A FÉJá cantei a Caridada.Com igual simplicidade,Da Fé hoje falarei!Vivem sempre tão unidas,Que chegam a ser confudidasQual a mais bela?...Não sei!Ter Fé, crer na existênciaDe um ser que é todo Clemência,Amor, Justiça e Perdão.Crença que nos torna forte,Diante da própria morte,Ou de rude expiação!Ter Fé é ter dentro dalma,Confiança, ânimo , calma,Ante as tormentas da vida,Afronta ...
A FÉJá cantei a Caridada.
Com igual simplicidade,
Da Fé hoje falarei!
Vivem sempre tão unidas,
Que chegam a ser confudidas
Qual a mais bela?...Não sei!
Ter Fé, crer na existência
De um ser que é todo Clemência,
Amor, Justiça e Perdão.
Crença que nos torna forte,
Diante da própria morte,
Ou de rude expiação!
Ter Fé é ter dentro dalma,
Confiança, ânimo , calma,
Ante as tormentas da vida,
Afrontando, sem temores,
Desditas, pernas e dores,
Da provação escolhida.
Fé possui a Mãe que implora,
Ante o mal que lhe devora
Um filhinho estremecido,
Mas que cala, não blasfema,
Sufocando a dor suprema,
Se DEUS lhe houver preferido.
FÈ possui todo cristão,
Que confia na razão,
E na justiça também,
Sabendo ser transitoria
Da força qualquer vitoria,
Porque o mal não vence o bem.
Ouvi minha exortação!
Tende FÉ, no coração.
Erguei a DEUS vossa prece!
Disse JESUS, e é bem verdade,
È luz que jamais aquece!
JaubertO MILAGRE DAS LAGRIMASEra noite.
O perfume de um lirio,
Parecia envolver a chama indecisa de um Cirio...
No ambiente uma coisa estranha diferente,
Pairava...
A mulher de mãos brancas, cansado olhar,
Vez por outra fitava a chama indecisa a rebrilhar...
Ao seu lado, um berço!
As contas de um têrço, nas mãos alvas corriam...
E a mãe parecia cantarolar a melodia do embalar...
Mas seu olhar parecendo às vezes distraido,
Descansava sobre o rosto do filho adormecido.
O fantasma da dor dava pinceladas de amargor,
E, fitando a criança querida,
Seu pensamento mentalizava a cruz...
E dela parecia se desprender a imagem pura de Jesus...
'Que queres tu?'
Disse a meiga voz...
--Ah! Mestre, quero que meu filho veja as belezas do mundo!
Quero que ele seja feliz como os outros pequeninos...
Mestre,não me deixes nesta incerteza cruel.
Parece-me que bebo um taça cheia de fel!!
Ah! Tudo passou...
O tempo trouxe novos luares,
Desabroxou as flores, mudou a direção de vento...
Uma noite , era a de Natal.
A pobre mulher, esquecida já da promessa do Mestre, achando sempre
Que a cegueira do filho era mal, orou com singeleza mas,
Que estranha beleza irradiava do olhar.
A emoção tentou por vezes repletar aquele coração...
E lágrimas sentidas aquela que já trazia guardadas na alma,
De outras vidas, pela face rolaram!...
O filho no regaço, as pérolas que desceram dos seus olhos garços,
Com certa timidez umedeceram os olhos da criança uma raio de esperança surgiu...
As mãos do filho se ergueram então,
Para colher a última lágrima que eclodira do dorido coração...
À porta do casebre estranha luz, abraçava a tudo!
E a mãe, agora feliz, tinha as mãos do filho secando os seus olhos de veludo.
'Mestre, disse ela sorrindo...
Meu filho já está vendo'!...
E num gesto de amor, os braços estendidos para Jesus,
Viu-o desaparecer com um sorriso no meio da estranha luz!...
Jaubert A PENA , A CRUZ E A ESPADANum poeirento salão de um solar medieval,
Que guardava em silêncio um passado glorioso,
Uma pena, uma cruz e uma espada feudal
Trocavam comfissões, que eu ouvia curioso.
Conta a espada altaneira as suas aventuras,
As pugnas memoráveis em busca de glórias,
Os feitos imortais, seus gestos e bravuras,
E os troféus que alcançara em sagrentas vitórias.
'Sempre tive a brandir-me as mãos bem adestradas
De heróis e espadachins. E em combates renhidos,
Muitos corpos deixei tombados nas estradas,
De ardorosos rivais por mim neles vencidos.
Nunca tive a empunhar-me o braço de um sicário,
Mas as fidalgas mãos de nobres cavalheiros.
O meu campo de ação profusamente vário,
Nunca teve a manchá-lo um só golpe traiçoeiro.
Com a viseira erguida, eu sempre entrei na liça,
Desprezando as razões do rival mais ousado,
Por minhas próprias mãos eu sempre fiz justiça,
Defendendo o inocente ou punindo o culpado.
Que seria da vida, ausente o meu poder,
Que a justiça assegura e o direito mantém?
Um campo em que a desordem a lavrar e crescer,
O mundo transformava em terra de ninguém!
Guardo inda hoje, de tudo, uma saudade n'alma,
Mantendo a fidalguia e a nobresa sem par,
A sofrer em silêncio a tortura da calma,
Envelhecendo inerte em um sombrio solar!'
Uma lágrima cai, e a lâmina umedece,
E desliza sutil até tocar o chão;
Escuta-se um soluço, e a espada emudece,
E o silêncio outra vez caiu sobre o salão.
Fala em seguida a Cruz humilde, a recordar
A sublime missão para a qual foi criada,
O mistério que envolve a origem milenar,
E o resepito que inspira tradição sagrada;
'Eu simbolizo a Fé, a Dor, os Sofrimentos!'
Num murmurar cadente assim falava a Cruz.
'Humildemente elevo a Deus os pensamentos,
Transfigurando os maus, os conduzindo à Luz!
Somente o amor constrói por toda a eternidade!
A conquista da força é sempre transitória!
A paz jamais se obtém calcando a liberdade,
Nem quem sufoca o amor jamais logra vitória!
Cala-se a Pena, e, assim findaram-se as confissões.
A aurora que esgarçava, o ambiente torna em Luz.
E eu vi cheio de espanto,unindo os corações,
Num exemplo de irmãs, a Pena, a Espada e a Cruz!
Jaubertbiografia:
Joaquim Jaubert Francisco, nasceu em Virgem Da Lapa - MG em 22 de setembro de 1956.
Formou-se em Medicina Física, especializando em Massoterapias Diversas; e paraquesdismo Profissional, e instrutor de Tai chi chuam,Pintor, articulista Desenhista, e escritor amador, da cidade do Rio de janeiro.
Freqüentemente suas crônicas são estudadas em algumas escolas publicas, e recentemente recebeu o convite para escrever um o primeiro livro com vários poetas locais.
Quanto a suas poesias e contos e cronicas tem uma lado interessante que é o espiritual, cujo próprio pensamento se expressa desta maneira:
Hoje os meus rabiscos têm este lado que fala muito da alma e Deus. A poesia é espiritual! Obviamente, quem ama verdadeiramente a poesia, não deve ter espécie alguma de preconceito. Evidentemente, quem reconhece a espiritualidade da poesia, torna-se, inevitavelmente, um CIDADÃO UNIVERSAL DO BEM.
Quem nega a espiritualidade da poesia, colabora para perpetuar o preconceito, favorece a violência e a ganância... Mesmo que indiretamente pela omissão, é cúmplice de todos os crimes que se comete contra a humanidade a fauna e a flora... É co-responsável das mortes das crianças que sucumbem vítimas da fome... É co-autor do holocausto, que vitimou milhões de judeus; da apartheid, que assassinou nossos irmãos negros na África do Sul; da inquisição, que levou milhares para as fogueiras; do sangue derramando nas guilhotinas; das barbarias cometidas pelos governos humanos; e traficante negreiro... Estou neste momento escrevendo, lendo, analisando e observando tudo e a todos que rabiscam poemas!
Aqui, a tragédia as sombra.
Ali, o drama chora.
Além, a comédia ri.
Adiante, o Poema enleva.
Abaixo local onde posta suas cronicas, pensamentos e poesias!!
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