circulaçãona casa da gameleiraas panelas são areadasas roupas, arrumadasas pessoas, caladasna morada da figueira-bravao chão está varridoa comida, preparadaos homens, saciadosas mulheres, sofridasno recinto da quaxingubao ambiente está estérileticamente perfeitopoliticamente determinadoo branco 'puro' dominase a porta está abertaou a mente nas nuvensno capulhoamanheci destroçada. cadê mi ...
circulaçãona casa da gameleira
as panelas são areadas
as roupas, arrumadas
as pessoas, caladas
na morada da figueira-brava
o chão está varrido
a comida, preparada
os homens, saciados
as mulheres, sofridas
no recinto da quaxinguba
o ambiente está estéril
eticamente perfeito
politicamente determinado
o branco 'puro' domina
se a porta está aberta
ou a mente nas nuvens
no capulhoamanheci destroçada. cadê minhas pernas?
saíram pelas ruas da cidade
em busca de diversão
dançaram todos os ritmos
em cima do salto 15
meu tronco sentou na mesa
se fartou de pizza e chopp
tremeu-se com risos bobos
mais chopp gelado e catchup
meus braços carregam o laptop
para os espaços rede wireless
tantas imagens na tela
devaneios de dias e noites
tanque e cozinha
a voz da vizinha
e parte de mim aqui por ora
minha cabeça, ai!
tinha esperanças no longo tempo
do poderoso rei 'delirium'
mas o faz-de-conta se quebrou
na derradeira pergunta racional:
sim ... e daí?
sem sonhos não sinto vida
por isso essa maneira
quieta de ser
no capulho
dos que esperam algum calor
nascituroo incômodo de uma cólica
não se compara à dor da cólera
que se instala ácida
por cima das minhas heras
heras tentaculares
nas eventuais rotas
de qq um dos pseudo-espetaculares
que me come e arrota
sirvo como gargarejo
a sanar infecções
arejar lugarejos
amaciar vis corações
na hora certa, recolho-me
neutralizo-me com ar puro
com tecido branco embrulho-me
e me reponho nascituro
amarelo vivo - mystika
fotografo árvores de copa
cor amarela viva.
é o amarelo outonal
da minha estação
de gozos e animações
limitadas
pelo conjunto de tudo
q vale a pena continuar
muito, muito pouco vale
para quem está no 'end'
da página da vida
enquanto isso
sento-me nesse banco
de madeira de lei
a lei q rege meus sentimentos
aleatórios por quem
diz q me ama
mas apenas goza bem
no intervalo da vida.
biografia:
Ana FreitasMeu pseudônimo é
Mystika, mas também me chamam de Myss, meu nome é Ana Freitas, nasci e moro no Recife-PE, tenho 41 anos, sou formada em Engenharia Civil e em Direito, e trabalho no serviço público.
Escrevo prosa e poesia desde a alfabetização. É uma necessidade. É um prazer. Gosto de números, gosto de letras, gosto de aprender sempre.
Meus textos estão principalmente no meu blog [http://www.mystika.blogger.com.br/] e no Recanto das Letras [http://recantodasletras.uol.com.br/autores/mystika]. Onde feliz recebo os comentários e recados para mim.
Escrevo sobre tudo que passa na minha proximidade, sem preconceito. Meu compromisso é colocar no texto o que pula do meu interior.
Grande abraço para todos os Poetas del Mundo.
Myss
mysttykka@yahoo.com