspota
Pois pregas a misericórdia...
Onde estás
Nesse espaço entre a vida e a morte
De filhos teus?
Qual o mistério que se esconde no teu silêncio?
A resposta será tão óbvia que não a vemos?
Ou não sabemos fazer a pergunta que não tem resposta?
Quem somos nós e quem és TU?
Somos UM se expressando através da diversidade?
Somos TU na luz e na escuridão?
Somos TU no amor e no ódio?
Somos TU na graça e na dor?
Somos TU na alegria e na tristeza?
Seremos TU, meu Deus, a grande e misteriosa resposta?
biografia: Gilda HaubertNascida em Porto Alegre-RS, pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul [PUCRS], exerce atividade voluntária com crianças carentes em reforço escolar, artesã, ministra cursos de arte, participa do coral 'Espaço de Som, Pessoa & Arte'.
Participou e foi premiada pela CAPORI e GRÊMIO LITARÁRIO CASTRO ALVES, com crônicas e poemas. Participa há 5 edições do concurso Banco Real, Talentos da Maturidade. Participou de Coletânea Literária - Casa do Poeta 40 anos e também da Coletânea de Poemas do Mercosul com poesias em espanhol e português.
Participa com seus poemas em colunas especializadas de jornais de Porto Alegre-RS.
gprhaubert@hotmail.com