NO JOIO A FUNDOtêm um jeito de ásiameus olhos quase ateus[graças a deus]meus olhos têm confusaraiz continentalfunda afunda profundaolhos de água baldeada maretas migrando convulsa írisno limo da revência plantada tem um jeito de ásiaminha córnea mutilada o mundo é um cacoum oco[um pouco de tudo sozinho]desde fundada a cegueira só creio nas flores que espinhoDESENTREGAquando é findo o a ...
NO JOIO A FUNDO
têm um jeito de ásia meus olhos quase ateus [graças a deus]
meus olhos têm confusa raiz continental
funda afunda profunda
olhos de água baldeada
maretas migrando convulsa íris no limo da revência plantada
tem um jeito de ásia minha córnea mutilada
o mundo é um caco um oco
[um pouco de tudo sozinho]
desde fundada a cegueira só creio nas flores que espinho
DESENTREGA
quando é findo o amor o beijo na boca coalha
bebendo o soro da dor tecemos noss[amor]talha
HERANÇA
há um sentimento indígena no pouco passo que dou no pouco tato que tenho:
vou sentindo oca a raiz de que me lenho.
biografia:
Iara Carvalho nasceu em Currais Novos/RN, Brasil. É professora de Literatura e mestranda em Literatura Comparada, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É do mundo o seu amor pela vida. É à poesia a sua entrega mais completa.