A FLOR DO QUEREO que for mágica é o que nos fere de morte pó em vidro quenos corta alma e fuzila a criança que nos habita.Ser o que nos reina Favorecido amigo do peito nu. Há abrigos nesta tempestade em que todosos homens se ferem.Carnaval, sertões, mendigos, missa no domingo.A praça desertaUma mulher que nos liberta a senzala daAmérica somos nós.Flor que revela-se em aço e baunilha Todo ...
A FLOR DO QUEREO que for mágica é o que nos fere de morte
pó em vidro que
nos corta alma e fuzila a criança que nos habita.
Ser o que nos reina
Favorecido amigo do peito nu. Há abrigos
nesta tempestade em que todos
os homens se ferem.
Carnaval, sertões, mendigos, missa no domingo.
A praça deserta
Uma mulher que nos liberta a senzala da
América somos nós.
Flor que revela-se em aço e baunilha
Todo o crime é o meu ser,
minha pálida alegria neste carnaval de sombras
lixo e beleza. Morre o filme
fa-se o homem amigo de outros homens.
Há mil tumores dentro de mim
Abelhas no meu sangue ruim, tenho medo e
Pavor, rios e correntezas, urubus e
Sutilezas, beijo você, beijo todos os anjos tortos
que a noite invadem o meu sexo perverso
Abutres do mundo não sangrem
Minha alma pó em vidro.
Raio e tempestade nas minhas alucinações
Mato uma criança, fuzilo os pés
do cavalo anjo torto de mim.
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MARIA,MARIAVem cá minha perdição
Vare
longe tudo que de mim
é só tristeza.
LIBERDADE Se for necessário peguemos os canhões e matemos
os monstro do palácio central.
Morte os generais com seus abutres sangra mundos.
Olho para o longe
Não há sede de sangue, mas se preciso for. Matemos
os facínoras e sobre os seus corpos
Plantemos rosas, rosas a liberdade, rosas aos sertões
do mundo.
Nossa luta não é por poder é pela destruição do poder,
essa ordem que aí estar não
faz coro em nosso carnaval, não existe ordem se
não haver liberdade.
Gritemos ao mundo. Liberdade!!!Liberdade!!!! Liberdade!!!
Para a palestina, para o oriente médio,
Para todo o mundo. Juventude da América
é chegada a nossa hora
um novo levante em que o sonho se faz
sempre presente.
A mão que faz um poema é a mesma que
Empunha armas contra a
canalha do mundo. Rosas da liberdade,
O gênero humano é superior as nossas dores,
Nossas vidas pela vida do gênero humano.
Tenho em mim mil ódios
ódios contra os abutres do mundo!!!
O que temos de melhor é a nossa organização.
Gritem nas ruas nossos hinos de
Liberdade, nos bairros, nas favelas, nas roças, nos
nossos corações. Liberdade !!!!! Liberdade!!!!!
Liberdade!!!!!!
Vamos companheiros , vamos juntos, não há o que
Temer. Venha com a gente nesta
caminha de luta e ternura, não temos nada a temer
em nossas mãos a construção de um novo mundo.
JARDIM DA INFÂNCIABrinco com um filho que só existe
no segredo
que tenho escondido no sótão.
É uma criança linda
Fez ele mil brincadeiras, faz ele
o meu dia ser
completo de sonhos e cores.
Meu filho, o filho que
não nasceu. O filho que sempre esteve
aqui, brincando comigo
no eterno Jardim da Infância.
Biografia
Ediney Santana nasceu em 14 de março de 1974 na cidade de Mundo Novo- Chapada Diamantina- Bahia-Brasil. Desde os dois anos de idade que vive na cidade de Santo Amaro-Ba
Formou-se em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual da Bahia. É membro do Partido Comunista do Brasil, militou no movimento Estudantil e hoje trabalha como professor de literatura.
Em 2002 publicou seu primeiro livro de poemas ' Até que a eternidade nos uma' pela Uefs, em 2004 saiu o seu segundo livro ' O Evangelho do Mal' pela Papel Virtual Editora, este livro pode ser comprado no site www.papelvirtual.com.br . em 2006 publicou o seu terceiro livro ' Anfetaminas e arco-íris' pela Laetitia Editore.
Escreve contos regularmente em seu blog http://edineysantana.zip.net.
Ediney Santana vem aos longos dos anos se dedicando as mais dignas causas sociais. É um homem de paixões,seja na luta pela inclusão social, seja na luta em defesa dos direitos humanos, Ediney Santana assume vários papeis e todos esses papeis se encontram em sua produção poética.
Por: Gabriely Del Fabria
Jornalista, Rio de Janeiro 10 de Outubro de 2007
ediney-santana@bol.com.br