Meu pai.Olho pela janela, vejo meu pai.Vejo muitos pais.Um pai triste, triste como sua vida.Vida sofrida, triste vida que não quer passar.Mas mesmo assim vejo meu pai.Pai feliz por seus filhos.Um pai triste,Pai, que não soube o que é amor de pai,Não soube o que é amor de mãe,Pai que sabe o que é amor de pai.Pai que não teve amor,Meu pai soube nos amar,Que não soubemos amar.Quantos pais pe ...
Meu pai.Olho pela janela, vejo meu pai.
Vejo muitos pais.
Um pai triste, triste como sua vida.
Vida sofrida, triste vida que não quer passar.
Mas mesmo assim vejo meu pai.
Pai feliz por seus filhos.
Um pai triste,
Pai, que não soube o que é amor de pai,
Não soube o que é amor de mãe,
Pai que sabe o que é amor de pai.
Pai que não teve amor,
Meu pai soube nos amar,
Que não soubemos amar.
Quantos pais pela janela agora vejo.
Fico a olhar,
Fico a pensar
Quantos sonhos tinha,
Quantas coisas queria,
Para meu pai,
Por meu pai.
Vejo-o a olhar,
Para o alto, como se estivesse a procurar.
Quem sabe um sonho,
Amor de pai,
Amor de mãe,
Amor de filho,
Uma vida que se passa,
Uma outra vida que está para chegar.
Vejo-o pela janela.
Vejo as marcas deixadas pela vida,
Uma triste vida que teima em não passar.
Vejo o tempo passar,
Meu pai passar,
Meu tempo passar.
Em meu coração, com certeza ele vai ficar.
Não posso me esquecer...
Também sou pai.
Saberei amar,
Saberei olhar,
Meu pai.
CAMINHANDO.Com o pensamento vago caminho.
Caminho vagamente por entre rostos.
Rostos e mais rostos, todos anônimos.
Eu, simplesmente mais um rosto anônimo na multidão.
Caminho com passos lentos,
Como se nunca quisesse chegar.
Quem sou eu?
Quem são os outros?
Caminhamos como automatos,
Caminhamos como zumbis.
Onde queremos chegar não sei.
Apenas caminhamos.
É uma longa jornada, não tem como parar.
Na minha caminhada, apenas observo,
Pessoas vão, pessoas vêem.
Apenas rostos anônimos na multidão.
Vejo apenas um rosto,
Vejo apenas você.
O PESO DO MUNDO.Não Sou forte, nem tão pouco sou fraco,
Mas carrego o peso do mundo.
Sinto todo o seu peso,
Sentimento do mundo.
Sinto todo o seu peso enquanto caminho.
Sinto seu peso enquanto caminho.
Sinto o quanto é pesado,
Vendo uma criancinha seminua na calçada,
Biscoitos nas mãos.
Sinto seu peso no frio da noite.
Sinto seu peso no frio das pessoas.
Ninguém parece sentir seu peso.
Pudesse eu, jogaria fora o mundo,
Tiraria todo este peso.
Estou ficando velho para carregar pesos,
Nem mesmo suporto meus próprios pesos.
E assim continuo a minha caminhada,
Pesos, pesos e mais pesos...
biografia:
Geraldo Magela Rosa. Nascido em 18 de setembro de 1961 em Abre Campo- Minas Gerais. Brasil. Estudante do 6 periodo de Direito. Escritor amador. Divorciado, pai de 3 Filhas. Raisa de 20, Irina de 18 e Desirée de 10 anos.
geraldorosa@hotmail.com