LAILA[À Laila, minha querida aluna, contadora de histórias]Com seus olhinhos de cristalE largo sorriso cativanteConta histórias com jeitinho de Natal.Menina brilhante!Tem síndrome de down,Mas isso não é importanteNa classe é genial.Furor de iniciante,Pra quem o saber é essencial.Sonha aprender, com vontade de gigante.Assim é Laila, menina especial:Faz-nos sentir como a vida é fascinante. ...
LAILA[À Laila, minha querida aluna, contadora de histórias]Com seus olhinhos de cristal
E largo sorriso cativante
Conta histórias com jeitinho de Natal.
Menina brilhante!
Tem síndrome de down,
Mas isso não é importante
Na classe é genial.
Furor de iniciante,
Pra quem o saber é essencial.
Sonha aprender, com vontade de gigante.
Assim é Laila, menina especial:
Faz-nos sentir como a vida é fascinante.
Faz-nos sorrir e esquecer do mundo todo o mal.
Clau Assi***************************
BÊBADOUma bebida
Uma segunda
Outra mais
Bebe a tristeza
A solidão
O desemprego
E a favela
Engole
Dívidas
Vergonhas
Humilhações
Cambaleia pra fora
Esquecido
De si
Dos outros
Do mundo
Chacoalha pra lá
Pra cá
Cai
Fica caído
Na calçada
Um desvia
Outro também
E ele dorme
Apagado
Abandonado
Por si
Pelos outros
Pelo mundo.
Clau Assi****************************
POESIA FECUNDASou poesia
Fecunda companheira
Cultivo letras
Crio sentidos
[Re]crio palavras
A paixão é o broto
É o caule
O fruto
Amadureço amores
Apanho a semente
Colho vida
Vida renovada.
Clau Assi***********************
FAROL VERMELHONo farol
Cobertos pelo Sol
Observo duas crianças
Nos olhos poucas esperanças
Brincam com malabares
Conquistam assim o sustento de seus lares
Com tão pouca idade
Do mundo já conhecem a crueldade
Já conhecem o abandono
Já descobriram do mundo os donos.
“Tio, me dá um trocado”
É o que costuma ser falado.
Distraída com a cena
Avisto outras duas crianças pequenas
Carro importado
Rostos corados
Uns conhecem a fartura
Os outros famintos, vida tão dura
Menino de futuro brilhante
Contrapondo com outro num pedir tão humilhante
Menina de vestido gracioso, alegre criança
A outra de trapos vestida, de comum apenas a trança.
Penso na minha solidão,
Que o mundo não é justo não!
Clau Assibiografia:
Claudenir Paz Siqueira Assi. Brasileira, natural de Teodoro Sampaio, residente desde os 3 anos de idade na cidade de Barueri, casada, mãe de duas filhas, Professora de Língua Portuguesa ha 17 anos, na rede pública de ensino, premiada com o terceiro lugar no concurso 'Giz de Ouro-2006' com o projeto 'Leitura: sonho, pensamento, ação'. Aprendiz de poeta e da vida.
clauassi@yahoo.com.br